Agora mais do que nunca é momento de criar, inovar para se diferenciar!
Por Maria Inês Felippe
05/02/2009
Por questões de sobrevivência, cresce o interesse em despertar e aumentar a
capacidade dos funcionários tornando-os mais criativos, na busca de novos
produtos, serviços, assim como buscar diferenciação nos processos de vendas,
etc. Outro dia uma empresa solicitou uma palestra com o objetivo de despertar o
potencial criativo dos colaboradores dentro de um cenário repleto de regras e
regulamentos.
A criatividade favorece observar, enxergar o que todos estão vendo, visualizando
coisas diferentes e aumentando a autoestima, acreditando nos produtos e serviços
que estão oferecendo mercado. Outro aspecto interessante é que não basta somente
criar, gerar idéias, é preciso analisá-las e implementá-las. Tenho atendido
algumas empresas que criam Banco de Idéias, sistemas integrados de geração de
idéias até mesmo a velha caixa de sugestões como estratégia de incentivo da
criatividade e inovação, mas rapidamente transformada em caixa de “queixações”,
pois é, sinto dizer-lhe, que não é por aí que devemos começar.
Agora mais do que nunca a criatividade e a inovação é a solução para a resolução
de conflitos, resgate dos valores da empresa e dos colaboradores.
Você bem sabe que eu tenho um compromisso com você de trazer sempre alguma
experiência que vivenciei, buscando projetá-la em situações que vivemos no nosso
cotidiano profissional. E esse compromisso continua firme e os seus como estão?
Como você está? Cheio de planos? Tem tentado colocar em prática? Continua
fazendo atividades que para você não tem sentido? Continua convivendo com
pessoas que não lhe agregam nada? Já entrou no grupo dos pessimistas de plantão?
Faz parte do grupo vamos esperar para ver como é que fica?
É muito comum ouvir, nas minhas palestras, as pessoas comentarem fatos como os
abaixo:
1) “Meu chefe não valoriza as minhas ações. Como mudá-lo?
2) “A empresa em que trabalho não possui um plano de carreira e pouco investe
nos colaboradores”;
3) “Vivo num mundo de trabalho hostil.”;
4) “Não há como mudar a minha rotina, tenho de fazer as coisas sempre da mesma
forma!”.
5) Não tenho como criar, vivo cheio de normas, regulamentos, etc.
6) Tenho medo de ser mandado embora! A crise......
7) Minha equipe não tem iniciativa!
8) Os funcionários são descomprometidos
9) Meus resultados estão paralisados, ou até mesmo negativos!
10) Estou perdendo clientes!
Essas questões são fortemente debatidas nos programas de liderança de equipes,
administração de conflitos e inovação. E é cada vez mais comum encontrar essas
situações dentro das organizações.
Penso muito nesses acontecimentos, reflito e acabo por concluir que não importa
o que as pessoas fazem conosco. O que realmente importa é o que estamos fazendo
com nós mesmos, com os nossos negócio, com a nossa liderança e o que permitimos
que os outros nos façam. Como estão as suas atitudes para com você mesmo?Com os
negócios? Com a equipe? Está entrando nesse Inconsciente Coletivo de que tudo
está ruim? Nada poderá fazer? É melhor esperar a “marolinha” passar?
Vivemos constantemente em cenários de conflitos, não é novidade dizer que
vivemos grande parte do nosso tempo com divergências mal resolvidas tanto
profissional quanto pessoal.Conflitos mal gerenciados trazem inúmeros custos
para a empresa, até mesmo como perda de clientes, bons colaboradores, diminuição
do processo de produção, capacidade de entrega e o custo gasto para resolver
problemas, gerenciar desentendimentos e apaziguar os ânimos.
Evitá-los é utopia, vale a pena utilizar das divergências como fonte inspiradora
para a criação de alternativas, saídas transformando as divergências numa
ferramenta de crescimento pessoal e de equipes. Diferenças de pensamentos,
personalidades, valores, estresse, carga de trabalho, recursos inadequados,
liderança ineficaz, falta de abertura, transparência são as principais causas de
conflitos que mais percebo nas organizações em geral. O resultado negativos são
imensos, mas por outro lado encontramos os positivos, quando bem dirigidos,
estimulados com técnicas adequadas, tais como : geração de idéias, soluções
inovadoras, e aumento da motivação, produtividade, autoestima, eficácia
operacional. etc.
É aí que entra a sua enorme responsabilidade em virar esse jogo, seja você como
Recursos Humanos, líderes, empresário, colaboradores. O que você preparou para
realizar neste ano que, pelo menos, amenize situações como as descritas acima?
Bem, junte forças e vamos em frente!
(*) Maria Inês Felippe- Consultora, Palestrante. Vice Presidente de Relações
Acadêmicas da ABRHNacional.