Numa época em que empresas,
marcas e até idéias nascem e
morrem tão rapidamente, é
necessário que sangue novo
seja constantemente injetado
nas veias do negócio.
Esquivar-se dessa renovação
significa fragilizar-se e se
expor às variações de
temperatura da economia.
Mais do que a ineficiência,
as empresas hoje morrem por
serem obsoletas num sistema
devastador onde impera a
mudança e a rapidez.
Hoje, não basta mudar, é
preciso mostrar que mudou. O
sucesso é a preparação para
novos mundos e novas
tecnologias e o fracasso é a
“opção” por desistir cedo
demais e ficar “por fora”
das mudanças que o mercado
exige.
É a obsolescência que mata,
tanto em produtos como em
serviços ou ainda nos
modelos de gestão.
No Brasil, 70% das pequenas
empresas que nascem morrem
antes do segundo
aniversário. Mas essa é uma
situação mundial. Nos EUA
metade destas empresas fecha
as portas em até quatro anos
e 98% em até 11 anos. No
Japão e na Europa,
atualmente, a vida média das
empresas é de 12 anos.
Numa empresa moderna, todos,
da faxineira ao presidente,
têm de gerar e agregar
valor. A regra é possuir uma
clara noção de que são
“pequenos” centros de custos
e esse é o vínculo direto
com a empregabilidade de
cada um.
O desafio brasileiro para
ser empreendedor ainda vive
sua infância. Os juros
continuam altos e os
tributos excessivos. Só isso
seria suficiente para
desanimar qualquer homem ou
mulher de negócios. No
entanto, com todas essas
dificuldades, nossa economia
cresce, nossa indústria é
competitiva, nosso comércio
é moderno e há sempre alguém
disposto a correr o risco e
criar progresso.
As empresas precisam crescer
e para crescer precisam de
resultados. Os resultados
vêm do aumento de valor dos
produtos com um menor custo
nos processos. Mais valor
com menor custo vêm da
inovação e esta só ocorre na
presença de conhecimento que
por sua vez é gerado por
gente talentosa, por
informação disponível e
liderança efetiva.
É preciso oferecer chances
para que as pessoas criem
coisas novas, únicas, que
agreguem valor. As empresas
devem respeitar mais o ser
humano, permitindo as
opiniões, mesmo contrárias,
que levam a refletir. E esse
esforço deve ser remunerado.
Quem praticar isso sai na
frente dos seus
concorrentes. A 3M, por
exemplo, considerada a
empresa mais criativa do
mundo, remunera 15% do tempo
dos seus funcionários para
que gerem idéias e projetos
inovadores. É uma empresa
baseada nesse saudável
princípio e por isso mesmo
tem uma boa saúde financeira
e reconhecimento mundial.
Então, criatividade e
inovação são as
palavras-chave que estão no
centro deste fluxo e isto é
peculiaridade do ser humano.
Pedra não inova, máquinas
não inovam, o dinheiro não
inova. Gente inova e gente
não é recurso, é gente
mesmo. Talvez as empresas
devam repensar a expressão
RH e mudar: “Recursos
Humanos” para “Talentos
Humanos”.
Os modelos de gestão de
empresas de sucesso incluem
valores como: poder do
conhecimento, aprendizagem
ativa, liderança
compartilhada, gestão com
colaboração, valorização da
ética, responsabilidade
social e saber aceitar as
individualidades e suas
diferenças, trabalhando o
potencial de cada um.
Não é preciso saber de
psicologia, de legislação de
trabalho, das teorias de
Maslow, que já estão
enterradas em algum
cemitério. É preciso
conhecer de negócios,
entender uma empresa como
uma casa de negócios, de
marketing, de tecnologia e,
sobretudo de gente. Como
disse Tom Peters: “Sou
humano e me recuso a ser
chamado de recurso”.
Pense nisso, um forte abraço
e esteja com Deus!
Gilclér Regina é Consultor, Escritor e Palestrante no Brasil e exterior. autor de livros e CD's que já atingiram a marca de 4 milhões de unidades comercializadas. Realiza mais de 100 palestras por ano em Convenções de Empresas. Tem formação em Dinâmica Humana pelo The National Value Center- Texas-EUA, em TQM pelo ASQC American Society for Quality Control-Winsconsin-EUA curso de Desenvolvimento e Gestão Humana pelo The Graves Technology. É presidente da empresa CEAG Desenvolvimento de Talentos e Editora Ltda. É também articulista de aproximadamente 300 revistas, jornais e sites. Uma pessoa de origem humilde que tornou-se um dos Conferencistas mais procurados para os eventos e convenções no Brasil. Site: www.ceag.com.br

