Os Estudos de Opinião em Comunicação e Marketing
Por Rejane Markman
22/11/2007
As pesquisas de opinião são realizadas em abordagens diretas, face to face, e
visam obter dados representativos das opiniões de públicos específicos. O
estrato definido cujas opiniões interessam à pesquisa possui características
determinadas que são reproduzidas na amostra entrevistada. Os estudos opinativos
são utilizados em pesquisas científicas e em estudos de comunicação e marketing
para conhecer a imagem de uma empresa, a aceitação de um produto e até mesmo
para saber a credibilidade ou a rejeição que um político tem diante do
eleitorado.
Neste artigo, fornecemos informações e conceitos necessários para que os
profissionais e estudantes de Marketing, Publicidade e Comunicação Social possam
ter uma noção clara da importância da pesquisa no seu trabalho, como essa
atividade poderá auxiliá-los na sua produção e o que devem esperar dos
resultados de uma pesquisa. Além disso, são apresentados os procedimentos
técnicos de elaboração de uma pesquisa de opinião.
1. A FORMATAÇÃO DA PESQUISA
INFORMAÇÕES PRELIMINARES A RECOLHER
Os estudos de opinião são uma das modalidades da pesquisa utilizada em
Comunicação e Marketing. Eles utilizam uma metodologia específica e enfocam o
objeto de estudo de uma forma objetiva, transformando os dados obtidos em
estatísticas e gráficos. Esse enfoque é conceituado como quantitativo pois a
partir da emissão de juízos concretos e mensuráveis, como opiniões e
comportamentos, podem ser inferidos aspectos da visão de qualquer segmento de
público. As pesquisas que apreciam aspectos subjetivos como sentimentos,
desejos, atitudes, que apenas podem ser percebidos de forma absoluta,
representam os estudos qualitativos. O primeiro tipo de enfoque fornece
informações muito úteis para a tomada das decisões dos gestores empresariais
e/ou produtores publicitários e de comunicação. Os dados qualitativos informam
como pensa e o que sente o público-alvo da publicidade em relação ao produto,
constituindo-se em importantes auxiliares na produção adequada de anúncios
capazes de obter do mercado a atenção e as atitudes desejadas. Mais adiante
neste texto, descrevemos com mais detalhes, cada uma das abordagens.
No Marketing, as pesquisas utilizam na sua formatação e execução algumas
técnicas que são empregadas para obter uma visão muito aproximada da realidade
estudada. Os resultados obtidos são bastante fidedignos na concepção de uma
noção bem próxima dos desejos e aspirações do consumidor em relação ao produto.
Eles também se constituem em base de prognósticos e avaliações úteis na
formulação de estratégias e de planejamentos empresariais.
Nas investigações, o principal target é o indivíduo, visto como consumidor,
estratificado em grupos de idade, sexo, nível de renda, qualificação
profissional e qualquer outras características que interessem para a obtenção de
um adequado conhecimento da realidade do mercado.
O primeiro passo para a realização de uma Pesquisa de Opinião – e logicamente de
uma Pesquisa de Mercado – é definir corretamente o problema que necessita ser
esclarecido. O problema pode ser evidenciado através de questões como:
• Que queremos saber?
• Que dados necessitamos conhecer para comprovar como se comporta um determinado
objeto de estudo?
• Quais as decisões que necessitamos tomar?
• Quais os aspectos que devemos conhecer do público que são importantes na
formulação de produtos mais assimiláveis e eficientes?
Essas perguntas devem ser feitas pelo pesquisador ao contratante da pesquisa, e
vão auxiliá-lo a definir com clareza o objeto da investigação e os limites
desta. Além disso, para planejar e executar com êxito uma pesquisa é preciso que
sejam fornecidas algumas informações complementares que visam melhor
caracterizar o problema. Saber quanto recurso financeiro o cliente pretende
investir na pesquisa, o prazo que ele necessita para a obtenção das informações
são alguns dos dados necessários para que seja estabelecida a técnica a ser
adotada, a amplitude e tipo da amostra escolhida e se chegar à construção da
proposta técnica do trabalho.
Entretanto, não basta conhecer claramente os objetivos da pesquisa. É importante
que se faça um resumo panorâmico da situação problemática, de dados
anteriormente colhidos sobre o problema, da situação atual e das dúvidas do
cliente. Particularmente, seria ter uma noção da empresa, do produto e do
consumidor que será o alvo da pesquisa. No caso da pesquisa acadêmica, os dados
preliminares indispensáveis devem ser sobre o objeto de estudo delimitado por um
marco teórico referencial e expressos e delimitados nos Objetivos.
O processo de relação entre o cliente e o produtor da pesquisa se inicia com uma
entrevista preliminar para que se saiba que o cliente deseja conhecer, a que
nível de profundidade e em que espaço de tempo. Pede-se que o cliente elabore um
briefing sobre a situação que será analisada ou, se não houver tempo, a empresa
pesquisadora produzirá, ela mesma, um documento em que descreverá o que captou
dos objetivos do cliente, e formulará um planejamento técnico da atividade
proposta, contendo os custos e prazos, as técnicas de pesquisa previstas e o
pessoal técnico participante. O documento, também chamado de projeto da
pesquisa, deve ser redigido de forma simples, clara e compacta, para servir de
subsídios e auxiliar o cliente a tomar, de forma rápida, a sua decisão final
sobre a pesquisa.
Após esse passo, novo encontro entre pesquisador e cliente discutirá os ajustes
alternativos para o projeto como o tamanho da amostra e as estratégias de
pesquisa, o que dependerá da visão da empresa contratante sobre seus interesses
em termos de custos e de prazos.
No tocante às informações preliminares, essas também podem ser obtidas através
do acesso a dados secundários, que são aqueles já construídos anteriormente,
disponíveis na empresa, obtidos através de outras pesquisas, ou produzidos pela
empresa através de relatórios, etc. A técnica de pesquisa mais adequada a
obtenção desses dados é a Pesquisa Documental que é uma ação tipicamente
exploratória, no sentido de que ela produz um conhecimento mínimo sobre o tema
que se pretende pesquisar e pode obter muitas informações interessantes para que
se componha hipóteses (nos estudos acadêmicos) e uma maior compreensão do
problema (nos estudos de mercado). Nos estudos acadêmicos, como em uma
dissertação, por exemplo, este tipo de pesquisa é elaborado para levantar o
marco teórico e amplas informações preliminares sobre o tema e sua delimitação.
Os dados dessa pesquisa prévia, de acordo com cada caso, podem ser obtidos das
seguintes fontes:
• Fontes Internas:
Dados contábeis, particularmente se a empresa dispõe de uma contabilidade
analítica.
Relatórios de vendedores.
Dados sobre produtos e ações de Marketing.
Resultados de campanhas realizadas.
Estudos anteriores.
• Fontes Externas:
Dados estatísticos gerais (Estudos do IBGE e de outros órgãos semelhantes que
sejam acessíveis, estudos de setores especializados, estaduais e municipais,
FIESP, etc.)
Outros estudos publicados – nacionais ou estrangeiros –
disponíveis em Internet, revistas, livros, etc.
O tratamento de dados secundários tem, certamente, vantagens e desvantagens, e
podem ser usados exclusivamente para subsidiar decisões. Como vantagens podemos
elencar:
• a pesquisa documental é normalmente mais rápida,
• de custo ordinariamente mais baixo
• quase sempre tem maior acessibilidade, embora por vezes a dificuldade de
obtenção de dados desta natureza, no nosso país, seja grande.
O estudo documental é, muitas vezes, um grande passo para aclarar muitas
informações pendentes e definir o direcionamento da pesquisa, definir a escolha
das técnicas, etc. Algumas vezes, pode ser mesmo o único meio possível de obter
informações prévias, constituindo-se freqüentemente no primeiro passo no sentido
de conhecer o objeto da pesquisa.
Contudo, esse tipo de pesquisa comporta, também, algumas desvantagens
consideráveis:
• ocorre maior desatualização dos dados,
• existem dificuldades de ajustamento às decisões
• há desconhecimento do seu real valor/qualidade.
1.2.Estudos baseados em dados primários:
São estudos realizados empiricamente, do quais se obtêm informações
originais sobre o objeto. Se o objetivo é ter uma visão atualizada de quem é o
consumidor, de como ele pensa, suas expectativas e opiniões, a fatia que o
produto ocupa no mercado, o nível de aceitação e de rejeição, certamente esse é
o caminho mais adequado a seguir. Os estudos sobre o consumidor procuram dar
respostas especificamente a algumas questões fundamentais:
• Quem consome ou utiliza os produtos e/ou serviços?
• Em que quantidade o faz?
• Qual a dimensão e as características do mercado?
• Quais são os comportamentos e as atitudes que se produzem no ato de compra?
• Qual o posicionamento e as quotas de mercado ocupadas por uma marca/produto?
• Quais são as razões da procura e da rejeição de marcas e produtos?
Devem-se observar os objetivos da pesquisa e qual é a unidade sobre quem se
pretende conhecer algo. No caso do produto, existem as seguintes variações que
podem determinar diferenças relevantes:
• Consumidor por categoria: refere-se a alguns tipos de produtos como marcas de
café, refrigerantes, etc, o que implica em se obter uma visão ampla do mercado
de cada categoria e dos consumidores em geral.
• Comprador por categoria: quando se pretende ter dados sobre a segmentação de
uma determinada categoria no mercado.
• Consumidor da marca: é uma amostra utilizada quando se quer ter a noção do
consumo da marca, das características de quem a consome, as relações subjetivas
dele com a marca, para poder viabilizar a mensagem de um anúncio ou reformular a
imagem de uma marca.
• Comprador da marca: é evidentemente quem adquire o produto/marca e que nem
sempre é o consumidor. Neste caso, pretende-se avaliar uma promoção, uma
campanha de ampliação de vendas ou conhecer a aspectos da rejeição de um
produto/marca.
A identificação correta dos objetivos da pesquisa e do participante da mesma é
fundamental para a obtenção de dados confiáveis e objetivos.
No tocante ao tipo de abordagem do objeto da pesquisa, a qualitativa é a que
pretende obter a dimensão que ocupam as questões propostas, ou seja, propõe
generalizar para todas as situações os resultados numéricos obtidos sobre a
análise de elementos mensuráveis como são opiniões, comportamentos. Esses
estudos exigem uma amostra de um considerável número de entrevistados para obter
resultados fidedignos.
Já a abordagem qualitativa procura explicar mais profundamente as situações em
que estão envolvidos aspectos mais subjetivos, e que devem ser aprofundados. Os
aspectos relativos a causa e efeito, como, por exemplo, explicar as causas de um
fenômeno e suas conseqüências contextuais, são objeto de uma abordagem
qualitativa, que pode ser complementada ou não por outra quantitativa. È
suficiente pesquisar-se uma amostra pequena e aprofundar as investigações. Os
resultados obtidos sempre representam uma tendência que não pode ser
generalizada.
A abordagem qualitativa é muito solicitada em publicidade e marketing, quando se
necessita compreender melhor as crenças que um estrato de público adota, a
impressão e os tabus que os indivíduos têm sobre a natureza de um produto/marca
e para reconhecer os sentimentos que inspiram no consumidor. A visão sobre a
natureza do consumidor são úteis para serem trabalhadas em um anúncio, por
exemplo, ou para subsidiar campanhas que pretendem criar laços emocionais entre
o produto e o consumidor.
Para a realização de estudos científicos devem-se considerar alguns aspectos
importantes e imprescindíveis para que os resultados possam representar, de
forma bem aproximada, a realidade estudada. Como, em geral, se pretende conhecer
a opinião de muitas pessoas, lidamos com a impossibilidade de ouvir a todas, ou
seja, de realizar um censo. A alternativa adequada é realizar-se um estudo
amostral, escolhendo um grupo de pessoas que façam parte do todo que se deseja
conhecer, ou seja, escolhemos uma amostra.
A amostra, para ser válida, deve reproduzir todas as características do todo e
deve ser segmentada de acordo com os dados representativos do universo (ou
população) que se pretende estudar. Os estudos quantitativos exigem que se
defina uma amostra significativamente ampla e que ela seja segmentada de forma a
representar a população-alvo da pesquisa. Assim, deve-se definir e distribuir os
participantes, que serão escolhidos de acordo com algumas metodologias.
1.2.1.Definição das amostras
No caso dos estudos qualitativos, a questão do número de participantes não
tem grande significação, já que esses estudos pretendem apenas conhecer
tendências, o que implica em aprofundar as questões ouvindo apenas um número
possível de entrevistados e tirar deles o máximo de opiniões possível. Além
disso, a formação da amostra deve atentar muito bem para as características dos
entrevistados, que são escolhidos intencionalmente de acordo com elas.
Em uma pesquisa quantitativa, ao se definir quantas pessoas serão pesquisadas
para um estudo que pretende ter uma visão geral do pensamento da população-alvo,
não se deve estabelecer essa amplitude através de percentuais sobre o universo
total. Utiliza-se toda uma metodologia que considera, além do tamanho da
população, outros elementos para essa definição:
1. O tamanho do universo, ou seja, da população a ser pesquisada. Se essa for de
até 100.000 elementos é considerada finita, se for maior que 100.000 é chamada
de infinita ou muito.
2. O coeficiente de confiança desejado, que indica que o tamanho de amostra está
adequado, em percentuais como 95,5% ou 99,7%. Naturalmente, quanto maior for o
coeficiente de confiança estimado (ou sigma), será também maior o número de
pessoas pesquisadas.
3. O nível de erro estimado, para mais ou para menos, que pode ocorrer quando os
resultados numéricos obtidos com a amostra forem generalizados para todo o
universo. Quanto maior for o nível de erro, menor será a amostra e vice-versa.
4. A relação entre P + Q = 100%, ou seja, as possibilidades de composição dos
resultados numéricos das opiniões, revelados através de pesquisas anteriores,
que podem diminuir a amostra da pesquisa atual. Por exemplo: em pesquisas
eleitorais sucessivas, observam-se os resultados obtidos nas primeiras pesquisas
e os dados percentuais relativos a aceitação do candidato ( p ) mais os dados da
rejeição ( q ) são iguais a 100%. A relação entre esses percentuais podem ser
considerados como balizamento para se estabelecer a amostra de novas pesquisas,
o que vai diminuir o número de questionários e baratear a pesquisa. Quando não
se tem nenhuma informação empírica anterior, deve-se considerar a seguinte
relação: p=50% + q=50% = 100%.
Essas relações podem ser obtidas em tabelas de formulação de amostras,
construídas pelo Departamento de Estatística da Universidade de Harvard e que
estão relacionadas em alguns livros como Tables for Statisticians, de ARKIN,H.;
COLTON, R. apud TAGLIACARNE, G. Pesquisa de Mercado:Técnica e Prática. São
Paulo: Atlas, 1995.
1.3.Como são escolhidos os entrevistados
Para definir quais os indivíduos do universo portadores das mesmas
características, os que serão entrevistados requer a utilização de um método.
A escolhas podem ser feitas de duas maneiras:
a) De forma Probabilística – quando se deseja ter resultados mais perfeitos e,
logicamente, trabalhar com um nível de exigência maior na definição dos
entrevistados escolhidos. Nesta forma de escolha, o pesquisador se aliena do
processo de escolha, isto é, a definição dos elementos da amostra é feita por
sorteio, dando a mesma oportunidade a todos os membros do universo de serem
escolhidos. As formas de escolha seguem as seguintes denominações:
• Aleatória simples – quando se escolhe os participantes através de um sorteio
direto.
• Por conglomerados – quando se necessita obter uma visão dos vários segmentos
em que se compõe o universo-alvo. Por sorteio, deve-se segmentar a amostra em
várias sub-amostras que serão aplicadas a cada segmento identificado, de forma a
cobrir todo o universo. Por exemplo: para obter-se uma amostra da opinião dos
funcionários de uma empresa, sobre algo que pode variar de setor a setor,
deve-se aplicar uma parte dos questionários em cada departamento de uma empresa,
proporcionalmente ao número de funcionários existentes em cada um deles,
sorteando os que responderão aos questionários.
• Por estratos – esta forma de escolha é realizada também por sorteio, mas por
necessidade de praticidade, após cada escolha são eliminados os segmentos do
universo não sorteados. Por exemplo: se na mesma empresa, o que se pretende
saber não implica em obter-se a visão de cada departamento mas dos funcionários,
em geral, pode-se ir estratificando a amostra, deixando de lado cada setor não
sorteado e assim ir afunilando o grupo de participantes até obter-se a
distribuição entre o setores e funcionários sorteados.
As duas últimas formas de escolha descritas devem ser aplicadas a grandes
universos.
b) Não probabilística – este tipo de definição amostral é o mais usado pelos
institutos de pesquisa e em estudos de mercado, pois embora tenha menor teor de
rigor técnico, tem mais praticidade. Elas seguem as seguintes sistemáticas de
escolha:
• Acidental – em que se segmenta a amostra por características como sexo, faixa
etária, classe social, etc. e se escolhe os entrevistados que tenham a aparência
dessas características, em ambientes físicos de grande circulação de público.
• Por cotas – segmenta-se a amostra em cotas (características do público, como
citamos acima) e cada pesquisador vai procurar os entrevistados que tenham o
perfil estabelecido. Pode-se definir um perímetro territorial da cidade e fazer
uma abordagem domiciliar.
Com relação a amplitude da amostra, ela será mais perfeita à proporção em que
seu tamanho se aproxime da dimensão do universo, ou seja, amostras maiores,
embora mais caras, têm um nível de erro menor e são definidas a partir de um
coeficiente de confiança maior.
