A Estrutura Organizacional Facilitadora
Por Henrique Montserrat Fernandez
28/08/2007
O desenho da estrutura organizacional de uma empresa incide, direta ou
indiretamente, nas falhas de comunicação; coordenação entre os departamentos;
definição de áreas, atribuições e responsabilidades; excesso de burocracia, além
de falta de iniciativa, criatividade e inovação. Para evitar essas armadilhas, o
desenho da estrutura organizacional deve facilitar o fluxo e o processo das
informações, ser flexível e adaptável, satisfazer seus membros, enfim. Precisa
levar em conta que o que realmente importa, é o comportamento das pessoas
perante os objetivos da organização.
É óbvio que, quando uma empresa é pequena, as decisões fluem mais facilmente
entre os tomadores de decisão e os funcionários, pois há menos níveis
hierárquicos e as ordens geralmente são dadas diretamente ao responsável por seu
cumprimento.
A partir do momento em que a empresa cresce e a quantidade de funcionários
aumenta, cresce também o número de níveis hierárquicos, com a inclusão das
chamadas chefias intermediárias. Então, o dono não conversa mais diretamente com
o funcionário, em vez disso, passa a ordem para outra pessoa (e desta para
outras conforme o tamanho da empresa), o que aumenta os chamados ruídos na
comunicação (o ouvinte acaba não entendendo o que o emissor quis dizer – e os
erros ocorrem).
Outro problema grave surge quando a empresa é muito departamentalizada. Na maior
parte das vezes esses departamentos não conversam entre si (ou mesmo são
rivais), o que ocasiona perda de tempo na realização de atividades conjuntas,
retrabalho (fazer de novo o que já está pronto), ou pior, um verdadeiro
“cabo-de-guerra” entre os departamentos rivais, que exaure as forças da
organização.
Uma estrutura organizacional deve, portanto, ser flexível a ponto de diminuir a
ocorrência desses problemas e deve fazer com que a estratégia empresarial
adotada não seja prejudicada.
Para que isso ocorra, a estrutura organizacional deve estar menos ligada às
funções departamentais e mais relacionada com os objetivos da organização e as
atividades necessárias para atingi-los:
Podemos organizar a empresa por linhas de produtos, de forma a atribuir atenção
adequada a todas, através da utilização de divisões internas, por exemplo.
Outra maneira é utilizar critérios geográficos de atuação, através de filiais e
direções regionais.
Se quisermos atender grupos distintos de clientes podemos organizar a empresa
por clientes ou segmentos de mercado.
Há empresas entretanto, em que os tradicionais departamentos funcionais, como
produção, vendas, administração etc podem continuar sendo utilizados como a
principal estrutura organizacional, desde que não firam os objetivos traçados.
E também não podemos esquecer da possibilidade de organização por projetos,
utilizada principalmente por empresas que trabalham sob encomenda, caso de
estaleiros, empresas de engenharia, indústrias aeroespaciais, entre outras.
Independentemente portanto do tipo de organização, notamos que uma coisa é
invariável. Graus de chefia ou coordenação intermediárias continuarão existindo,
de forma a tentar manter o grupo de trabalho numa mesma linha de objetivo,
traçado pela alta administração. Cabe aos administradores impedir que ocorram
problemas, através da gestão adequada dos recursos humanos da empresa.