Quer Experimentar?
Por Luiz Renato Roble
12/06/2009
Quando alguém entra em uma loja de roupas é possível que nem
tenha entrado ali para comprar alguma coisa, mas para passear, conhecer as
novidades, olhar as ofertas ou apenas admirar o interior da loja. Durante o
passeio, se por acaso, vier a se interessar por algum produto, uma camisa, um
vestido ou quem sabe um terno, seja pelo toque do tecido, por gostar da cor ou
apenas para aproveitar o preço, basta querer para experimentar aquela roupa ali,
a qualquer momento, no provador mais próximo. Se desejar é possível levar a
roupa em uma sacola pronta para ser usada naquele mesmo dia ou ainda se for o
caso, sair da loja vestindo a roupa nova.
Quando uma pessoa entra em uma alfaiataria é certo que tenha entrado ali
especificamente para encomendar alguma coisa. Durante sua visita, a pessoa faz a
encomenda, dizendo quais são suas necessidades, seus anseios, seus temores. O
profissional a escuta, tira suas dúvidas, tira suas medidas, dá conselhos e eles
acertam um preço. Ela pode escolher o tipo e a cor do tecido nos catálogos ou
através de alguma roupa pronta, feita anteriormente para um outro cliente.
Através de fotos, é possível ter idéia de como ficará sua roupa exclusiva, feita
sob medida para ela. O alfaiate, depois do recebimento de uma entrada, encaixa o
novo trabalho em sua programação e se dedica àquela encomenda, traçando e
cortando a peça de tecido, trabalhando por alguns dias modelando e pespontando
aquela roupa. Em breve ela será apresentada e experimentada pelo cliente e
depois de uma ou mais provas se forem necessárias, faz a entrega da roupa para o
cliente, recebendo o restante do valor combinado inicialmente.
Existem pessoas que acreditam seja possível comparar um projeto de design com
uma camiseta pendurada no cabide de uma loja. Um produto pronto, que pode ser
visto, manipulado, escolhido e experimentado sem compromisso, para ver se serve
e se tem um bom caimento. Se não servir, não tem problema. Procura-se outro, em
outra prateleira, em outra seção ou então, depois de um sorriso sem graça,
agradece-se ao vendedor a atenção dispensada, vira-se e vai-se a outra loja para
então começar tudo de novo.
Se fosse realmente necessário comparar um projeto de design com uma das
situações acima, fatalmente teríamos que compará-lo ao trabalho de um alfaiate.
O design, assim como o trabalho de um alfaiate, é sob-medida, personalizado,
customizado e único. O cliente que, depois de escolher o studio de design que
tiver a melhor proposta comercial, convencer ter mais experiência através do
Portfolio e ser digno de sua confiança, paga o valor estipulado para a entrada
do serviço e faz sua encomenda em uma reunião de briefing, onde suas
necessidades são despertadas, ouvidas e detalhadas pelo profissional do
atendimento.
Assim como o alfaiate, que depois do recebimento de uma entrada, encaixa o novo
trabalho em sua programação, o studio, depois de contratado, inicia o processo
de pesquisa e desenvolvimento do conceito do trabalho, que depois de aprovado,
como a prova de um terno, será continuado e transformado, através de
artes-finais e detalhamentos técnicos, em um projeto executivo, pronto para ser
produzido e entregue para o cliente que satisfeito paga o valor que foi
combinado.
O desafio do cliente é acreditar na experiência do studio de design contratado,
que por já ter desenvolvido soluções criativas para outros clientes ou para
outros trabalhos anteriormente, estarão, através de um briefing bem passado,
fará valer seu investimento. O desafio do studio contratado, é provar que por já
ter desenvolvido soluções de design para outros clientes ou em outros trabalhos
anteriormente, atingirá seus objetivos, deixando o cliente satisfeito em
depositar nele sua confiança e principalmente fazendo com que o resultado
esperado pelo cliente seja conquistado.
Luiz Renato Roble criacao@datamaker.com.br
Designer e Diretor de Criação da Datamaker Designers www.datamaker.com.br
Fonte: Datamaker