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Como Criar Profissionais Medíocres

Por Paulo Angelim

11/08/2003


Tenho certeza que, nos casos não patológicos ou psíquicos, os pais realmente erram na educação dos filhos por ignorância, não por negligência. Pois, se sua intenção deliberada for transformar seus filhos em bundões corporativos, aqui vão algumas dicas de atitudes e comportamentos extremamente eficientes. Se não for essa a intenção, basta fazer o contrário. Note que as lições abaixo foram extraídas de várias entrevistas e situações vividas com executivos e funcionários em “fraldários corporativos”, também chamados de sala de reunião da diretoria.

1) Sempre que uma criança bater no seu filho, ensine-o que, ao invés de pedir que a “tia” tome alguma providência, o melhor é a revanche, ou seja, bater de volta. Assim, sempre que o chefe partir para cima, você já terá aprendido como aplicar uma rasteira e uma “cruzeta” no pescoço;

2) Faça ameaças do tipo “se não comer vai para o médico”, ou “cuidado, se cair vai para o hospital”, ou ainda “se não escovar os dentes vai para o dentista”. Isso criará nele tanto ódio aos profissionais da área, que o transformará em um especialista em auto-medicação. Sem contar que com esse aprendizado ele também detestará a idéia de solicitar a consultoria de algum especialista;

3) Um remédio para a auto-estima da criança: sempre que seu filho tentar lhe “ajudar” em algo, carregando as compras do mercado, lavando louças, ou consertando algo, por exemplo, diga a ele que “pare de atrapalhar... o papai (a mamãe) está tentando fazer direito e você ainda não sabe como se faz”. Sinceramente, nunca vi uma técnica mais eficiente para inibir a vontade do profissional de aprender coisas novas. E isso é ótimo, pois a empresa não corre o risco de ter alguém “inventando” a toda hora.

4) Essa é excepcional. Dê a ele sempre essa lição de moral: “se não estudar, vai trabalhar”. Isso irá construir a idéia de que trabalho “não” é castigo, como também o fará “amar” o estudo (e não há nenhum problema nisso, afinal, depois que a gente se forma não precisa mais estudar, mesmo...);

5) Escolha uma escola que coloque as crianças levadas de castigo na biblioteca, LENDO. Afinal, ler é um excelente castigo. E outra: quem precisa de leitura?;

6) Sempre que possível, diga aos seus filhos que dinheiro é coisa suja. Assim, quando adultos, eles não vão correr o risco de ter que ficar lidando com ele;

7) Quando o filho estiver no seu escritório (na empresa, ou em casa), jamais o deixe brincar nesse ambiente. Diga firmemente: “filho, isso aqui é local de trabalho, não é local de brincadeira”. Isso será excelente, pois o garotão se transformará em um profissional sério, avesso a esses ambientes descontraídos que alguns têm tentado transformar as organizações. Afinal, quem consegue produzir em ambiente descontraído?;

8) Finalmente, se ele escolher um outro caminho de volta do colégio para casa, não deixe passar em branco. Sempre diga que é mais seguro seguir os mesmos caminhos. Nada de ficar inventando ou descobrindo coisas novas. Afinal, na empresa, ele precisará seguir regras. E são os mais obedientes que mais ascendem na escada do chefe;

Não posso garantir que todas as dicas irão funcionar com seus filhos. Mas asseguro que os profissionais que entrevistei, e que passaram por essas “experiências educativas” em sua infância e adolescência, inegavelmente se transformaram nos mais célebres espécimes da raça dos medíocres. Bem, agora é com você.

Paulo Angelim - Consultor de Marketing

 

Manter os clientes é uma missão que poucas empresas conseguem realizar, principalmente quando estes são atendidos de qualquer forma, sem qualidade ou mesmo com a importância que cada consumidor deve receber.
Muitas organizações aderem aos programas (softwares) de CRM e nem sabem como utilizá-lo, ou mesmo sua verdadeira função, então culpam sempre as máquinas e seus respectivos programas pela perda de clientes ao longo do tempo.
Mas como se sabe a máquina, computador, só fará aquilo que for solicitado, só poderá trabalhar com informações que forem inseridas e que necessitam sempre de uma pessoa para colocar os dados em sua memória, mesmo assim é possível notar que muitas vezes o CRM é apenas mais um banco de dados da organização.
Levando em conta que muitas empresas deixam o cliente partir para a concorrência porque não sabem lidar com eles, é bem provável que você perceba todo o esforço para obter novos consumidores, mas que o mesmo não é feito com o cliente já existente.
Só que não há necessidade da empresa manter todos os clientes que conquista, a não ser que ela adore os consumidores que falam mal dos produtos, que utilizam os mesmos produtos de forma errada e que a culpa é sempre da empresa.
A relação entre o cliente e a empresa pode ser muito mais íntima quando o relacionamento interno atinge um nível de excelência, e que algumas organizações ainda não entendem os motivos pelos quais seus colaboradores são seus primeiros clientes.
Com o aumento da concorrência também é fácil notar que as organizações que melhor atendem seus consumidores são as que conseguem manter uma base fiel, investindo no prolongamento da relação e atendendo cada vez melhor seus consumidores, para evitar que os concorrentes entrem em seu território.
Mas todos os esforços destas empresas tem como premissa a percepção do consumidor, toda a sua cadeia de valor tem um foco bem definido e a organização trabalha em conjunto.
O que também pode atrapalhar a manutenção dos consumidores é a falta de conhecimento de que cada colaborador é responsável pela percepção do cliente, e que um simples gesto pode fazer com que este cliente mude para o concorrente, e você sabe que se for mal atendido por qualquer pessoa de um ponto de venda tende a não voltar ali.
Então as organizações iniciam todo o percurso novamente, prospectar clientes, fazer com que a percepção destes clientes esteja voltada realmente para aquilo que os produtos ou serviços oferecem de vantagens sobre a concorrência e com um bom trabalho no relacionamento.
Na verdade o relacionamento tem um início no momento em que o cliente entra em uma loja, faz contato com um vendedor, ou é atendido por outra pessoa da empresa, e que esta relação não é apenas no momento em que o cliente adquire um produto ou serviço, mas está mais ligado ao lado humano da organização, e que algumas vezes faz toda a diferença, mesmo sem a aquisição de algum produto, algo que muitas empresas encaram de forma errada e acabam perdendo muitos clientes com o passar do tempo.
Relacionamentos com consumidores não possuem início, meio e fim, mas possuem um início que, se desastroso causa seu fim, então é necessário que a organização tenha uma cultura onde o ser humano seja atendido corretamente, com respeito, ética e atenção.