Embora
poucos microempresários
admitam, a falta de
conhecimento sobre as
ferramentas da web é a
principal causa para não
utilizá-la na geração de
negócios, além da ausência
de estrutura em suas
empresas. Segundo pesquisa
realizada recentemente com
micro e pequenas empresas
paulistanas, 70% delas ainda
não fazem nenhum tipo de
divulgação on-line dos seus
produtos, bem como não fazem
compras ou vendas on-line.
Para aquelas que utilizam o
meio digital para fazer
negócios, esse canal já
representa, em média, 30% do
seu faturamento e, em alguns
casos, a internet pode levar
até 80% do tráfego de
clientes para sua loja
física.
Esses números demonstram que
há ainda um longo caminho a
ser percorrido pelos
microempresários, mas já é
possível observar bons
exemplos.
As empresas que saíram na
frente e aprenderam a
utilizar a divulgação na Web
perceberam que isso é algo
viável e têm colhido bons
frutos. Quem está fazendo
sua “lição de casa” já
figura nas primeiras páginas
do principal site de buscas
da internet, dentro da sua
categoria de produtos.
Normalmente me questionam se
é possível as pequenas
empresas competirem de igual
para igual com as grandes na
internet. Na verdade, com a
internet, a pequena empresa
pode até se sobressair, pois
mesmo com menor
investimento, mas desde que
implantando as ações
corretamente, ela será
encontrada por aqueles que
estiverem buscando o seu
produto e isso é o que mais
importa. No caso das MPE’s
não é recomendável fazer uma
divulgação para quem não é o
seu público ou não tem
interesse no que ela vende.
E, normalmente, quando
fazemos mídia de massa, é
isso que ocorre.
Na web é possível executar
ações segmentadas e pagar
com base em resultados, como
ocorre com os links
patrocinados, por exemplo.
Isso faz com que os custos
sejam menores, pois só se
paga quando seu anúncio
recebe um clique. Além
disso, há ações que podem
ser implantadas de forma
mais rápida do que no mundo
físico, como o envio de mala
direta versus uma campanha
de email marketing. Esta
última pode trazer melhores
resultados, com menor
investimento do que a
primeira opção, desde que
feita de forma adequada.
A união de dois fatores como
atendimento a nichos
específicos de mercado e
investimento em divulgação
segmentada, já fazem com que
as MPE’s possam competir de
forma muito interessante na
web. Não quer dizer
necessariamente que elas
“roubarão” mercado das
grandes redes, mas sim, que
hoje elas podem figurar
entre as opções de compra do
consumidor.
Um exemplo disso é o caso de
alguém que busca acessórios
para instalar uma TV de
plasma em sua casa. Numa
pesquisa na web, com
certeza, serão encontradas
opções de lojas diferentes
das marcas já conhecidas.
Muito provavelmente o
consumidor vai se deparar
com quem é especializado no
assunto. O mesmo pode
ocorrer quando se busca por
fabricantes de móveis
infanto-juvenis em
determinada cidade do sul do
país.
Isso demonstra que produtos
ou locais mais específicos
podem ser atendidos por
determinadas empresas
especializadas, ou
regionais, e não unicamente
pelas grandes redes, e é aí
que está o “pulo do gato”.
Sandra Turchi é graduada
pela FEA-USP, pós-graduada
pela FGV-EAESP e MBA pela
Business School São Paulo
com especialização pela
Toronto University e em
empreendedorismo pelo Babson
College em Boston. É
superintendente de Marketing
da Associação Comercial de
São Paulo (ACSP) instituição
que administra o SCPC
(Serviço Central de Proteção
ao Crédito). Site:
www.sandraturchi.com.br -
Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi

