Comunicação em Marketing
Por Rafael Mauricio Menshhein
12/12/2006
Desde o primeiro instante de planejamento, a
presença da Comunicação se faz presente, traz
consigo a obrigação de passar aos demais o que já
foi definido, mas comunicar não é simplesmente
passar uma Informação, todos sabem, ou deveriam
saber, que a Comunicação existe quando ambos os
lados conseguem entender-se, dentro de um nível
aceitável e que possibilite a execução de um
projeto.
Comunicar é expor uma idéia, um planejamento, um
sentimento etc., dessa forma, em todos os dias está
presente, desde o momento em que acorda-se até
voltar a dormir, mas ainda assim há a Comunicação
interna, os sonhos, então é possível que ela esteja
sempre presente em nossa vida, seja tão importante
quanto respirar e traga benefícios ao ser humano.
A Comunicação só é possível porque há um órgão
emissor, um receptor, um “transporte” para o que
fôra emitido, uma mensagem a ser enviada e um
retorno ou resposta.
Os componentes da Comunicação são:
- O emissor:
para comunicar algo é necessário que alguém seja
o início deste processo, é assim que iniciam-se
conversas, aprendizados, ensinamentos etc.;
- O receptor:
este é o ponto necessário para que a Comunicação
faça sentido, ter alguém do outro lado que
receba a mensagem;
- A mensagem:
o que será informado, passado, dito, é
fundamental que a mensagem seja clara, simples e
objetiva, de fácil compreensão, pois deve
existir a Comunicação em si por meio da mensagem
e não a sua ausência;
- O canal de
propagação: aqui selecionam-se os
caminhos para divulgar o que a mensagem traz,
pode ser pessoal, por rádio, tv, Internet etc.;
- O meio de
Comunicação: pode ser feita por tv,
rádio, Internet, carta, pessoalmente etc.;
- O feedback:
não há como comunicar sem resposta, o feedback
irá deixar em aberto a possibilidade de sanar
possíveis diferenças de compreensão, pontos que
não estão bem claros para o receptor e os
efeitos que podem causar, como por exemplo a não
compreensão total de uma mensagem ou a ignorá-la
por ter um conteúdo não condizente com o que se
pretende comunicar;
- O ambiente:
sempre deve-se estar atento ao ambiente, cada um
deles requer um método de Comunicação, para que
a sua função principal seja cumprida e traga
resultados positivos, não deve-se deixar para
descobrir depois de comunicado que as pessoas
daquele ambiente não puderam compreender o que
havia na mensagem, seu grau de atenção não foi o
suficiente porque haviam ruídos que interferiram
no processo e o que foi captado não era de
interesse geral.
Atualmente a tecnologia colabora, mais
visivelmente, para que todo o processo seja
facilitado, mas não garante seu sucesso perante o
público-alvo, especialmente quando uma das etapas
foi pulada porquê “não era necessária”.
Sempre há de se lembrar de que cada passo dado
resultará em uma Comunicação mais eficiente, trará
um resultado melhor, assim como antes de correr é
necessário saber andar, para saber comunicar é
necessário conhecer o processo por completo, mesmo
que sua compreensão possa ser diferente da sua, por
isso é que o processo de comunicar traz surpresas e
deve ser feito principalmente com o feedback, para
que tudo melhore continuamente e torne-se mais
agradável ao consumidor.
Quanto mais um profissional de Marketing puder
“falar a língua” de seu consumidor, mais próximo do
sucesso estará, sem esquecer de que o feedback é o
ponto de união entre o consumidor e a empresa,
independentemente da sua positividade ou
negatividade, pois sempre há o que melhorar.
Também deve-se segmentar a Comunicação, o produto
não está disponível para todos, não é objeto de
desejo de todos os consumidores, por isso deve
chamar a atenção da pessoa certa, na hora certa e da
forma certa, facilitando todo o processo de troca
existente entre a organização e o público-alvo.
No mínimo podemos dizer que o este título é antagônico!
- Sim, ele o é!
Então vamos começar pelos emblemáticos. Um dos grandes líderes mundiais é Jesus
Cristo. Mas para se tornar líder, foi preciso perder o que nós mais gostamos de
ter, a vida. Sua morte é o motivo de sua veneração. A abnegação à missão que lhe
foi dada e que incontestavelmente ele cumpriu o fez se tornar o maior símbolo de
amor ao próximo revolucionando todas as crenças em nossa história.
