Marketing de Relacionamento: Uma Ferramenta Voltada para as Operadoras e Agências de Turismo
Por: Kenia Silva Figueiredo e Luiz Antonio de Carvalho Godinho
25/10/2007
Resumo
O presente artigo visa estudar e discutir os principais benefícios e meios de
utilizar o marketing de relacionamento como ferramenta para adaptar os agentes
de viagens e as empresas de turismo em um mercado classificado hoje como
altamente competitivo. É citado no decorrer do texto um histórico sobre o atual
mercado turístico e suas mudanças sofridas ao longo do tempo, afim de facilitar
a análise da proposta do marketing de relacionamento. Este trabalho tem como
finalidade auxiliar os prestadores de serviços do setor turístico a se manter no
mercado e alcançar cada vez mais a fidelidade de seus clientes.
Palavras-chave: marketing, marketing de relacionamento, setor turístico,
fidelidade ,
1 INTRODUÇÃO
O Mercado hoje vem sofrendo com a globalização que o descaracteriza e o amplia,
trazendo novas oportunidades, mas em contrapartida novas ameaças. O consumidor
sofre com o excesso de informação, apelos e oferta que invadem o mercado a cada
segundo.
Com o setor do turismo também não é diferente. O cenário atual do turismo é de
grande concorrência devido a grandes e pequenas empresas que disputam clientes e
produtos a todo custo e a todo tempo. O que o mercado não consegue enxergar é
que a disputa por esse espaço deve começar com a fidelização de seus clientes e
a importância de investirem em um marketing pesado de relacionamento visando
buscar o aprimoramento do contato dos operadores e agentes de viagem com os
turistas facilitando assim conhecer seus reais desejos e necessidades afim de
atende-los sempre bem, além de tornar o marketing de relacionamento uma
ferramenta voltada para o investimento.
De acordo com pesquisas já realizadas, oferecer novos produtos a clientes
antigos é mais seguro para organização pois estes clientes tendem a ser mais
receptivos com as novidades além de serem excelentes fontes de “distribuição”
facilitando assim a propaganda para angariar novos e futuros clientes a
organização.
Com isso se torna papel principal das organizações saber lidar com esse mercado
que sofre constantes alterações, além de saber trabalhar a fidelização do
cliente uma ferramenta de suma importância no mundo contemporâneo.
2 O CONCEITO DO MARKETING DE RELACIONAMENTO
Entendo os principais eixos que permeiam o marketing de relacionamento,
ilustra-lo é de funducida MECKENNA :
O marketing de relacionamento é essencial ao desenvolvimento da liderança no
mercado, à rápida aceitação de novos produtos e serviços e à consecução da
fidelidade do consumidor. A criação de relações sólidas e duradouras é tarefa
árdua ,de difícil manutenção. Uma relação pessoal é a única forma de manter á
fidelidade do cliente. Em setores de rápida transformação, essas relações
tornam-se cada vez mais importantes. MECKENNA (1992, p.105)
O marketing de relacionamento é entendido como todo processo que esta sendo
focado ao seu cliente em tempo real, é a relação da organização com os seus
clientes e o mercado, sabendo lidar com os obstáculos que este sofre além de
ficar atento e saber enxergar á todo momento as oportunidades que lhe surgem num
ambiente de competitividade.
Ter tino e perspicácia para resolver situações inesperadas fornece a empresa um
cliente fiel, pois este se encanta com a rapidez, competência e interesse do
fornecedor de solucionar um problema até então não esperado. Concentrar os
esforços das empresas em treinar sua linha de frente para transformá-los em
prestadores de serviços e sedutores de clientes.
O marketing de relacionamento é um processo realizado á longo prazo, com o
objetivo de oferecer valor e satisfação ao cliente, mais para isso acontecer é
necessário criar um alto nível de relacionamento entre os campos da organização
diretamente com o departamento de marketing trazendo um resultado de lealdade do
cliente. É uma opção estratégica, pois a partir daí a empresa começa a se
diferenciar e consegue se manter frente a seus concorrentes. “Marketing de
relacionamento é baseado na premissa de que os clientes importantes precisam
receber atenção contínua” (Kotler, 1998, p.619). O que realmente importa para
empresa é o feedback que o cliente proporciona para esta.
A Globalização dos mercados trouxe novas oportunidades, mas também novas
ameaças. A cada dia o consumidor descobre e insere novos e diferentes produtos
em sua vida. Pelo acumulo de informações lançados a todo tempo no mercado.
