Telemarketing - A melhor ou pior ferramenta de uma organização?
Por Paulo Henrique G. de Freitas
18/03/2008
Nos últimos anos temos presenciado uma mudança radical nas estratégias de
comercialização de produtos e serviços. As empresas no passado pensavam em
vender seu produto. O foco estava na Lucratividade e rentabilidade do negócio.
Os anos passaram, mercado mudou e uma protagonista assume o papel de vilã neste
cenário; o nome dela é competitividade.
A competitividade do Mercado obrigou muitas organizações, tomarem novas atitudes
nos negócios. No passado, pensávamos em vender. Atualmente pensamos em ter
colaboradores motivados, produtos de qualidade e clientes satisfeitos.
Tal mudança de atitude forçaram as organizações criarem mecanismos capazes de
reduzir custos e maximizar os recursos, principalmente os recursos de
comercialização. E assim surge a o Tele marketing, como um sistema de
comercialização interativo, que possibilita um maior numero de contatos/dia,
reduz as despesas com deslocamento e de forma bem planejada, traz resultados a
curto e médio prazo.
Telemarketing é uma ótima ferramenta para aquelas empresas que desejam expandir
suas atividades comerciais, alcançar metas e prospectar novos clientes. Porém
analisando a realidade do sistema de telemarketing em nossas vidas, perguntamos:
Será que o Telemarketing Veio para melhorar ou piorar o serviço de atendimento
ao Cliente?
Em muitas organizações este sistema é falho, não traz resultados satisfatórios e
chega a desrespeitar o consumidor. É um abuso passar horas esperando ao
telefone, enquanto um operador, sem autonomia, checa informações em um sistema
falho e desatualizado.
Outras companhias conseguem ter um SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)
eficaz. Formado por operadores treinados, motivados, conhecedores dos produtos
que vendem, das necessidades do cliente e dos elementos que compõem o mercado,
além de um rígido controle, estas empresas, diferenciam-se no atendimento e
normalmente conseguem ganhar preferência do consumidor.
São duas formas de trabalho extremamente distintas que tornam este sistema uma
verdadeira incógnita para os empreendedores que desejam investir. Além disso a
atividade, quando mal executada, acaba por denegrir a imagem de pessoas e/ou
empresas sérias que desenvolvem este mecanismo de forma honesta, respeitando o
cliente e prezando por sua satisfação.
Desta forma podemos concluir que o telemarketing pode ser uma ferramenta
extremamente útil, porém com recursos humanos qualificados, preparados para
enfrentar o competitivo mercado e assimilando o sistema de controle e supervisão
como mais uma ferramenta capaz de impulsionar a produtividade, favorecendo ao
crescimento.
Paulo Henrique G. de Freitas. Bacharel em Turismo, MBA em Administração e
Marketing. Professor do Curso de Telemarketing da Microlins - Centro de Formação
Profissional. Consultor e Palestrante nas áreas de Vendas, atendimento e
Marketing Estratégico.