A Adversidade como Aliada
Por Ivan Postigo
08/01/2011
A adversidade, em muitos casos, tem sido fator gerador de grandes avanços na
humanidade.
Alimentos enlatados, carnes e peixes defumados, bolos vendidos em fatias são
produtos das adversidades. As dificuldades é que fizeram com que o homem
desenvolvesse formas de garantir o sustento e criasse produtos que o mercado no
mundo todo incorporou em seus hábitos.
A adversidade cria a cultura da poupança, meio de assegurar o futuro, e também o
interesse pelo investimento, forma de garantir maior produção, gerando,
consequentemente, condições para maiores reservas. Esse é de fato um círculo
virtuoso.
A escassez e a possibilidade de outras adversidades é que têm levado a
humanidade a desenvolver formas de multiplicação, como vemos, por exemplo, com a
reprodução dos peixes em laboratório. Esta é a lição que temos que levar para
dentro de nossas empresas.
Lamentavelmente, o pensamento econômico em nosso país só consegue enxergar a
elevação dos juros como meio de controlar a inflação, colocando o mercado num
estágio de dormência há décadas. O custo do dinheiro, aliado a absurda
tributação, são as grandes adversidades dos nossos empreendedores.
Para as empresas que precisam crescer, melhorar a produtividade, gerar empregos,
investir muitas vezes parece pouco razoável frente a tantas incertezas.
Neste país, mal o mercado começa a mostrar sinais positivos, o pavor de um
aumento da inflação leva o governo a tomar medidas para contenção do consumo. O
mercado sabe que decisões como essa inibem imediatamente os investimentos, com
efeitos retardados do consumo.
Caindo o consumo, as empresas farão promoções para desova dos estoques, evitarão
novas compras, cortarão despesas, postergarão ainda mais os investimentos,
entrando numa fase de estagnação, recessão ou dormência.
A busca de alianças, a substituição de materiais, a simplificação de produtos e
processos, a montagem de turnos de produção ininterruptos, as negociações em
grupo, as parcerias para desenvolvimento de tecnologia são fatores que o mercado
precisa aprender a usar para driblar adversidades como: insegurança e falta de
recursos para investimento.
Nossa cultura mercadológica é voltada ao mercantilismo pontual, onde cada venda
se torna uma negociação isolada. Isso custa demasiadamente caro para nossas
empresas e o processo fica sem continuidade.
Precisamos aprender a fazer alianças não só comerciais e de fornecimento de
materiais, mas alianças intelectuais.
Não podemos nos esquecer, nunca, que os nossos concorrentes estão, não só no
prédio vizinho como do outro lado do mundo, trabalhando no conceito 24 x 7 x
365, num mundo que não para. Hoje a tecnologia permite que se processe
informações, para a mesma empresa, no mesmo dia, em várias partes do mundo.
Tenho insistido no seguinte ponto: - A luta pelo futuro começa não como uma
batalha pela participação de mercado, mas como uma batalha pela liderança
intelectual. Essa é a liderança que as empresas não podem perder, caso queiram
perpetuar sucesso.
As maiores adversidades já superadas pela humanidade foram possíveis devido da
soma das capacidades individuais. Fato que hoje o homem voa e com segurança.
Diferenciais para sua empresa podem ser obtidos tornando as adversidades sua
aliada.
Pense: - Que barreiras vocês conseguem superar e seus concorrentes não?
Não está claro, não é tão simples perceber?
Lembre-se do capital intelectual que sua organização possui e o faça trabalhar!
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação
de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão
Empresarial - Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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