Devido a este fato, conquistar, atrair um novo cliente, custa muito mais do que
manter um cliente antigo. Além disso quanto mais antigo é o cliente, maior a
probabilidade de ele recomendar a empresa e as pessoas de seu relacionamento.
As organizações precisam saber lidar com os mercados em mutação. É necessário
manter relações firmes e duradouras com os clientes nos mercados em que novas
opções de tecnologia surgem muito rapidamente. Nesse contexto, a questão da
fidelização do cliente assume importância renovada no mundo contemporâneo.
O algo mais, é obtido através da relação da associação do ambiente com o
diferencial humano, que determina a paixão, pois ela é decorrente da surpresa,
ou seja, daquilo que o cliente não está esperando.
Os consumidores pensam sobre os produtos e empresas comparando-os com outros
produtos e empresas. O que realmente importa é como os possíveis clientes e os
já existentes vêem uma empresa em relação às concorrentes. O posicionamento tem
que compreender mais do que a simples consciência de uma hierarquia de marcas e
nomes de empresas. Demanda uma relação especial com o cliente e a
infra-estrutura do mercado.
Há, portanto, duas maneiras eficazes de manter a retenção de seus clientes.
As companhias aéreas criaram os chamados “programas de milhagem” que oferecem
milhas aéreas grátis em função da utilização dos serviços da Empresa. Assim, se
os consumidores estão menos dispostos a procurar outro fornecedor – inclusive se
tal ação envolva altos custos de capital, de procura, perda de descontos por
fidelidade – a empresa utiliza-se dessa demanda do cliente com a sua necessidade
de fortalecer o grau de relacionamento – cliente / empresa.
“Outra maneira é promover a alta satisfação aos consumidores, pois torna-se
difícil para um fornecedor atrair consumidores somente oferecendo preços mais
baixos, já que o consumidor está plenamente satisfeito com o produto. É o que
procura fazer a Disney, por exemplo.” (KOTLER, 1998 p.110).
Para sobreviver em mercados dinâmicos, as empresas precisam estabelecer
estratégias que sobrevivam às mudanças turbulentas do mercado. Têm que construir
alicerces fortes que não sejam derrubados pelas tempestades. E isso não será
feito concentrando-se em promoções e anúncios. Ao contrário, elas precisam
conhecer a estrutura do mercado. Por isso precisam desenvolver relações com os
fornecedores e os distribuidores, investidores, clientes e outras pessoas e
empresas importantes do setor. Essas relações são mais importantes do que preços
baixos, promoções instantâneas, ou até tecnologia avançada. “As mudanças no
ambiente de mercado podem alterar rapidamente preços e tecnologias, mas boas
relações podem durar a vida toda.”(MCKENNA,1992, p.48).
É possível que a chave da competitividade esteja nas necessidades secundárias e
nas providências para assegurar que os melhores planos concebidos sejam
efetivamente transformados em realidade: no ponto de contato com o cliente. O
posicionamento também desempenha um papel importante nisso. Ele dá suporte ao, e
é suportado pelo bom marketing de relacionamento. Todos os aspectos do contato
com seus clientes precisam ser gerenciados e apresentados para eles de forma a
reforçar posicionamento.
A relação entre empresa e consumidor possibilita a fidelização ou retenção de
clientes. “Fidelizar ou reter o cliente é o resultado de uma estratégia de
marketing que tem como objetivos gerar freqüência de compra dos clientes,
aumentar as vendas por cliente e recompensar o cliente por compras repetidas”.
(Dias, 2003, p.300)
2.1 Os níveis do marketing de relacionamento
Berry e Parasuraman, citados por Kotler (1995, pg.123), afirmam que o marketing
de relacionamento passa por três níveis:
Nível um: Cativar o cliente através do preço, ferramenta muito utilizada por
todos os concorrentes no mercado. Nível dois: Além de valorizar somente o preço,
a organização passa a enxergar a importância de valorizar os serviços prestados
como fonte para obter além de consumidores seus clientes mais fiéis. Nível três:
É a partir deste nível que começa a se consolidar nas organizações o
relacionamento como elo estrutural, além de social e financeiro. (BERRY.
PARASURAMAN aput KOTLER, 1998)
Ainda, tem-se que “o Marketing de Relacionamento é a tentativa da organização de
desenvolver ligações a longo prazo com seus clientes, que sejam efetivas em
termos de custos, com vistas à consecução de benefícios mútuos.” (Bogmann, 2000,
p.29)
O marketing de relacionamento não é trabalhado apenas focado para o público,
utiliza-se dessa ferramenta como forma de estimular a linha de frente a
solucionar problemas imediatos, o feedback do funcionário é adquirido através da
seleção de grupos de funcionários - focos, fazendo um levantamento de opiniões
de funcionários e com essas informações obtem-se relatórios de alerta que
auxiliam na comunicação interna das empresas.
2.1.1 Entendendo o pós–marketing com o nivel 3 do Marketing de Relacionamento
Se estabelecer no mercado hoje significa saber atender aos anseios e
necessidades dos seus clientes. Para alguns autores a organização precisa
conhecer melhor seu público-alvo, antecipando suas expectativas e superando-as
fazendo assim com que seja criado o elo de fidelização entre o cliente e os
negócios da empresa.
Organizar os serviços e produtos oferecidos não é papel apenas dos grandes
chefes de marketing e dos empregados de uma organização. Saber adapta-los aos
clientes e juntamente com estes trabalhar seus serviços e produtos é onde se
concentra a chave para o sucesso da empresa.
Executar a longo prazo é o caminho mais certo para as organizações atuais, saber
focar seu principal gerador de rendas no cliente.
Vavra (1993, p.397) conceitua o pós-marketing como “um estágio posterior a venda
e muito importante no marketing de relacionamento” é o que traduz a satisfação
obtida ou não pelo indivíduo que é cliente atual ou já foram clientes. Trabalhar
o pós-marketing é construir acima de tudo, relacionamentos duradouros com todos
os clientes.
3 FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES
O termo fidelização está basicamente voltado ao que se diz respeito à qualidade
dos serviços oferecidos. Para entender o conceito de marketing de relacionamento
é fundamental esboçar o conceito de marketing voltado para a organização, sua
importância dentro de todos os setores das empresas.
“As organizações precisam saber lidar com os mercados em mutação. É necessário
manter relações firmes e duradouras com os clientes nos mercados em que novas
opções e tecnologias surgem muito rapidamente. Nesse contexto a questão da
fidelização do cliente assume importância renovada no mundo contemporâneo.” (Bogman,
2000, p.16)
Afinal o marketing não esta voltado apenas ao departamento respectivo nem sequer
é responsabilidade somente daqueles que nele trabalham. O marketing só consegue
ser trabalhado quando explorado por todos os agentes da organização.
Exemplificado a base do marketing e sua importância em organizações como as do
mercado turístico, é importante ilustrar o conceito de cliente fiel ou
fidelidade base essencial para se construir um marketing de relacionamento.
Ainda de acordo com Bogmann (2000, p.21), “o cliente fiel é aquele que sempre
volta a organização por ocasião de uma nova compra ou transação, por estar
satisfeito com o produto ou com o serviço.”
A fidelização é caracterizada como o processo que vincula o cliente fiel à
organização. A partir da preocupação com o cliente interno (quadro funcional da
empresa), passando pela qualidade total do serviço, o pós marketing funciona
como fator decisivo para a conquista da fidelidade do cliente externo.
3.1 A fidelização por meio da criação de valor para o cliente
Um dos principais fatores dos estágios de fidelização é a criação de novos
atrativos para os clientes, saber além de identificar os valores de seu produto
comercializado, também compartilhar esses valores. Por exemplo no caso do
turismo, saber compartilhar os valores de seus produtos ofertados e seus
serviços oferecidos trabalhando isso com o produtor (agentes de viagem e
operadoras) e o seu consumidor (o turista e o passageiro).
Trabalhar juntamente com o cliente as necessidades e anseios que ele espera do
produto ofertado para que com isso a empresa comece a trabalhar e empregar o
pacote de benefícios que o cliente valoriza.
Manter enfim uma estrutura organizacional voltando o seu foco sobre o cliente,
fazendo com que isso mantenha o valor que o cliente individual deseja, além de
estabelecer e manter um marketing de relacionamento dentro da própria
organização visando o objetivo final de criar o valor desejado pelos clientes.
Aos poucos, no entanto, a relação capital/trabalho foi evoluindo e o
endomarketing pôde sair de dentro da fábrica para tornar-se mais uma arma na
luta pela conquista e conservação do cliente, uma vez que o atendimento
eficiente passou a ser entendido como uma atitude positiva oriunda de um
funcionário igualmente positivo.
O marketing de relacionamento significa criar, manter e acentuar sólidos
relacionamentos com os clientes e outros públicos. “O marketing de
relacionamento esta voltado ao longo prazo”. (Kotler e Amstrong, 1936,p.397).
