Home Fale Conosco Política de Privacidade
 

 

 

Inovação Como Fator de Sucesso

Por Maria Rita Gramigna

29/03/2007



 

Venho observando que algumas empresas que acumulam  sucessos e estão sempre em destaque no mercado.

Ao verificar suas práticas, identifiquei um elemento importante e que alavanca tal performance: a sua capacidade de inovar e se reinventar, acompanhando de forma acelerada as exigências e mudanças que acontecem em nossa era.

O cenário mercadológico exige das empresas uma atuação diferenciada  que permita fixar suas marcas no imaginário dos clientes.

A inovação é um fator que cada  vez mais é valorizado e visto com olhos diferentes.

Lembro-me da época em que o profissional criativo não conseguia obter a adesão de seus gerentes e nem mesmo dos colegas de equipe.  Nesta época, a estabilidade imperava e qualquer alteração no curso das águas assustava àqueles que se mantinham estáveis (ou estagnados).

A famosa frase “em time que está vencendo não se mexe” caiu por terra. Cada vez mais, a idéia do KAIZEN (melhoria contínua) alia-se à inovação. 

O QUE É INOVAÇÃO?

A inovação acontece no meio empresarial quando uma idéia, um método, uma novidade ou um mecanismo novo é agregado ao contexto vigente, promovendo uma melhoria.

Uma das dificuldades encontradas para difundir o processo de inovação é a dificuldade natural do ser humano em correr riscos.

A tendência em manter o que funciona bem do jeito que está, por medo de que qualquer alteração possa dar errado, é fator bloqueador  da inovação.

O processo de inovação, para ser efetivo, exige das pessoas uma constante observação, análise e crítica do que já existe e a crença de que “ mesmo aquilo que é considerado  bom pode sempre ser melhorado”. 

Esta visão é mais facilmente percebida pelas mentes criativas, que perseguem os cinco princípios básicos da inovação: 

1º -  Disposição mental 

O principal aspecto da inovação, que precisa ser trabalhado urgentemente  é o a superação do medo de errar.

A maioria das empresas investe muito superficialmente em mudanças. Dedicam poucos  recursos para investigação de novos produtos ou serviços e quando o fazem os resultados são tímidos. Quando se quer maximizar e ampliar o campo de influências é necessário mudar a cultura, as mentes que gerenciam os processos. As mentes criativas são curiosas, não têm medo de desafios, são inconformadas com o que já existe e sempre estão à procura de algo que pode ser transformado. As mentes criativas pensam de forma sistêmica e conseguem enxergar as “ árvores” e a “ floresta”. 

2º - Crença de que a inovação é elemento chave para a vantagem competitiva.

As empresas que conseguem oferecer versões melhoradas de seus produtos, que agregam valor de alguma forma ao que já existe, têm maiores chances de dominar o mercado.  Consideram os novos produtos como a parte central de suas estratégias de negócio e não simplesmente um exercício complementar. Trabalham a inovação, estão comprometidos com ela, investem maciçamente para se destacar das outras. 

3º - Percepção da inovação como fator estratégico de visibilidade

As mentes criativas conseguem perceber que a inovação bem direcionada, gerenciada por profissionais comprometidos com o negócio, certamente traz como retorno a simpatia e a adesão do mercado e a visibilidade tão procurada pelas empresas.  

4º -  Patrocínio à inovação

Por patrocínio, entenda-se estímulo, disponibilidade de recursos, incentivo e apoio às atitudes inovadoras. É muito comum verificar que o discurso gerencial, muitas vezes difere da prática quando se trata de assumir responsabilidades por possíveis erros ou resultados inesperados.   

5º - Ações de aporte à inovação

Faz parte da função gerencial estimular e dar o aporte às iniciativas de suas equipes. O gerente  é o grande patrocinador das melhorias e, assumindo tal papel, colherá junto com seus colaboradores os resultados plantados. 

Para reflexão dos leitores, deixo a lista de VERIFICAÇÃO DA INOVAÇÃO, de  Thomas D. Kuczmarski,  publicada em seu  livro  “Inovação – estratégias de liderança para um mercado competitivo”.

Ao responder às perguntas, pense no corpo gerencial de sua empresa, incluindo-se.

•      Aceita o fracasso como parte intrínseca da inovação?

•      Desenvolve estratégias de novos produtos/serviços?

•      Estabelece equipes multifuncionais integradas por pessoas comprometidas e dedicadas?

•      Consegue visualizar os benefícios empresariais que a inovação proporciona?

•      Busca o apoio da gerência maior, nas iniciativas de inovação?

•      Acompanha e valoriza  os resultados dos esforços de sua equipe?

•      Identifica problemas e as necessidades dos clientes antes de gerar idéias para novos produtos/serviços?

•      Leva em consideração os valores e as normas das equipes de inovação para orientar suas comunicações?

 

ESPAÇOS DE INOVAÇÃO

No ambiente empresarial a inovação poderá ocupar dois espaços: o interno e o externo.

Internamente, as melhorias  se direcionam para  os processos vigentes, podendo agregar valor desde a forma como a empresa se comunica com seus empregados até  o ambiente físico (lay out).

Externamente, a inovação se faz presente quando há melhorias nos produtos ou serviços e o cliente externo  é o alvo.  

ALGUNS EXEMPLOS DE INOVAÇÕES

  

ESPAÇOS INTERNOS

ESPAÇOS EXTERNOS

•      Períodos sabáticos:  afastamento permitido de um empregado de sua empresa, para pensar, estudar, relaxar e renovar as baterias.

•      Abertura de canais de comunicação diretos entre empregados e direção (independente da hierarquia estabelecida).

•      Eliminação das paredes internas dos escritórios, promovendo um  layout aberto.

•      Criação da figura do “ ouvidor” – aquele que tem por função manter contato com os clientes.

•      Projetos sociais, que beneficiam a comunidade, onde os empregados atuam como voluntários.

•      Novas formas de abordagem ao cliente, que variam do comércio eletrônico às promoções em parceria com outras empresas.

 

E você, o que tem feito para contribuir na inovação de sua empresa?


Maria Rita Gramigna é Mestre em Criatividade Total Aplicada pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos pela UNA – União de Negócios e Administração (MG). Atua no Mapeamento de Competências, contatos estratégicos com clientes, capacitação gerencial e treinamento da equipe de consultores da MRG Consultoria e Treinamento Empresarial.