O Executivo e o Coaching em Marketing Pessoal
Por Silvio Celestino
23/09/2007
De repente surge uma nova palavra no seu dicionário que você não sabia que
estava lá: "Coaching". E ainda por cima querem saber se você tem um "coach". Se
é um "coachee" e como está seu "coaching"?
Vida dura essa de executivo. Enquanto você trabalha outros criam palavras para
te infernizar.
Felizmente dessa vez criaram algo para ajudá-lo. Desde que você não caia nas
mãos desses que se auto-declaram "coaches" sem nunca terem se preparado para
isso.
Vamos resumir o significado de cada uma dessas novas palavras do "seu"
dicionário:
Coaching é o processo de desenvolvimento de competências. Competência é a
capacidade de agir, de realizar ações em direção a um objetivo, metas e desejos.
É um processo de investigação e reflexão. Descoberta pessoal de fraqueza e
qualidades. Aumento da consciência de si. Aumento da capacidade de
responsabilizar-se pela própria vida com estrutura e foco. O processo oferece
feedback realista e apoio.
Coach, literalmente "técnico" em inglês, é o profissional especializado no
processo de desenvolvimento. É o coach que conduz o processo, levando o cliente
a refletir, chegar às conclusões, definir ações e principalmente agir em direção
a seus objetivos, metas e desejos. Curiosamente "coach" significa também:
veículo utilizado para transporte de pessoas de um lugar a outro. De certo modo
o coach transporta seu cliente para seus objetivos.
Coachee é o nome que se dá ao cliente.
Portanto, não é difícil diante de todas esses elementos que compõem o processo
de coaching, entender porque grandes atletas, artistas de cinema e agora
empresários e executivos possuem um coach. Simplesmente porque os ajudam a
chegar lá mais rapidamente. Seja "lá" onde for.
Segundo Rhandy di Stéfano - fundador do Integrated Coaching Institute - o
processo de coaching surgiu devido ao histórico das organizações empresariais.
Em resumo, durante as décadas de 1960 e 70 o empresário podia contar com a
solução dos problemas a partir das experiências sua ou de seus empregados.
A necessidade de crescimento levou-o ao mercado de ações e este demandou maiores
lucros que justificassem os investimentos. Além do aprimoramento dos processos
internos das empresas, a demissão dos profissionais mais antigos e de maiores
salários contribuiu para o aumento dos lucros. Entretanto, o efeito colateral
foi que a experiência deixou a empresa juntamente com esses profissionais e os
recém-contratados não tinham como lidar com todos os desafios que o crescimento
permanente exige. A solução foi recontratar os funcionários antigos mas como
consultores externos.
Todavia, novos mercados significaram maiores mercados e o crescimento contínuo
tranformou as organizações numa rede de mini-empresas espalhadas por todo o
planeta. Cada uma demandando essencialmente os mesmos recursos da empresa-mãe.
Entre eles o mais escasso de todos: liderança.
Entretanto, consultores trabalham com processos e a liderança exige além dos
processos a capacidade de trabalhar com pessoas em todas suas dimensões.
Inclusive com suas emoções. Daí a necessidade de um novo profissional, alguém
que seja capaz de desenvolver líderes: é o "coach".
O coach desenvolve todos os aspectos da competência para que o líder possa
executar bem sua tarefa e preferencialmente atinja um desempenho conhecido como
"peak performance". Ao contrário dos workaholics - pessoas viciadas em
atividades - a pessoa que trabalha em peak performance é focada em resultados. O
workaholic pode atingir uma fase conhecida como "burn-out" - é o esgotamento que
pode ser de caráter físico, intelectual ou emocional. Já a pessoa em peak
performance é capaz de gerar resultados sem comprometer sua existência humana. O
que denota portanto que o desenvolvimento exigido abrange todas as áreas de sua
vida: profissional, financeira, física, ontológica, social, relacionamento
íntimo, intelecto, emocional e lazer.
É justamente por atingir outros aspectos do ser humano que o coaching
desenvolveu-se para além das competências empresariais.
Hoje existem basicamente dois tipos de coaching:
- Coaching executivo (executive coaching) - direcionado para desenvolvimento de
competências de liderança. Foca as habilidades para produzir resultados e a
modificação de comportamentos que reduzam sua efetividade. Pode ser direcionado
para coaching de habilidades, performance, desenvolvimento ou negócios.
- Coaching de desenvolvimento pessoal - direcionado para as competências em
outras áreas além da profissional. Neste sentido o processo pode atingir temas
como: ser mais decisivo, melhorar a administração do tempo, valorizar
diversidade, desenvolver potenciais, resolver conflitos, aumentar autoconfiança,
comunicar-se com mais eficiência, entre outros.
Todo coaching é de desenvolvimento, não de respostas.
Entretanto, as empresas em particular e o mundo está demandando por pessoas
hábeis em postos relevantes. Sendo assim, além do desenvolvimento propiciado
pelo coaching é importante que as pessoas se sintam inspiradas a ocuparem esses
postos de destaque. É neste contexto que foi criado o coach em Marketing
Pessoal.
Acrescentando ao processo elementos oriundos do Marketing Estratégico e
trabalhos de autores como Al Ries, Jack Trout, Peter Drucker, Lester Thurrow,
Joseph Campbell entre outros, forma-se um conceito mais amplo sobre como se
atingir o sucesso no mundo repleto de desafios em que vivemos.
O Coaching em Marketing acrescenta aos processos executivo e de desenvolvimento
pessoal as competências necessárias para que o executivo seja catapultado para
uma posição relevante em sua carreira. Deste modo será capaz de perceber o mundo
como um lugar de grandes oportunidades e compreender como preenchê-las com
responsabilidade e competência.