Segundo Mckenna (1992, p.58) o marketing de relacionamento voltado para a
fidelização de clientes por meio da criação de valor “é um conceito de
intangibilidade de um produto ou serviço e o trabalho intensivo com a área
subjetiva das mente do consumidor lutando para que ele se torne leal a sua
marca.
Visto que o mercado turístico é um setor em constante mutação viu-se necessário
aplicar um método para analisar os principais pontos que influenciam e
prejudicam os serviços trabalhados neste setor. Para alcançar determinado
objetivo, foi desenvolvida uma entrevista para ser realizada entre turistas e
através destas entrevistas realizar uma análise para ajudar a esclarecer os
principais pontos que necessitam ser trabalhados com o marketing de
relacionamento.Para melhor exemplificar essa idéia segue abaixo, a análise das
entrevistas executadas com uma pequena amostra de passageiros e turistas.
4 CLASSIFICAÇÃO DOS SETORES E DOS FORNECEDORES DA ÁREA DE TURISMO
O Operador de turismo é o responsável por transformar os serviços dos
fornecedores em viagens (os tours) que são adquiridas por canais de vendas
direcionados ao público.
Também conhecido como atacadista de viagens ele participa de todo o processo de
elaboração desde o planejamento ate a preparação e o marketing de viagem. Ele
não é o agente responsável por negociar diretamente com o público, mas trabalha
juntamente com o setor de agências para facilitar as vendas.
Classificar o agente de viagens significa designar a função do responsável por
lidar diretamente com a negociação de vendas e reservas de passagens, como
também passagens aéreas, hospedagens, cruzeiros marítimos, pacotes turísticos
dentre outros serviços que englobam o setor.
“As empresas que compõem o destino têm no binômio operadoras-agências um
instrumento de marketing para influenciar a demanda, tornando-se, assim, mais
competitivas.” (Petrocchi 2004, p.290). As operadoras de turismo, pois, se
beneficiam em encontrar no destino um produto para comercializar.
Os produtos turísticos são distribuídos e comercializados pelas operadoras,
agências de viagens, das centrais de reservas, dentre outros canais que servem
para distribuí-los na praça. O destino turístico é trabalhado pelas operadoras
como pacotes de serviços, que chegam aos turistas através das agências de viagem
caracterizadas como o segmento varejista do turismo. São as agências que
exploram e trabalham as ações de comunicação entre seus clientes e a sua força
de vendas.
O processo de vendas do produto turístico passa por esses setores do turismo,
tais como exemplifica PETROCCHI:
A estruturação da oferta turística é o processo de seleção e organização de
serviços para atendimento aos desejos dos mercados-alvo, coordenado por uma
operadora de turismo. Propõe-se alguns critérios e alternativas como subsídios
par a montagem dos pacotes e seus 3 ps: o produto , o preço e os pontos- de
venda, que são as agências de viagens.
PETROCCHI ( 2004, p.292)
Atualmente o mercado turístico busca um novo perfil do agente de viagens. Se
antigamente o agente de viagens precisava apenas possuir um conhecimento técnico
para exercer a sua atividade, hoje este profissional deve estar atento para se
tornar mais que um vendedor de serviços e se tornar um conselheiro ou consultor
de viagens, facilitando assim agregar valor aos serviços e informações que
oferecem com o objetivo de encantar e facilitar a vida do passageiro.
Para as operadoras de turismo e as agências de viagem, a ferramenta do marketing
de relacionamento proporcionaria uma melhor interação entre empresa e clientes
favorecendo o entendimento das empresas em relação ao desejo de seus
consumidores, buscando ir além de suas expectativas, em troca beneficiariam as
empresas a se manter a frente de seus concorrentes e fidelizaria um número cada
vez maior de turistas, consumidores. Enfim, é necessário que atinja a qualidade
superior na prestação de serviços oferecida. Qualidade em serviços está ligada à
satisfação. “Um cliente satisfeito com o prestador de serviços estará percebendo
um serviço como de qualidade.” (LAS CASAS, 2006, p.89) E tais contentamentos,
por parte dos clientes, podem acontecer diariamente no serviço turístico, como a
solução de um problema, o atendimento de uma necessidade ou de qualquer outra
expectativa.
