Como anda sua qualidade de vida no ambiente de
trabalho?
Wagner Campos
20/09/2008
Encontrarmos pessoas que ficam horas e horas a mais em seu trabalho dedicando-se
a uma atividade ou um projeto e mesmo assim não obtém uma boa produtividade em
suas tarefas e principalmente estão longe de se sentirem realizados com o que
fazem, gerando assim frustrações e falta de motivação. O motivo desta falta de
produtividade pode ser a má qualidade de vida no ambiente de trabalho.
O ambiente de trabalho não deve ser considerado apenas como o ambiente da
empresa ou escritório, mas também o ambiente de estudo dos alunos de todas as
faixas etárias. Estes também possuem sua carga horária distribuída entre aulas,
provas, cursos de idiomas, cursos de informáticas, esportes e mais provas. Há
crianças com menos de sete anos que ficam na escola ou fazem dezenas de
atividades, saindo de casa as 07:00h e retornando apenas as 18:30h. São mais de
dez horas de atividades diárias.
Os profissionais precisam dedicar seus esforços para apresentarem seus projetos
dentro do prazo desejado. Alguns, ainda, por morarem longe de seu local de
trabalho ou não terem acesso a um restaurante perto, muitas vezes almoçam no
próprio ambiente e logo estão a trabalhar novamente.
A mente precisa descansar, sair da rotina. Processar novas informações através
de ambientes diferentes dos quais se passa a maior parte do tempo utilizando os
cinco sentidos (olfato, tato, paladar, audição e visão) para que descanse e se
revigore.
Verifique se sua postura não está lhe causando cansaço físico, se não está
sentado muito perto do monitor do computador, se está exposto a algum tipo de
poluição (sonora ou visual, por exemplo).
Aproveite o horário que sobre durante o almoço para fazer algo diferente. Ouça
uma música, leia um capítulo de um livro, desenhe, pinte, faça artesanato,
converse com amigos (assuntos não relacionados ao trabalho), dê uma volta no
quarteirão, faça um projeto esboçando seus objetivos para o ano e assim por
diante.
Se em sua empresa não há um programa de melhoria na qualidade de vida no
ambiente de trabalho, quando for degustar o tradicional cafezinho, aproveite
para se alongar e fazer uma rápida ginástica laboral, preparando seu corpo para
o restante da jornada de trabalho.
Se você é um estudante que dedica horas e horas realizando várias atividades de
estudo, pare um pouco para descansar. Ouça músicas, assista um vídeo, curta a
natureza. Fuja de sua rotina. O estudo é excelente para seu futuro, mas em
excesso, haverá um momento que você não conseguirá mais processar tantas
informações.
Quando não estiver em seu ambiente de trabalho ou estudo, passe mais tempo junto
de sua família. Com seus pais, marido, esposa, filhos, tios, avós, sobrinhos ou
netos. A família é uma grande fonte de energia para todos. Não trabalhe ou
estude exaustivamente pensando apenas no amanhã, pois você estará deixando de
viver o hoje com as pessoas mais especiais de sua vida. Como disse Kotler, “a
melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. Viva intensamente seu presente e
com certeza terá um maravilhoso futuro.
Prof. Wagner Campos é Palestrante e Conferencista em Vendas, Motivação e
Liderança. Diretor da True Consultoria. Administrador de empresas e Especialista
em Marketing. Possui experiência há mais de 12 anos na área tendo atuado em
empresas como Cia Cervejaria Brahma, Unibanco, Multibrás Eletrodomésticos,
Bebidas Wilson e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia" e Coordenador e
Prof. dos cursos de Marketing, Com. Exterior, Logística Empresarial e Recursos
Humanos da Universidade Paulista – UNIP e Prof. e Coordenador do Curso de
Marketing do Grupo Anhanguera Educacional. Contato: wagner@trueconsultoria.com.br
– www.trueconsultoria.com.br – F: (19) 3444-9599.
No mínimo podemos dizer que o este título é antagônico!
- Sim, ele o é!
Então vamos começar pelos emblemáticos. Um dos grandes líderes mundiais é Jesus
Cristo. Mas para se tornar líder, foi preciso perder o que nós mais gostamos de
ter, a vida. Sua morte é o motivo de sua veneração. A abnegação à missão que lhe
foi dada e que incontestavelmente ele cumpriu o fez se tornar o maior símbolo de
amor ao próximo revolucionando todas as crenças em nossa história.
