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Comércio Global em queda

Por Dill Casella

02/04/2009


A Organização Mundial do Comércio estimou em 9% a queda do comércio global em 2009. É a crise...Vai ser a maior ladeira abaixo desde 1945, final da Segunda Guerra Mundial!

E onde essa crise pode parar? Lógico que em nossas vidas!! Lógico que em nosso dia a dia! Recuaremos quase dois dígitos no resultado de nossas vendas! Apertaremos os cintos de nossas contas, puxaremos o freio de nossos gastos, cortaremos despesas desnecessárias, focaremos no essencial e...

...e atingiremos o objetivo supremo da depressão pessoal profunda! Se continuarmos a focar somente no problema...Se olharmos a metade vazia de algo, se atentarmos somente para a falta de vento da nau de nossas vidas, conjugarmos o “tá feio”, “o mercado tá ruim” e por ai vai.

Pense na necessidade de mudança, no que pode ser explorado ainda! Costumava usar o seguinte jargão em meus treinamentos: “Se você continuar a fazer o que sempre fez, irá atingir os mesmos resultados...” Agora, não mais: você vai atingir MENORES resultados se continuar do mesmo jeito!

Ah, então esperar pelo cliente entrar em seu comércio, esperar sua carteira atual de clientes comprar ou recomprar, manter seu site atual (aquele que você não atualiza há alguns anos...), manter a embalagem de seus produtos do mesmo jeito, os mesmos serviços agregados (se você já não os cortou...), a equipe sem treinamento ou estruturada da mesma forma será o fim!!

Criatividade, ousadia e anormalidade serão características valorizadas como nunca!

Enxergar sob novas dimensões, vivenciar o cliente, comunicar-se mais com ele (leia-se: ouvi-lo e surpreende-lo), criar novos usos, novos mercados, novos produtos!

Ousar sem ser inconveniente é uma arte! Quem ousa com autenticidade e leveza rouba a cena e marca presença por longo tempo...O inconveniente é óbvio e cansa logo de cara!

E o normal? Esse simplesmente espera o chão ruir! Como se fala atualmente, não “causa”... Afinal, num cenário de queda de resultados, ele é campeão em arrumar desculpas e continuar apostando que algo de fora, do além, modifique seus resultados. Portanto, apostar na ANORMALIDADE é apostar numa estratégia camaleão (de apropriação ao ambiente e de ação rápida).

O anormal vai além de produtos e serviços. Conta e encanta através de suas histórias, argumentos e vivências. O anormal não vende só morangos...vende frutas silvestres, plantadas por mãos macias, em lindos canteiros arborizados, regados pela mais límpida água da montanha, adubadas de maneira natural e colhidas por lindas jovens sorridentes que usam vestidos brancos, com laços vermelhos...Deu água na boca? Então funciona!!


Dill Casella
(www.dill.com.br) é Engenheiro Civil, pós graduado em Marketing, especialização em Desenvolvimento Gerencial e Empreendedorismo pela FDC e Practitioner pela SBPNL. Com mais de 15 anos em cargos de liderança de empresas de primeira linha, realiza palestras em vendas, atendimento ao cliente, liderança e motivação. Também é compositor, músico, escritor e ator amador.

 

Manter os clientes é uma missão que poucas empresas conseguem realizar, principalmente quando estes são atendidos de qualquer forma, sem qualidade ou mesmo com a importância que cada consumidor deve receber.
Muitas organizações aderem aos programas (softwares) de CRM e nem sabem como utilizá-lo, ou mesmo sua verdadeira função, então culpam sempre as máquinas e seus respectivos programas pela perda de clientes ao longo do tempo.
Mas como se sabe a máquina, computador, só fará aquilo que for solicitado, só poderá trabalhar com informações que forem inseridas e que necessitam sempre de uma pessoa para colocar os dados em sua memória, mesmo assim é possível notar que muitas vezes o CRM é apenas mais um banco de dados da organização.
Levando em conta que muitas empresas deixam o cliente partir para a concorrência porque não sabem lidar com eles, é bem provável que você perceba todo o esforço para obter novos consumidores, mas que o mesmo não é feito com o cliente já existente.
Só que não há necessidade da empresa manter todos os clientes que conquista, a não ser que ela adore os consumidores que falam mal dos produtos, que utilizam os mesmos produtos de forma errada e que a culpa é sempre da empresa.
A relação entre o cliente e a empresa pode ser muito mais íntima quando o relacionamento interno atinge um nível de excelência, e que algumas organizações ainda não entendem os motivos pelos quais seus colaboradores são seus primeiros clientes.
Com o aumento da concorrência também é fácil notar que as organizações que melhor atendem seus consumidores são as que conseguem manter uma base fiel, investindo no prolongamento da relação e atendendo cada vez melhor seus consumidores, para evitar que os concorrentes entrem em seu território.
Mas todos os esforços destas empresas tem como premissa a percepção do consumidor, toda a sua cadeia de valor tem um foco bem definido e a organização trabalha em conjunto.
O que também pode atrapalhar a manutenção dos consumidores é a falta de conhecimento de que cada colaborador é responsável pela percepção do cliente, e que um simples gesto pode fazer com que este cliente mude para o concorrente, e você sabe que se for mal atendido por qualquer pessoa de um ponto de venda tende a não voltar ali.
Então as organizações iniciam todo o percurso novamente, prospectar clientes, fazer com que a percepção destes clientes esteja voltada realmente para aquilo que os produtos ou serviços oferecem de vantagens sobre a concorrência e com um bom trabalho no relacionamento.
Na verdade o relacionamento tem um início no momento em que o cliente entra em uma loja, faz contato com um vendedor, ou é atendido por outra pessoa da empresa, e que esta relação não é apenas no momento em que o cliente adquire um produto ou serviço, mas está mais ligado ao lado humano da organização, e que algumas vezes faz toda a diferença, mesmo sem a aquisição de algum produto, algo que muitas empresas encaram de forma errada e acabam perdendo muitos clientes com o passar do tempo.
Relacionamentos com consumidores não possuem início, meio e fim, mas possuem um início que, se desastroso causa seu fim, então é necessário que a organização tenha uma cultura onde o ser humano seja atendido corretamente, com respeito, ética e atenção.