4.1 Caracterizando o cenário turístico brasileiro
É de grande importância classificar o cenário do turismo brasileiro para
compreender como ocorrem a mudanças nesse setor:
O século XVIII marcou o fim da Era Rural e o início da Era Industrial. Em meados
Do século XX acontece o fim da Era Industrial, iniciando-se a fase
pós-industrial.Em um país pobre como o Brasil, o turismo é via de regra,
projetado segundo os modelos dos países ricos. A história do turismo se
desenvolveu em quatro fases:
A fase marcada pela invenção da máquina a vapor (1800) até o fim da primeira
guerra mundial (1918);
Do fim da primeira guerra mundial até (1950);
De ( 1950 a 1980): fortalecimento dos ganhos da classe média, interessada em
viagens. O avião a jato com menores custos; as conquistas trabalhistas que
renderam espaço para o aumento do tempo de lazer e em 1980 novas técnicas de
comercialização e marketing passam a ser utilizadas pelas agências de turismo,
derrubando preços e estimulando as viagens. “É dessa época o lançamento dos
pacotes com “tudo incluído”, utilizando vôos charters.”(PETROCCHI, 2004, p.31).
Surgiu daí o boom da concorrência no mercado turístico, onde as empresas de
turismo viram-se cercadas de concorrentes em um mercado de crescimento onde
sobreviveu apenas quem consegui se manter frente a tantas opções.
A oferta de bens denominados turísticos colocados à disposição de consumidores
potenciais tem crescido, para proporcionar cada vez mais a satisfação de
necessidades de viagem, lazer e hospedagem, entre outros aspectos. “E essa
oferta tem se tornado tão intensa e disputada que as organizações que operam no
setor precisam estar aptas a enfrentar uma concorrência direta e indireta a cada
dia mais preparada” (COBRA,2001).A partir desse fenômeno surge a necessidade de
se intervir afim de buscar uma melhora na relação empresa versus cliente o
marketing turístico procura trabalhar focado no intuito de garantir aos
clientes/ turistas atender suas reais necessidades e desejos além de superar
suas expectativas.
5 O MARKETING NO TURISMO
É importante desenvolver o processo de marketing no turismo devido aos níveis de
negociação pelo qual o setor passa. Os chamados organizadores de viagens criam
seus produtos e serviços através de negociações realizadas diretamente com os
diversos setores da área tais como (hotelaria, agências de viagens e operadoras
turísticas). Esse grupo encarregado de trabalhar e negociar tanto o orçamento
quanto a promoção, também é responsável pelo papel de fornecimento
O produtor de viagens é o agente responsável pela distribuição dos produtos e o
setor também conta com a distribuição direta. O Marketing no setor turístico é
aquele voltado para o marketing de serviços, sendo, pois, essencial para a
eficácia do turismo conforme pode-se verificar nas palavras de PETROCCHI, o
marketing turístico
é um ferramenta responsável para a prosperidade de toda a coletividade de um
destino turístico. A finalidade do marketing é gerar condições de lucro e ações
comerciais eficazes, sempre melhorando e buscando inovações que ampliem a
vantagem competitiva do destino no difícil mercado do turismo. PETROCCHI
(2004,p.35)
O marketing no turismo tem como papel principal assegurar que as expectativas
geradas pelos turistas sejam satisfatórias ao se deparar com os produtos e
serviços ofertados pelo setor turístico.
Essa é uma tarefa árdua, pois a maioria dos serviços prestados pelo turismo, são
serviços intangíveis surge ai a necessidade de se trabalhar corretamente a
comunicação do pessoal da linha de frente com o turista, favorecendo assim uma
relação de troca de experiências e valores.
Daí a importância de focar novamente na necessidade de promover e estimular a
linha de frente que interage diretamente com os turistas. São eles os
responsáveis por entender e adequar as necessidades e os desejos de cada
cliente, favorecendo e estimulando o funcionário, o turista estará cada vez mais
satisfeito com os serviços prestados.
Se empenhar em constituir uma equipe altamente qualificada para atender e
entender os anseios do turista, é a ferramenta chave que garante e preserva a
satisfação e a fidelização de seus clientes.
O sucesso para garantir a consolidação dessa equipe começa através da forma de
trabalho e de relacionamento adotada pela liderança da empresa. O gerente que
consegue se adaptar e reconhecer as qualidades e necessidades da sua linha de
frente obterá o máximo de cada contratado, pois a pessoa estimulada e
reconhecida trabalha com mais vontade e garante a capacidade de se manter como
líder no mercado tão competitivo. E acima de tudo é através da auto-confiança
empregada em seus funcionários que a empresa constrói uma equipe preparada para
tomar iniciativas e tornar cada vez melhor o processo de trabalho e atendimento
aos turistas.
