Gestão de Pessoas - A importância da gestão de pessoas nas organizações em mudança.
Por Edson Satoru Kimura
18/07/2008
A sociedade contemporânea, esta que conhecemos, globalizada, competitiva ao
extremo, com acesso impressionantemente veloz a informação, em constante
processo de mudança de cenários cada dia mais rapidamente, não pode ser
dominada, isso significa que as empresas para sobreviverem e prosperarem devem
buscar uma estruturação sólida, baseadas em equipes consolidadas, conscientes de
suas atitudes, comportamentos e posturas, alinhados aos valores da organização,
orientados ao resultado final almejado. É nesse ponto que vemos a importância da
Gestão de Pessoas dentro das organizações, atuando em toda a estrutura
hierárquica da empresa, desde o nível produtivo até a liderança, gerenciando
talento, conhecimento, e capital humano disponíveis. A Gestão de Pessoas deve
formar e consolidar equipes internas produtivas e comprometidas com a estratégia
e as metas da empresa, utilizando adequadamente processos seletivos, atividades
de treinamento, aperfeiçoamento e desenvolvimento de habilidades individuais,
otimizando recursos e investimentos, com o objetivo de maximizar os lucros.
Gestão de Pessoas é um conceito amplo que trata de como os indivíduos se
estruturam para orientar e gerenciar o comportamento humano no ambiente
organizacional, e pode ser o diferencial de empresas, que sabem selecionar
pessoas certas para o trabalho a ser realizado, ou seja: com as competências
necessárias, a consciência do valor da sua colaboração para a empresa alcançar
seu objetivo, e comprometida com seu trabalho, por paixão ao que faz. Contar com
talentos exige recrutamento eficaz, programas de treinamento, implementação de
programas de capacitação, e acompanhamento contínuo do desempenho obtido. Mas
também uma cultura organizacional que estimule a colaboração, o compartilhamento
de conhecimento.
Aspectos intangíveis devem ser considerados sempre que se tratam de pessoas, uma
vida em equilíbrio tem diferentes áreas a serem buscadas: sucesso profissional,
saúde física, relacionamentos, lazer, espiritualidade, financeira, legado e
realização pessoal, a pirâmide de Maslow, apresentada em Motivation and
Personality (1970) classificou as necessidades humanas em níveis de importância
e influenciação da seguinte forma: necessidade de auto-realização, necessidade
de estima, necessidades sociais, necessidade de segurança e necessidades
fisiológicas. Na busca da satisfação mútua, traçando objetivos comuns aos
colaboradores e a empresa atua a Gestão de Pessoas. Quando a organização vê as
pessoas como parceiros de seu desenvolvimento e as pessoas pensam o mesmo em
relação à empresa, a relação muda do controle para o desenvolvimento. A ação e a
cooperação das pessoas são fundamentais para mudar a forma de administrar e como
reflexo desta atitude, é preciso reconhecer o papel da cultura organizacional,
percebendo os indivíduos como atores que participam e influenciam as mudanças.
Desenvolver uma cultura organizacional na qual as pessoas, vistas como
responsáveis pela imagem da empresa, precisam ser motivadas e não controladas, e
entendam que mudança é uma constante, pode ser facilitada com a correta visão de
liderança, ou seja, o que caracteriza a liderança é a capacidade efetiva de
gerar resultados por intermédio das pessoas, ou de influenciá-las.
É preciso não somente prever problemas, mas corrigi-los e um dos melhores
instrumentos de que dispõem as empresas para antecipar-se ao curso dos
acontecimentos é investir nas pessoas. Portanto faz-se necessário que as
empresas apresentem uma proposta
transparente de intenções através de uma cultura organizacional que dissemine o
que se espera dos colaboradores.
Investir em pessoas dá retorno líquido e certo, como prova a pesquisa feita pelo
Great Place to Work Institute Brasil, em parceria com o Centro de Estudos
Financeiros da Fundação Getulio Vargas, que em um levantamento sobre o
desempenho das ações das empresas que estão na Bovespa e que foram eleitas como
as melhores para se trabalhar. Se um indivíduo comprasse as ações delas, teria,
no período de 2000 a 2005, duas vezes mais rentabilidade do que quem optasse por
ações de outras empresas.
De fato a Gestão de Pessoas pode facilitar ou dificultar a evolução do processo
de mudança nas organizações, pois a atenção devida às redes informais sociais e
de poder dentro da organização tem fundamental importância no sucesso de
programas de mudança organizacional. A transição do modelo sócio-econômico
industrial para o pós-industrial, fez com que a Gestão de Pessoas esteja
profundamente associada ao tema Gestão de Mudanças.
Referências bibliográficas:
-VASCONCELOS, Isabella Freitas Gouveia de e André Ofenhejm Mascarenhas e Flávio
Carvalho de Vasconcelos; Gestão do paradoxo: “Passado versus Futuro”: uma visão
transformacional da gestão de pessoas – RAE eletrônica, v.5, n.1, art.2, jan./jun
2006.
-BATISTA, Andréa Clara Freire; artigo: “O tripé das organizações: pessoas,
cultura e comunicação”.
-SERRA, Floriano; artigo: “Gestão de Pessoas: todos ou ninguém”.www.portaldafamilia.org
-BITTENCOURT, Francisco; artigo: “A nova lógica das organizações”.
Fonte: http://www.artigos.com