Mahatma Gandhi abdicou de sua formação em direito para lutar pela independência
de seu povo. Ora, um advogado formado na tradicional e respeitada escola
britânica com certeza teria trabalho garantido em qualquer lugar do mundo. Mas o
líder gastou todas as suas energias, até também, perder a vida, para dar ao seu
povo a liberdade. Além disso, soube ceder, uma parte da Índia para que fosse
formado um estado mulçumano, hoje o Paquistão, e assim a guerra civil naquele
estado tivesse fim sendo a Índia hoje uma das mais expansivas economias
mundiais.
Henry Ford um dos maiores símbolos do capitalismo mundial e criador da linha de
montagem foi ousado e “abusado” ao declarar que:
“Você pode ter o carro da cor que quiser, contanto que ele seja preto”. Lógico
que isto é algo que hoje é totalmente fora de cogitação e que, mesmo em sua
época foi a deixa para que seus concorrentes o tomassem a liderança no mercado.
No entanto, naquele momento ele tinha um objetivo especifico e muito bem
definido, qual acredito, não era se tornar líder e sim rentável. Conseguiu.
Perdeu a hegemonia, mas a Ford existe até hoje, não é líder, mas deixou um
enorme legado.
Sun Tzu, conhecido pela excelência estratégica
na arte da guerra que hoje é trazida as nossas mesas de negociações e
planejamento, dizia: “Dê ao seu adversário a esperança de ganhar a batalha”.
Mais uma vez um líder falando, ao seu modo, de doar. Sun Tzu, qual pessoalmente
admiro, por gostar de artes marciais, era um calculista. Ele sabia muito bem
que, quando ganhamos algo, nos tornamos mais abertos e suscetíveis. É aí que o
líder ganha, quando sua equipe está aberta, e ela assim como uma flor ao sol, só
se abre se o vê aberto também.
Somos detentores. Tomamos posse de quase tudo em nossa volta. O que mais
diferencia as pessoas citadas acima, e muitas outras, é o poder da entrega. E o
que é a entrega? - É esse negócio que nós chamamos de perder. Estas pessoas
vencerem, porque não encararam o que fizeram como perda e sim como entrega.
Estamos cheios de “meus, meus, meus”. O ter traz puder e então não queremos
abrir mão das coisas, não queremos nos sentir derrotado.
O pior é quando esta posse não nos pertence, nem de fato nem de direito. Você
conhece pessoas assim, até brincamos com elas: “minha cadeira, minha mesa, meu
armário, minha equipe, etc.” aí dizemos: “puxa... já comprou a empresa”.
No entanto, todos nós temos um pouco ou muito disso. Não vamos escapar disso,
nenhum de nós conseguirá escapar, podemos ceder no trabalho, mas queremos ganhar
sempre em casa, cedemos em casa e queremos ser absolutos no trabalho. Enfim,
perder é duro. Ganhar sempre, sempre é bom.
Até os emblemáticos fizeram isso: - “Ninguém vai
ao pai se não por mim” – Jesus Cristo disse isso. E o pai que ele fala é
o dele. Isso mesmo, o pai dele. Mas ele pode, aliás, ele pode muito. Gandhi no
alto de sua sabedoria e humildade proferiu: "Creio poder afirmar, sem arrogância
e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo". Ford dispensa comentários, afinal todos eram
pretos. E nosso grande guerreiro Sun Tzu: “a
guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da
morte, é o caminho para a sobrevivência ou a perda do Império: é preciso
manejá-la bem”.
Quando nos tornamos pais uma das mais árduas
missões é ensinar nossos filhos a perderem. Temos uma frase, que efeito, muitas
vezes, causa nenhum: “O importante é competir.”- Sério? - E porque você gritava
tanto na arquibancada? – “vai filho, vai filho, força, vamos ganhar...” - E
porque gingava tanto o juiz, o que a pobre mãe dele nos fez para ser tão
insultada?
Não somos feitos de derrota. Perder não é
agradável. Mas ceder não pode significar perder. Ceder é tão duro, tão penoso,
que quando não podemos fazer isso, nos desculpamos. Meu avô me ensinou: -“Quando
não puder dá uma esmola, então pessa perdão.” E isso se perpetua.
E quando de fato não podemos doar? Simples:
quando nos fará falta ou quando não temos! A palavra “doar” é tão perto da “dor”
que somente um “a” as diferenciam. Talvez, Freud explica, nosso inconsciente
pense assim.
Como algo que não me pertence pode me fazer
falta? Se ainda não tenho e é difícil conseguir, porque não me aliar para ter o
que preciso? Aliar significa repartir, dividir. Poucas vezes estamos dispostos a
isso. Pois isso é ceder, é deixar um pedaço para alguém, um pedaço que poderia
ser meu, então eu o perdi.
Esse modelo mental além de perigoso é pobre.
Acreditem nisso. São Francisco de Assis, um dos mais benevolentes da nossa
história, é enfático em dizer: “É dando que se recebe...” Não cabe aqui,
discutirmos preferência religiosa, mas refletir sobre filosofia de vida;
“compreender que ser compreendido / é perdoando que se é perdoado...” Isso é
ceder para receber. Só posso esperar ganhar algo quando dou algo.
Somos tão egoístas que nem para nós mesmos nos
doamos. Qual a última vez que você se deu tempo e contemplou um pôr de sol? Ou
se inscreveu num curso sobre algo que ainda não conhece a fundo? Qual o último
amigo que você visitou? A última vez que andou descalço? Você seria capaz de
ainda responder as tarefas de seu filho que está na quinta série?
Vivemos num absolutismo onde o certo é sempre
acertar e de preferência que o tiro tenha sido o meu!
Não ter, não possuir, não deter é tão cruel que
nos faz marginal. Você perde quando seu vizinho troca o carro e você ainda não.
Você perde quando seu colega é promovido e você ainda não. Você perde quando sua
irmã mais nova se casa e você ainda não. Você sofre quando o time adversário
ganha e o seu ainda, ainda, ainda não, se ele cair pior ainda.
Se doar fosse fácil, não haveria tantas
campanhas de doação de órgãos mesmo sendo sabedores que seus “donos” não mais
poderão usá-los, mesmo assim doamos pouco. Isso nada mais é que o sofrível
sentimento de perda.
Como líderes temos que saber que, se doar à
equipe não é realizar suas tarefas, mas conduzi-las de forma que todos ganhem. A
equipe será vencedora quando você o for. Você será vencedor quando sua doação
for favorável ao que precisa ser feito. Você pode doar seu tempo, conhecimento,
atitude, suor, empatia, calor, amor, suas mãos e mente. Você pode substituir
aquele que, gripado faltou. Você pode aprender o serviço do outro setor. Você
pode vencer, se tiver em si a permissão de doar, de aprender.
Doar conhecimento é a coisa mais rápida e fácil
do mundo. A equipe pode falar sua língua, “rezar o seu credo”, erguer sua
bandeira, ser servidora, leal e disposta, mas para isso você precisa se doar a
ela. Seja aberto, divida, dê a eles um pouco de você. Não o que eles já possuem
como sua gratuita aparência ou os bens que ostentas pelo alto salário que recebe
ou as suas condecorações de chefe. Mas, pelo seu “eu”. Como fizestes? Qual a sua
história? Onde estudou e o que aprendeu? O que pode ensinar? Pronto, você está
doando e vencerá.
Ser um campeão mesmo doando é fácil. Difícil é
ter que ficar com LER de tanto dar autógrafos em sua autobiografia.
GLAUBERTO LOURENÇO
Com 19 anos de atuação no mercado. Iniciou suas atividades no mercado
financeiro, como Operador de Crédito. Atuou em empresas como: Banco Real, Banco
ABN AMRO (Aymoré Financiamentos), Decagi Auto-Socorro, DCG Rent a Car, Domínio
Treinamentos- S.O.S Educação Profissional, atualmente está a frente da área
comercial da Softium Informática e atua como consultor de Marketing para a BIT
Company – Fortaleza. Frequentemente ministra palestras de Marketing Pessoal,
Empregabilidade e facilita cursos de Atendimento e Vendas. Gerente comercial e
marketing de carreira, aredita que toda estratégia deve ser voltada aquele que
produz e consume: O Homem.