Liderando Equipes de alto desempenho
Por Maria Rita Gramigna
14/06/2008

Grupo é diferente de equipe. O grupo tem objetivos, por vezes divergentes, onde cada um se preocupa com o seu próprio alvo. A equipe, ao contrário, trabalha por uma causa maior: um projeto coletivo.
A equipe reconhece as contribuições individuais e vibra com o resultado total.

Revendo algumas anotações sobre desenvolvimento, encontrei um texto de Lauro de Oliveira Lima, que fornece várias pistas sobre a liderança e a participação em equipes.
Hoje, mais do que nunca, busca-se maximizar resultados através do trabalho sinérgico e voltado para resultados.
Com um histórico individualista, as pessoas por vezes se deparam com dificuldades pessoais, dificultando a interação. Resultado: a práxis difere do discurso participativo.
A máxima do “um mais um é sempre mais do que dois” precisa ser internalizada e adotada nas empresas, de forma a ampliar sua competitividade.
Para aqueles líderes que estão atuando sob um modelo de gestão participativo, deixo as dicas de Lauro. Com linguagem simples e direta, ele enumera uma série de comportamentos, habilidades e conhecimentos que poderão servir de guia nesta jornada, por vezes difícil e desgastante: a formação, o desenvolvimento e a gestão de equipes de trabalho.
No seu papel maior de mentor e educador, o líder poderá lançar mão vários itens propostos a seguir, os quais chamei de

DOZE MANDAMENTOS PARA PARTICIPAÇÃO EM UMA EQUIPE

1. “Todos são responsáveis pelo êxito do grupo. Não procure carregar o grupo nas costas. Estimule cada um a cooperar. Exija do grupo.

2. Se você for tímido(a) não cuide de você. Cuide do outro tímido. Timidez é excesso de preocupação com você.

3. O dominador desculpa-se da DOMINAÇÃO, alegando que ninguém quer assumir. O tímido desculpa-se da timidez alegando que O DOMINADOR não o deixa participar. Como resolver o impasse?

4. Imaturidade leva-nos a buscar alguém que dirija as atividades. A maturidade leva-nos a propor REGRAS DE COOPERAÇÃO para agir e ANÁLISE CRÍTICA para superar conflitos.

5. Reivindique seu lugar no grupo ocupando espaços. Use de autonomia e não espere ser convidado a participar.

6. Você pode se comprometer FALANDO DEMAIS ou FALANDO DE MENOS.

7. Participar é ser responsável. Ser responsável é desempenhar bem seu papel no grupo.

8. Abra espaços para idéias novas. Modificar e deixar-se modificar enriquece pessoas e resultados.

9. O homem tem objetivos. O animal é programado. Não ser programado é ser capaz de mudar.

10. Ser maduro é ser crítico e criativo. Use e abuse!

11. Aquele que não usa de empatia tem dificuldades de se adaptar ao grupo. Tente colocar-se no ponto de vista do outro.

12. A consciência crítica é conquistada a partir do momento que estamos abertos a receber e dar feedback.”


É importante destacar que os doze mandamentos dão ênfase às atitudes pessoais.
Precisamos estar atentos a esta nova ordem: conhecimento e habilidade técnica sozinha não garantem o sucesso profissional.
A exigência do trabalho em equipe agrega a atitude como elemento-chave nas relações de trabalho e nos resultados das equipes.
Tempo de competências.


Maria Rita Gramigna é Mestre em Criatividade Total Aplicada pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos pela UNA – União de Negócios e Administração (MG). Atua no Mapeamento de Competências, contatos estratégicos com clientes, capacitação gerencial e treinamento da equipe de consultores da MRG Consultoria e Treinamento Empresarial.