Outro elemento muito importante para o sucesso da pesquisa quantitativa é um
questionário bem elaborado, com perguntas fechadas e bem elucidativas para
obter-se o máximo de compreensão do entrevistado. O questionário, depois de
pronto, deve ser testado utilizando-se uma mini amostra (mais ou menos 10% da
amostra real), em uma atividade chamada de Pré-teste. As impropriedades
observadas no questionário, após a apuração do pré-teste, serão corrigidas antes
da aplicação do mesmo à amostra total.
2. A ANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS
Depois de aplicados, todos os questionários são submetidos á etapa de
crítica onde são observadas as incoerências existentes nas respostas, o que foi
assinalado indevidamente ou deixou de ser preenchido, etc. Em alguns casos,
esses questionários, que serão retirados do grupo amostral, serão re-aplicados.
O passo seguinte será a codificação de cada questionário e sua apuração por meio
de programa de computação ou, quando não houver essa possibilidade, de forma
manual. Os resultados apurados serão apresentados em tabelas e gráficos e
constituirão a base das análises desejadas.
A etapa da análise é muito importante e deve ser apresentada em Relatório
Conclusivo, que terá uma apresentação do objeto da pesquisa, baseado em teorias
consistentes e em aspectos do briefing apresentado pelo cliente e da pesquisa
documental realizada, ou na teoria definida como marco teórico e se baseará nas
tabelas e gráficos gerados a partir dos dados obtidos. Poderão se encaminhadas
ao cliente sugestões baseadas nos conhecimentos gerados na tarefa analítica dos
dados.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A PESQUISA PARA O EMPRESÁRIO
Neste artigo, algumas considerações devem ser feitas sobre o significado da
pesquisa para o contratante, ou seja, o empresário, que sempre levam em conta,
ao solicitar um estudo de opinião, elementos como o prazo e o custo da
atividade. Uma das questões, muito freqüentes que os clientes formulam é: Os
estudos de mercado são caros?
Podemos dizer que eles são tanto mais caros quanto a necessidade de
aprofundamento das questões e o grau de certeza e confiança nos dados que a
decisão empresarial que será tomada a partir deles exigir. Ao formular a
proposta, o pesquisador, na intenção de obter resultados mais corretos e
abrangentes, poderá propor uma amostra maior, que naturalmente foi dimensionada
supondo um nível de erro menor e um coeficiente de confiança maior. Naturalmente
que o estudo poderia ter previsto uma amostra menos abrangente o que diminuiria,
conseqüentemente, as certezas obtidas sobre o objeto.
Dependendo dos objetivos do cliente, algumas concessões nesses domínios não são
graves e nem interferem para que sejam tomadas decisões equivocadas e, até
mesmo, não retiram dos dados obtidos quase nenhuma qualidade, entretanto,
diminuem consideravelmente os custos e os prazos. Portanto, no tocante a
velocidade dos diagnósticos, devemos orientar o cliente para que leve em
consideração que, na maioria das situações, mas vale uma boa decisão antecipada
do que uma decisão excelente fora do prazo. Muitos negócios podem sucumbir se
esta norma não for levada em conta. Além disso, o conselho também contribui para
diminuir os custos empresariais, o que é sempre bem-vindo pela empresa.
4. BIBLIOGRAFIA
CONTRIM,Sergio P.Q. Contato imediato com pesquisa em Propaganda. São Paulo:
Global,1988.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas,
1997.
HAGUETTE, Teresa Maria F. Metodologias qualitativas na Sociologia. Petrópolis:
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MARKMAN, Rejane. “A metodologia dos estudos de mercado”, texto para classe in
www.virtus.ufpe.br,Universia, sala Rmarkman-Projetos e Textos.Disponibilizado em
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MATTAR,Fauze.Pesquisa de Marketing.São Paulo: Atlas,1996.
NUNES, João Coelho. Marketing em Portugal: um guia de acção.Lisbôa:Texto
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SOLER, Pere. La investigación cualitativa em marketing y publicidad. Barcelona:
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TAGLIACARNE, Guillermo. Pesquisa de Mercado.São Paulo:Atlas,1999.
Rejane Markman é PHD em Ciencias pela Comunicação na Universidade Auatónoma de
Barcelona, UAB. Mestre em Comunicação pela UAB. Mestre em Ciência Poítica pela
UFPE. Socióloga e professora licenciada da UNICAP e UNIVERSO, Recife.