Quer Saber o Segredo das Empresas de Sucesso?
Por Evaldo Costa
0612/2007
Qual será o segredo do sucesso na gestão empresarial? O que fazer para manter
uma equipe coesa e motivada para novas conquistas? Como construir um ambiente de
trabalho acolhedor e produtivo?
Existem muitas etapas que precisam ser vencidas para que uma empresa possa
triunfar nessa aldeia de competitividade global, onde o bom parece não ser mais
tolerado, o ótimo é obrigação e o encantar, a maior cobiça. Mas, afinal de
contas, diante destas necessidades, o que faz uma empresa ser grande? Sua
estrutura física? O tamanho do investimento financeiro? O capital humano que ela
possui? Encontrar respostas para essas e muitas outras perguntas é apenas o
começo para as organizações cujo foco é prosperar.
O que podemos abstrair do cenário atual é que não basta atrair pessoas de
talento. É preciso motivá-las, para que elas busquem os crescimentos
profissional e pessoal. Se a empresa não dá bons exemplos, dificilmente alguém
empunhará a bandeira em nome do investimento pessoal. O problema reside quando a
organização não valoriza seus colaboradores (como, por exemplo, recursos
insuficientes para treinamentos, a falta de incentivo à educação, formação ou
informação), pois a mensagem subjacente será que preservar seu maior patrimônio,
ou seja pessoas, não é relevante.
Portanto, o que esperar de uma instituição que não se importa com o que ela tem
de melhor? Diante da ambigüidade da situação, nada de bom pode-se esperar, uma
vez que a partir de então, o funcionário poderá pensar que zelar pela aparência
do local de trabalho ou de sua aparência pessoal, da manutenção das instalações
e dos equipamentos da empresa ou mesmo tratar bem os clientes, também, não
importa muito.
“Ao optar por ser agradável e positivo no seu modo de tratar as pessoas, você
está também, na maioria dos casos, escolhendo a maneira como será tratado por
elas”.
Zig Ziglar
Ambiente assim precisa ser atenuado, pois é fértil para proliferação de chefes
mandões, os quais acreditam que gerenciar é cobrar, dão bronca e chibatadas nos
subordinados, como se a força dos músculos suplantasse o poder do cérebro. Como
uma empresa pode prosperar quando seus colaboradores não são tratados com
dignidade e respeito? Como você acha que um subordinado se sente quando é
humilhado pelo chefe? O que esperar de um funcionário que chega tenso e
desmotivado para trabalhar? Será que ele vai conseguir lidar bem com os
clientes? Pode ser que, em algum dia no passado, a empresa pôde ignorar a
qualidade do relacionamento de equipe, entretanto não creio ser o caso das
organizações atuais, cujo objetivo é o sucesso.
Aliás, cabe enfatizar que as empresas atuantes no varejo devem ter maior
preocupação com a qualidade da gestão de pessoas. Isto porque é a primeira vez
na história que temos o varejo como principal elo da cadeia de consumo.
Aprendemos, durante todo o século passado, que a indústria é quem dava as cartas
no que se refere aos grandes volumes de faturamento, grandes ofertas de emprego,
ótimos e inovadores produtos. Ou seja, parecia não precisar de nenhum esforço de
vendas para chegar aos consumidores.
Só que agora a banda, aparentemente, toca de forma diferente. Estamos
vivenciando o momento do varejo, época de concorrência acirrada em todos os
setores. Os métodos de produção enxuta já não são mais segredos, os preços dos
produtos são similares, a qualidade dos bens está nivelado e o pós-venda já não
é mais considerado diferencial competitivo.
É neste cenário inédito que as empresas do varejo parecem ditar as normas. O
Walt Mart, por exemplo, contabiliza faturamento maior do que qualquer indústria,
superior, inclusive, ao PIB de muitos países, como o do Brasil. Organizações
como o Walt Mart podem determinar o que querem produzir, a que preço e onde seus
pedidos devem ser entregues. Elas têm o mundo aos seus pés, pronto a atendê-las.
A verdade é que o varejo nunca foi tão imponente no mundo dos negócios quanto
tem sido nesta década.
Mas, afinal de contas, o que empresas como o Walt Mart estão fazendo para
contabilizar tanto sucesso? Certamente, não foi uma única ação que as levaram ao
atual patamar de realização. Contudo, parece que o desafio de interagir com
pessoas, de forma pragmática, não tem sido um problema para elas, não é mesmo?
Talvez aí esteja o verdadeiro diferencial competitivo das organizações
vencedoras, as quais conseguem encantar os clientes e elevar a força de vendas a
patamares que as blindam de concorrentes menos atentos.
Evaldo Costa
Escritor, Consultor, Conferencista e professor.
E-mail: imprensa@evaldocosta.com.br
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Sugestão de Leitura: "Como Garantir 3 Vendas Extras Por Dia" de Evaldo
Costa - Editora Campus.