Marketing de Guerrilha
Por Marco Antonio Meira
06/12/2007
Caros(as) Amigos(as)
Diariamente estamos sujeitos a 3000 anúncios ou mensagens publicitárias, que não
desejamos nos submeter a elas, mas não tem jeito, elas estão sempre ali, no
ônibus, no metrô, nas ruas, nas revistas, na televisão, etc. etc. etc. São as
propagandas tradicionais e que todos nós estamos sujeitos. Queira ou não queira.
Já se inventaram de tudo para divulgação de uma propaganda.
E é exatamente neste ponto, quando nós consumidores, já estamos fartos de tantos
anúncios, que o Marketing de Guerrilha esbanja ação. São estratégias que fogem
do tradicional e você nem imagina que está sofrendo uma influência de marketing.
Os guerrilheiros do marketing montam estratégias, normalmente feitas na rua,
cujo principal objetivo é atrair mídia espontânea e estar na mente das pessoas,
tipo: O que foi que eu vi? Normalmente são estratégias de baixo investimento e
com alto impacto.
Em 1929 Edward Louis Bernays, sobrinho de Freud e um respeitado Relações
Públicas, criou a primeira ação de Marketing de Guerrilha de que se tem notícia:
Passou a seguinte DICA super quente para a imprensa – Haverá uma manifestação
feminista e durante a manifestação iam acender a tocha da liberdade. Quando
todos os fotógrafos chegaram, cada feminista, todas modelos contratadas,
acederam um LUCK STRIKE e fumaram na frente dos fotógrafos. Lembre-se que em
1929 as mulheres NÃO fumavam em público.
O grande segredo do Marketing de Guerrilha é que a ação não pode parecer
propaganda e deve surpreender, intrigar e deixar o espectador pensando: será que
isso está acontecendo?
Quem não se lembra de uma cadeia de hotéis, anunciando que selecionaria pessoas
estressadas para destruírem um de seus hotéis? Esta notícia apareceu em mais de
50 países, veja bem, notícia nos telejornais. Isto não passou de uma estratégia
de Marketing de Guerrilha, gerou mídia espontânea e propaganda gratuita, pois a
marca do hotel apareceu nas principais emissoras de televisão do mundo em
formato de notícia e não de propaganda.
Embora um pouco condenado pela ética, a emboscada é uma outra forma de Marketing
de Guerrilha. Trata-se de aproveitar-se de uma situação onde tenha vários meios
de comunicação e promover uma marca. Na copa de 2004 durante a transmissão de
uma partida do Brasil, um torcedor abriu uma faixa com a marca COC, no momento
em que filmavam a torcida. Uma transmissão ao vivo para mais de 100 países e não
havendo maneira de edição. Quem não se lembra do desabamento da obra do Metrô em
São Paulo e apareceram várias modelos distribuindo RED BULL para as pessoas que
estavam trabalhando no resgate de vítimas. Isso é emboscada, os meios de
comunicação não esperam que aconteça e quando acontece já foi transmitido em
rede nacional.
O Marketing Invisível é uma outra forma de divulgação de marca ou produto, onde
o consumidor nem imagina que está sofrendo a ação de uma propaganda. Pode ser
aquela bela garota que flerta com você em um bar na balada e pede seu telefone e
e-mail, em seguida saca o BLACKBERRY da bolsa e anota. Em seguida faz
comentários sobre seu novo aparelho. Com certeza você irá comentar com seus
amigos sobre o acontecido e não deixará de citar o BLACKBERRY da garota. Pronto,
a ação invisível transformou-se em um perfeito Marketing Viral, cujo objetivo é
a propagação boca-a-boca.
A propósito: você gosta dos nossos artigos? Então divulgue para seus amigos. Não
gosta? Então divulgue aos seus inimigos.
Marco Antonio Meira é Consultor de Marketing e Vendas
www.signcomputer.com.br