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Como é Difícil Mudar

Por Evaldo Costa

10/11/2010

 


Você também admite que mudar de atitude é algo bem difícil? Se pensa que não ou ainda não parou para analisar o assunto, lhe convido a pegar uma folha de papel em branco e começar a listar os comportamentos que você um dia pensou em mudar, mas que ainda permanecem em você, como se nenhuma tentativa fosse experimentada.
Para mudar, é preciso crer que agir de forma diferente poderá gerar resultados melhores. É necessário estar aberto para ver os fatos por um prisma diferente, tem que ser capaz de "enxergar colorido", o que antes só podia ser visto em preto e banco. Em síntese, é necessário ser inovador.
Fácil? Nem tanto. Escrevo este artigo logo após um dia de atividades no exterior, com empresas e pessoas que experimentaram a mudança e tem bons exemplos a dar. O primeiro ensinamento vem da Apple, que aos poucos vem desafiando o mundo a mudar o hábito de lidar com a informática, no que concerne a leitura, edição de textos, exposições de slides entre outros aplicativos.
Boa parte das pessoas, atualmente, acessa o computador e a internet ainda que esporadicamente. Naturalmente, a grande maioria delas acostumaram a usar os produtos Microsoft, a exemplo, do Windows. Daí, utilizar um IPad do concorrente para acessar a internet, editar textos, planilhas e fazer apresentações pode parecer impraticável a um usuário incipiente da nova tecnologia.
Confesso que, também foi preciso um pouco de persistência e coragem para decidir por um IPad e abandonar a ideia de comprar um notebook. Claro que não contar com a mesma lógica de arquivamento de documentos do Windows e outros recursos da Microsoft incomoda muito. No começo, parecia mesmo que não iria dar para escrever meus artigos e manter, agora eletronicamente, o hábito da leitura.
Afinal de contas, ler jornal sem sujar as mãos, livros sem sentir o cheiro ou a textura do mesmo, pode parecer desconfortável. E é, mas com o tempo percebemos que há outras vantagens que não devem ser subestimadas. O produto IPad é uma realidade, e mais cedo ou mais tarde, vai sim canibalizar o mercado de notebooks. Aos céticos, é esperar para comprovar.
Mas, afinal de contas, o que isso significa? Que alguém resolveu pensar diferente e desafiar um modelo que parecia perfeito e imutável.

Exemplo análogo vem da comunicação. Muita gente pensa que a TV, os jornais, revistas, rádios e outdoors são as únicas formas de promover com sucesso produtos e serviços.
Empresas, como a Ford americana, vêm desafiando este modelo e apostando de forma organizada e inteligente nas mídias sociais. No primeiro momento, muitos especialistas criticaram o projeto da fabricante norte-americana, mas agora, diante dos sólidos resultados, muita gente tem sido forçada a rever seus conceitos de marketing digital.
Esses são apenas exemplos que servem para evidenciar um conceito muito antigo, porém esquecido por muitos: "tudo muda se você mudar!".
Pense nisso e ótima semana,


Evaldo Costa é Escritor, Consultor, Conferencista e Professor. Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”

 

Manter os clientes é uma missão que poucas empresas conseguem realizar, principalmente quando estes são atendidos de qualquer forma, sem qualidade ou mesmo com a importância que cada consumidor deve receber.
Muitas organizações aderem aos programas (softwares) de CRM e nem sabem como utilizá-lo, ou mesmo sua verdadeira função, então culpam sempre as máquinas e seus respectivos programas pela perda de clientes ao longo do tempo.
Mas como se sabe a máquina, computador, só fará aquilo que for solicitado, só poderá trabalhar com informações que forem inseridas e que necessitam sempre de uma pessoa para colocar os dados em sua memória, mesmo assim é possível notar que muitas vezes o CRM é apenas mais um banco de dados da organização.
Levando em conta que muitas empresas deixam o cliente partir para a concorrência porque não sabem lidar com eles, é bem provável que você perceba todo o esforço para obter novos consumidores, mas que o mesmo não é feito com o cliente já existente.
Só que não há necessidade da empresa manter todos os clientes que conquista, a não ser que ela adore os consumidores que falam mal dos produtos, que utilizam os mesmos produtos de forma errada e que a culpa é sempre da empresa.
A relação entre o cliente e a empresa pode ser muito mais íntima quando o relacionamento interno atinge um nível de excelência, e que algumas organizações ainda não entendem os motivos pelos quais seus colaboradores são seus primeiros clientes.
Com o aumento da concorrência também é fácil notar que as organizações que melhor atendem seus consumidores são as que conseguem manter uma base fiel, investindo no prolongamento da relação e atendendo cada vez melhor seus consumidores, para evitar que os concorrentes entrem em seu território.
Mas todos os esforços destas empresas tem como premissa a percepção do consumidor, toda a sua cadeia de valor tem um foco bem definido e a organização trabalha em conjunto.
O que também pode atrapalhar a manutenção dos consumidores é a falta de conhecimento de que cada colaborador é responsável pela percepção do cliente, e que um simples gesto pode fazer com que este cliente mude para o concorrente, e você sabe que se for mal atendido por qualquer pessoa de um ponto de venda tende a não voltar ali.
Então as organizações iniciam todo o percurso novamente, prospectar clientes, fazer com que a percepção destes clientes esteja voltada realmente para aquilo que os produtos ou serviços oferecem de vantagens sobre a concorrência e com um bom trabalho no relacionamento.
Na verdade o relacionamento tem um início no momento em que o cliente entra em uma loja, faz contato com um vendedor, ou é atendido por outra pessoa da empresa, e que esta relação não é apenas no momento em que o cliente adquire um produto ou serviço, mas está mais ligado ao lado humano da organização, e que algumas vezes faz toda a diferença, mesmo sem a aquisição de algum produto, algo que muitas empresas encaram de forma errada e acabam perdendo muitos clientes com o passar do tempo.
Relacionamentos com consumidores não possuem início, meio e fim, mas possuem um início que, se desastroso causa seu fim, então é necessário que a organização tenha uma cultura onde o ser humano seja atendido corretamente, com respeito, ética e atenção.