6 ANÁLISE DAS ENTREVISTAS
No primeiro momento a entrevista foi elaborada tendo como base pesquisar os
interesses, a freqüência com que viajam e a ocasião mais oportuna que atrai o
turista a escolher um destino para lazer e para suas férias. Analisando o artigo
do ponto de vista mercadológico viu-se necessário acrescentar alguns itens na
entrevista para caracterizar melhor o setor turístico e as influências que o
afetam possibilitando assim uma maior conclusão para os agentes de turismo que
buscam se adaptar cada vez mais em um mercado tão competitivo e em contaste
mutação e a importância de se utilizar o marketing de relacionamento nesse
setor.
A pesquisa foi definida como qualitativa pelo objeto ser de caráter abrangente e
o serviço estudado (o turismo) ser um serviço intangível.
Após conceituar cada item que foi trabalhado nas entrevistas torna-se de suma
importância concluir as análises por elas demonstradas.
Contataram-se pessoalmente turistas que costumam viajar pela empresa área BRA
através dessas entrevistas foi possível concluir que grande parte dos
passageiros tem costume de viajar pelo menos uma vez por ano, o que define a
freqüência com que eles utilizam o turismo de lazer.
A motivação das viagens ficou divida pela pequena amostra de turistas
entrevistados, uma parte declarou que o turismo é por eles realizado pela busca
do interesse de descanso e lazer, a outra parte dos entrevistados menciona a
motivação pelo fato de buscar conhecer novas culturas e costumes.
Foi definido pela maioria dos entrevistados que o destino mais procurado para o
turismo é a região litorânea e de preferência as menos agitadas, com boa
infra-estrutura e cercada pela natureza que proporcione tranqüilidade,
excelência nos serviços prestados opções diversificadas para lazer e
entretenimento.
A segunda etapa da entrevista foi realizada para proporcionar maior clareza e
objetividade aos agentes de turismo. Através dos itens que distinguem se os
passageiros são fieis a alguma prestadora de turismo, constatou-se que a grande
maioria não se torna fiel pela falta de empresas responsáveis que não elaboram e
nem executam serviços de qualidade e não tem um diferencial para tornar o
cliente fiel a seu produto.
Fica mais fácil trabalhar o marketing de relacionamento buscando a melhora da
prestação de seus serviços e a importância de se adaptar a esse mercado, pois
somente consegue se manter no setor aquele que esta apto a elaborar algo novo
que atraia e cative cada vez mais seus clientes tornando seu produto único e de
valor insubstituível.
7. CONCLUSÃO
Trabalhar o marketing no turismo é entender e sentir o mercado sempre em busca
do desenvolvimento de produtos e ou serviços que atendam e satisfação e as
necessidades dos seus clientes. Através do marketing cria-se uma maior
facilidade de integração entre os agentes e agências de viagem que estão em
busca de um único objetivo, aumentar o lucro de suas vendas além de angariar e
manter novos e futuros clientes.
Mais para que isso seja possível é de extrema importância trabalhar dentro do
marketing de serviços o chamado marketing de relacionamento, responsável pela
fidelização de seus clientes, pois é através da relação que a organização mantém
com eles que se torna possível identificar seus reais desejos e necessidades
além de tentar surpreende-los e encatá-los com benefícios e serviços que quando
se tornam únicos facilita na distribuição e aceitação dos mesmos no mercado.
Porém, tornar-se competitivo e ser um diferencial, em um mercado turbulento, não
são tarefas fáceis. É necessário acima de tudo se adequar às mudanças do setor
além de conhecer suas reais demandas e sua principal concorrência.
As organizações preocupadas apenas com o lucro de suas vendas esquecem de
trabalhar seu principal produto: o pessoal da linha de frente. Aqueles que
realmente entendem e conhecem o seu cliente. Essa relação é produtiva, pois é a
partir daí que se cria um elo forte de fidelização com o seu consumidor. É
preciso entender que motivar seus funcionários e dar suporte para que eles
possam solucionar problemas é garantia absoluta de um feedback eficaz e
lucrativo para a empresa.
Saber trabalhar o marketing de relacionamento é acima de tudo explorar a
sabedoria do público interno com o intuito de conquistar e manter o público
externo sem deixar de prestar atenção nas oportunidades que o mercado oferece
pois, apesar de competitivo e em constante mutação, ele é um ambiente rico e
repleto de serviços e produtos que necessitam de uma boa gerencia de marketing
para se tornar cada vez mais produtivo e único.
REFERÊNCIA
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