Mahatma Gandhi abdicou de sua formação em direito para lutar pela independência
de seu povo. Ora, um advogado formado na tradicional e respeitada escola
britânica com certeza teria trabalho garantido em qualquer lugar do mundo. Mas o
líder gastou todas as suas energias, até também, perder a vida, para dar ao seu
povo a liberdade. Além disso, soube ceder, uma parte da Índia para que fosse
formado um estado mulçumano, hoje o Paquistão, e assim a guerra civil naquele
estado tivesse fim sendo a Índia hoje uma das mais expansivas economias
mundiais.
Henry Ford um dos maiores símbolos do capitalismo mundial e criador da linha de
montagem foi ousado e “abusado” ao declarar que:
“Você pode ter o carro da cor que quiser, contanto que ele seja preto”. Lógico
que isto é algo que hoje é totalmente fora de cogitação e que, mesmo em sua
época foi a deixa para que seus concorrentes o tomassem a liderança no mercado.
No entanto, naquele momento ele tinha um objetivo especifico e muito bem
definido, qual acredito, não era se tornar líder e sim rentável. Conseguiu.
Perdeu a hegemonia, mas a Ford existe até hoje, não é líder, mas deixou um
enorme legado.
Sun Tzu, conhecido pela excelência estratégica
na arte da guerra que hoje é trazida as nossas mesas de negociações e
planejamento, dizia: “Dê ao seu adversário a esperança de ganhar a batalha”.
Mais uma vez um líder falando, ao seu modo, de doar. Sun Tzu, qual pessoalmente
admiro, por gostar de artes marciais, era um calculista. Ele sabia muito bem
que, quando ganhamos algo, nos tornamos mais abertos e suscetíveis. É aí que o
líder ganha, quando sua equipe está aberta, e ela assim como uma flor ao sol, só
se abre se o vê aberto também.
Somos detentores. Tomamos posse de quase tudo em nossa volta. O que mais
diferencia as pessoas citadas acima, e muitas outras, é o poder da entrega. E o
que é a entrega? - É esse negócio que nós chamamos de perder. Estas pessoas
vencerem, porque não encararam o que fizeram como perda e sim como entrega.
Estamos cheios de “meus, meus, meus”. O ter traz puder e então não queremos
abrir mão das coisas, não queremos nos sentir derrotado.
O pior é quando esta posse não nos pertence, nem de fato nem de direito. Você
conhece pessoas assim, até brincamos com elas: “minha cadeira, minha mesa, meu
armário, minha equipe, etc.” aí dizemos: “puxa... já comprou a empresa”.
No entanto, todos nós temos um pouco ou muito disso. Não vamos escapar disso,
nenhum de nós conseguirá escapar, podemos ceder no trabalho, mas queremos ganhar
sempre em casa, cedemos em casa e queremos ser absolutos no trabalho. Enfim,
perder é duro. Ganhar sempre, sempre é bom.
Até os emblemáticos fizeram isso: - “Ninguém vai
ao pai se não por mim” – Jesus Cristo disse isso. E o pai que ele fala é
o dele. Isso mesmo, o pai dele. Mas ele pode, aliás, ele pode muito. Gandhi no
alto de sua sabedoria e humildade proferiu: "Creio poder afirmar, sem arrogância
e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo". Ford dispensa comentários, afinal todos eram
pretos. E nosso grande guerreiro Sun Tzu: “a
guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da
morte, é o caminho para a sobrevivência ou a perda do Império: é preciso
manejá-la bem”.
Quando nos tornamos pais uma das mais árduas
missões é ensinar nossos filhos a perderem. Temos uma frase, que efeito, muitas
vezes, causa nenhum: “O importante é competir.”- Sério? - E porque você gritava
tanto na arquibancada? – “vai filho, vai filho, força, vamos ganhar...” - E
porque gingava tanto o juiz, o que a pobre mãe dele nos fez para ser tão
insultada?
Não somos feitos de derrota. Perder não é
agradável. Mas ceder não pode significar perder. Ceder é tão duro, tão penoso,
que quando não podemos fazer isso, nos desculpamos. Meu avô me ensinou: -“Quando
não puder dá uma esmola, então pessa perdão.” E isso se perpetua.
E quando de fato não podemos doar? Simples:
quando nos fará falta ou quando não temos! A palavra “doar” é tão perto da “dor”
que somente um “a” as diferenciam. Talvez, Freud explica, nosso inconsciente
pense assim.
Como algo que não me pertence pode me fazer
falta? Se ainda não tenho e é difícil conseguir, porque não me aliar para ter o
que preciso? Aliar significa repartir, dividir. Poucas vezes estamos dispostos a
isso. Pois isso é ceder, é deixar um pedaço para alguém, um pedaço que poderia
ser meu, então eu o perdi.
Esse modelo mental além de perigoso é pobre.
Acreditem nisso. São Francisco de Assis, um dos mais benevolentes da nossa
história, é enfático em dizer: “É dando que se recebe...” Não cabe aqui,
discutirmos preferência religiosa, mas refletir sobre filosofia de vida;
“compreender que ser compreendido / é perdoando que se é perdoado...” Isso é
ceder para receber. Só posso esperar ganhar algo quando dou algo.
Somos tão egoístas que nem para nós mesmos nos
doamos. Qual a última vez que você se deu tempo e contemplou um pôr de sol? Ou
se inscreveu num curso sobre algo que ainda não conhece a fundo? Qual o último
amigo que você visitou? A última vez que andou descalço? Você seria capaz de
ainda responder as tarefas de seu filho que está na quinta série?
Vivemos num absolutismo onde o certo é sempre
acertar e de preferência que o tiro tenha sido o meu!
Não ter, não possuir, não deter é tão cruel que
nos faz marginal. Você perde quando seu vizinho troca o carro e você ainda não.
Você perde quando seu colega é promovido e você ainda não. Você perde quando sua
irmã mais nova se casa e você ainda não. Você sofre quando o time adversário
ganha e o seu ainda, ainda, ainda não, se ele cair pior ainda.
Se doar fosse fácil, não haveria tantas
campanhas de doação de órgãos mesmo sendo sabedores que seus “donos” não mais
poderão usá-los, mesmo assim doamos pouco. Isso nada mais é que o sofrível
sentimento de perda.
Como líderes temos que saber que, se doar à
equipe não é realizar suas tarefas, mas conduzi-las de forma que todos ganhem. A
equipe será vencedora quando você o for. Você será vencedor quando sua doação
for favorável ao que precisa ser feito. Você pode doar seu tempo, conhecimento,
atitude, suor, empatia, calor, amor, suas mãos e mente. Você pode substituir
aquele que, gripado faltou. Você pode aprender o serviço do outro setor. Você
pode vencer, se tiver em si a permissão de doar, de aprender.
Doar conhecimento é a coisa mais rápida e fácil
do mundo. A equipe pode falar sua língua, “rezar o seu credo”, erguer sua
bandeira, ser servidora, leal e disposta, mas para isso você precisa se doar a
ela. Seja aberto, divida, dê a eles um pouco de você. Não o que eles já possuem
como sua gratuita aparência ou os bens que ostentas pelo alto salário que recebe
ou as suas condecorações de chefe. Mas, pelo seu “eu”. Como fizestes? Qual a sua
história? Onde estudou e o que aprendeu? O que pode ensinar? Pronto, você está
doando e vencerá.
Ser um campeão mesmo doando é fácil. Difícil é
ter que ficar com LER de tanto dar autógrafos em sua autobiografia.
GLAUBERTO LOURENÇO
Com 19 anos de atuação no mercado. Iniciou suas atividades no mercado
financeiro, como Operador de Crédito. Atuou em empresas como: Banco Real, Banco
ABN AMRO (Aymoré Financiamentos), Decagi Auto-Socorro, DCG Rent a Car, Domínio
Treinamentos- S.O.S Educação Profissional, atualmente está a frente da área
comercial da Softium Informática e atua como consultor de Marketing para a BIT
Company – Fortaleza. Frequentemente ministra palestras de Marketing Pessoal,
Empregabilidade e facilita cursos de Atendimento e Vendas. Gerente comercial e
marketing de carreira, aredita que toda estratégia deve ser voltada aquele que
produz e consume: O Homem.