Desde a
mídia mais remota conhecida,
a impressa, em torno de
1.400, até hoje, com a
grande rede, passamos por
diferentes momentos na
comunicação, com os
fonogramas, por volta de
1800, o cinema, em 1910,
rádio em 1920, TV em 1950 e
a internet, com uso
comercial, nos anos 80, e
agora com os dispositivos
móveis.
A cada nova modalidade se
dizia que a anterior
morreria, lembram-se? Mesmo
no período atual, após o
surgimento da internet, já
passamos por diferentes
fases, desde o velho PC, até
a Web 4.0, passando pela Web
1.0, 2.0 e 3.0. Lembrando
que a primeira onda foi com
o uso de email, fóruns, a
segunda onda veio com o
comércio eletrônico e a
terceira onda com o
surgimento dos wiki, blogs,
redes sociais, etc.
A palavra chave não é,
portanto, revolução, mas
sim, evolução. E a cada
passo se renova o acesso às
informações, os modelos de
negócios, os conteúdos, os
formatos, e principalmente,
a transformação do
internauta em mídia, com
grande poder de barganha.
O maior impacto não foi o
surgimento da internet como
nova mídia, e sim por ter
mudado o comportamento do
consumidor e tê-lo
transformado em ator
principal.
No Brasil isso tem um toque
especial pois os brasileiros
ficam mais de 15% do seu
tempo navegando em
comunidades, sendo que os
americanos, para comparar,
gastam em torno de 6,5%.
Idem para os sites de
mensagens instantâneas.
E ao que se deve esse
crescimento? Há diversos
fatores que explicam isso,
como o desejo de
pertencimento, a facilidade
de acesso, a globalização e
a instabilidade nas
relações. Com isso as
comunidades virtuais surgem
como uma fonte de
identidade, mesmo que
precária.
Além disso, a internet é
bastante democrática, pois
nela navegam desde crianças
até as pessoas da terceira
idade, dos mais pobres aos
mais ricos, ou seja, é um
ambiente onde todos entram
livremente, sem
preconceitos. Não importa
sua classe social ou sua
raça, esse é o local onde
todos podem ser iguais.
Há no mundo mais de 1,3
bilhões de usuários. 100
milhões de websites, e já
foram investidos mais de 20
bilhões em publicidade on
line. Há países, como na
Inglaterra, em que a
publicidade on-line será
maior que a off-line em
2009, segundo previsões.
Dentre os perfis dos que
navegam, a maior parte são
adultos, em torno de 70% e a
média de quem joga games
on-line é de 29 anos. Da
classe A, 80% navegam, e das
classes C e D, mais de 35%.
A maior parte ainda é do
sexo masculino. O Brasil é o
maior em navegação
domiciliar, sendo que o
brasileiro fica
aproximadamente 24 horas
on-line. Em 2007 foram
comercializados mais de 6
bilhões via E-Commerce.
Isso demanda dos
profissionais de marketing
maior criatividade e novas
ferramentas. São novos
desafios também para as
empresas e para as agências.
Será necessário acertar nas
estratégias de localização
do seu público-alvo, tendo
em vista que esse está cada
vez mais disperso, devido à
quantidade de possibilidades
de mídia existentes. O grau
de dificuldade aumentou,
principalmente se falarmos
do público mais jovem, pois
os adolescentes normalmente
estão conectados em três ou
quatro mídias ao mesmo
tempo. Essa fragmentação se
dá pois revistas concorrem
com sites, os blogs
concorrem com jornais,
podcasts com rádios, TV com
gravadores de vídeos e
celular com internet.
E quais as principais
diferenças entre a mídia
digital e a tradicional?
· É o melhor canal para
atingir as pessoas no
horário comercial
· Permite ao consumidor
“saber mais sobre o
produto/serviço”
· Comprar na hora
· Indicar a um amigo
· Trazer o cliente
facilmente para o banco de
dados
Além disso, a mídia digital
possibilita todo tipo de
métrica, bem como a
personalização de campanhas.
Permite também oferecer
outros serviços como
serviços de crédito, por
exemplo.
Surgem também novas
oportunidades profissionais,
com novas vagas sendo
requisitadas pelo mercado,
como: criador de ringtones,
gerente de conteúdo, diretor
de rede social, e por aí
vai.
Para as empresas, o melhor a
fazer é usar esses novos
meios para aprender mais
sobre o comportamento
humano, e usar ferramentas
colaborativas que façam
sentido para se comunicar
com seus funcionários, além
dos seus clientes.
(artigo publicado na Revista
Cliente S/A – novembro /
2008)
Sandra Turchi é graduada
pela FEA-USP, pós-graduada
pela FGV-EAESP e MBA pela
Business School São Paulo
com especialização pela
Toronto University e em
empreendedorismo pelo Babson
College em Boston. É
superintendente de Marketing
da Associação Comercial de
São Paulo (ACSP) instituição
que administra o SCPC
(Serviço Central de Proteção
ao Crédito). Site:
www.sandraturchi.com.br -
Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi

