Consciência Ambiental em Marketing
Por Rafael Mauricio Menshhein
14/03/2007
Dentro do Marketing existem conceitos que estão intimamente ligados, que seu
equilíbrio permite o sucesso de uma organização no mercado e dá ao consumidor a
oportunidade de perceber claramente o Valor do produto ou serviço.
Da mesma forma em que os 4 P´s são para a empresa seu composto mercadológico,
agora anexando-se um quinto P, de pessoas, pode-se dizer que os 4 C´s podem usar
um conceito similar para introduzir um novo C.
Com o conhecimento cada vez maior dos consumidores, a percepção das ações das
organizações estão mais visíveis, e com o aumento da preocupação com o meio
ambiente há uma busca por adquirir produtos ou serviços ecologicamente corretos.
Diante de vários fatores que levam empresas a buscar produzir de forma a poluir
menos, acaba por destacar-se a consciência ambiental, como um novo C ligado ao
consumidor.
Esta consciência, ainda em crescimento, pode ser interpretada como o desejo das
pessoas em não fazer parte de algo que acabe por destruir o ambiente a sua
volta, é uma necessidade de viver em um local por um período de tempo
indeterminado.
Atualmente procuram-se produtos combustíveis para substituir o petróleo, como:
- O álcool;
- Eletricidade;
- Energia solar;
- O próprio ar.
Com esta
preocupação por poluir menos, a consciência acaba tornando-se parte vital para
que as organizações permaneçam atuando no mercado, a exigência focada neste
quesito é muito maior hoje e tende a crescer intensamente.
Enquanto várias organizações ainda não preocupam-se com este ponto, pode-se
perceber o direcionamento de inúmeras empresas em busca de soluções que
proporcionem ao consumidor a percepção real dos cuidados das organizações,
apontando soluções como:
- Reciclagem: todos os produtos passam a ser produzidos com o
intuito de reaproveitamento de peças e componentes, percebido e usado há
mais tempo com o papel;
- Produtos naturais: produtos químicos acabam substituídos por outros de
mesmo uso, coletados em plantas e que retornam à natureza sem causar danos.
A vantagem de
reconhecer essa consciência como um novo C é compreender que o consumidor
definirá qual empresa permanecerá no mercado, com todos os atributos de seus
produtos voltados para um mercado verde, ou seja, ambientalmente correto.
Essa consciência ambiental deve ser incorporada por todos os colaboradores da
organização, especialmente porque os stake holders dependem diretamente do
sucesso de uma empresa no mercado.
Falar de mudança dentro de algumas organizações
é um hábito já implantado na cultura
organizacional, com uma percepção de que
adquirir conhecimento permite dar novos passos,
buscar novas soluções e produtos realmente
diferenciados da concorrência.
Mas a mudança é vista por muitos como um terreno
desconhecido, talvez porque falte uma pesquisa
sobre o assunto em questão, talvez por
imaginarem que mudar não é necessário.
É fato que as pessoas tendem a resistir um pouco
a qualquer mudança, seja na sua vida, em sua
própria casa ou na empresa, e não são todas as
mudanças que podem ser traumáticas, mas a forma
como serão implantadas é que faz com que cada um
tenha uma reação em defender o ambiente como
está.
Também é interessante perceber que se alguém
tende a impor uma mudança ela não será bem
aceita, não pela mudança em si, mas é necessário
ter um planejamento para implantar uma mudança
na organização, para que as pessoas se acostumem
com a idéia, que recebam todas as informações
necessárias sobre as alterações e que participem
realmente do processo.
Então é possível reduzir o impacto de uma
mudança, que em certas empresas é uma forma de
se esquecer das pessoas, mas que em outras é a
mudança que dará mais valor a cada um dos
talentos humanos.
Talvez a maior resistência das pessoas esteja
ligada diretamente à sua maneira de lidar com
tudo, é bem provável que a organização esteja,
para muitas pessoas, muito distante da mudança,
mas é possível unir as duas coisas, ter
organização pode levar a encontrar mais
facilmente o que se procura, e também não há uma
necessidade de mudar tudo a todo momento, mas em
um processo gradual.
Você pode iniciar uma mudança leve em sua
própria casa, como mudar o local de leitura
diário, o que poderá tornar-se um hábito, pois
há dias em que é necessário observar um mesmo
assunto de outro ângulo.
Só não há uma necessidade de mudar de forma
radical tudo o que vê pela frente,
principalmente porque antes de correr todos
tiveram que aprender a se equilibrar e andar, o
que demonstra o planejamento que o corpo exige
para se adaptar às novas situações, e também
funciona assim com a mente, pois uma leve
mudança no início faz com que as pessoas achem
que estão esquecendo.
Mas se mudar algo do ambiente que o cerca for
difícil, é evidente que a mudança deve ser na
própria pessoa, e que pode ser mais fácil de
controlar, pois você tem total controle sobre a
forma de pensar, agir e ganhará mais
conhecimento sobre si.
Só que dentro das organizações o tempo parece
estar contra todos, e é porque uma pessoa que
não sabe planejar acaba passando para as outras
algo que não entende.
Diariamente é possível ver inúmeros exemplos
onde a falta do planejamento traz perdas grandes
para as pessoas e para a organização, como
reflexo do que é deixado de lado, ou seja,
pensar e pesquisar sobre o que será importante
para a organização.
A mudança tem como objetivo trazer a melhoria
das pessoas, das organizações e deve ser parte
da cultura da empresa, sem que esta cultura
prejudique o funcionamento e desempenho da
organização, pois tudo o que é feito dentro de
uma empresa é iniciado com o planejamento, que é
baseado no conhecimento sobre um objeto, uma
ação e todas as variáveis que estão conectadas.
Mudar não é apenas trocar algo de lugar, é
melhorar seu conhecimento, aprender novas
técnicas, compartilhar um conhecimento e ter
dentro de si o desejo de estar sempre fazendo o
seu melhor no momento presente, para que no
futuro não hajam dificuldades.