O Constante Desafio de Trabalhar
com Coerência a Identidade da Marca
Por: Dalmir Sant'Anna
23/01/2009
Quando se fala em refrigerante, iogurte ou cerveja, qual a marca mais lembrada?
Quando se fala em hotel, restaurante, escola de idiomas, rede varejista, qual o
local mais lembrado por você? Neste momento, qual é a marca de automóvel que
você está lembrando? O primeiro fator de impacto de uma marca forte é a
possibilidade da empresa obter maior rentabilidade. Para inúmeras organizações,
a marca equivale (e em alguns casos excede) aos ativos de inúmeras redes de
lojas, fábricas e sistemas de distribuição. Isso explica o motivo pelo qual o
valor das 100 marcas mais poderosas do mundo saltou 33% entre 2007 e 2008 e
atingiu o resultado de US$ 1,9 trilhão.
A marca é a imagem presente na mente de um consumidor potencial sobre
determinado produto ou serviço e sua fidelidade é intangível, sendo um nome,
termo, símbolo, ícone, design gráfico ou qualquer outra característica que
identifique o bem ou serviço de uma empresa como distinto dos bens e serviços de
outra organização. Outro fator relevante é que uma marca oferece aos seus
clientes a oportunidade de ajudá-los a interpretar e processar informações sobre
novos produtos e os já existentes.
Por que uma pessoa opta por uma marca e não por outra? – Ao adquirir um produto
que não oferece assistência técnica, o consumidor pode receber as melhores
referências, mas ficará em situação duvidosa no momento de fechar o negócio com
o profissional de vendas. Alguns profissionais prometem que o produto fará
determinada função, mas é relevante lembrar que o desafio é trabalhar de acordo
com a identidade da marca. A conscientização de uma marca refere-se à presença
desta marca na mente dos consumidores, sendo avaliada de acordo com as
diferentes formas como os consumidores lembram da marca, variando desde o
reconhecimento, passando pela recordação (recall), chegando ao top of mind (a
primeira ser lembrada) e à marca dominante (a única marca a ser lembrada). Uma
excelente estratégia de estabelecimento de marca é importante, porque contribui
com os profissionais de marketing e gestores de negócios a desenvolverem e
manterem uma imagem positiva entre os consumidores potenciais (clientes). Uma
pessoa pode optar por uma marca e não por outra em decorrência do posicionamento
do público-alvo, pois em algumas situações a equação de valor precisa fazer
sentido com o perfil que se desejar atuar.
A marca como um dos ativos intangíveis da empresa – Prometer é muito fácil se o
consumidor não encontrar neste mercado globalizado, outras opções e alternativas
variadas de compras. Não basta ter um ponto-de-venda bem localizado, com um
ambiente aconchegante e iluminado, repleto de serviços diferenciados e excelente
estratégia comercial se somente há promessas. Construir uma marca eficaz é uma
árdua tarefa, sendo um dos ativos intangíveis (riquezas invisíveis que cada
empresa possui e responsáveis pela geração de valor) de uma organização,
exigindo mensagem transparente e que seja difundida por todas as áreas da
empresa e ainda, esteja presente nos processos de pré-venda, venda e pós-venda.
A elaboração da personalidade da marca pode contribuir positivamente com os
profissionais de marketing e gestores de negócio, enriquecendo sua compreensão
das percepções e atitudes das pessoas em relação à marca e contribuindo para uma
identidade diferenciadora, além de orientar os esforços de comunicação.
Relevante destacar que a marca de uma organização seja a mesma, tanto para os
colaboradores como para os consumidores e implica estar coerente a missão, visão
e valores, criando condições e atributos que sejam perceptíveis em qualquer
lugar do mundo.
Solicitando as pessoas que descrevam a personalidade de uma marca, é possível
identificar os sentimentos em usar determinado produto, bem como os
relacionamentos demonstrados com a utilização de determinado serviço. Uma marca
forte traz consigo a possibilidade de ampliação do mercado, gerando maior
fidelização dos clientes atuais e segurança no consumo. Em outra perspectiva,
analise se a empresa onde você trabalha realizar uma pesquisa para apurar o
colaborador mais comprometido e apaixonado pelo que faz, seu nome (marca) estará
entre os mais lembrados?
Dalmir Sant’Anna – Palestrante Mágico®, autor do livro "Menos pode ser Mais"
(editora Odorizzi), pós-graduado em Gestão de Pessoas, bacharel em Comunicação
Social e mágico profissional. Visite o site: www.dalmir.com.br.
Falar de mudança dentro de algumas organizações
é um hábito já implantado na cultura
organizacional, com uma percepção de que
adquirir conhecimento permite dar novos passos,
buscar novas soluções e produtos realmente
diferenciados da concorrência.
Mas a mudança é vista por muitos como um terreno
desconhecido, talvez porque falte uma pesquisa
sobre o assunto em questão, talvez por
imaginarem que mudar não é necessário.
É fato que as pessoas tendem a resistir um pouco
a qualquer mudança, seja na sua vida, em sua
própria casa ou na empresa, e não são todas as
mudanças que podem ser traumáticas, mas a forma
como serão implantadas é que faz com que cada um
tenha uma reação em defender o ambiente como
está.
Também é interessante perceber que se alguém
tende a impor uma mudança ela não será bem
aceita, não pela mudança em si, mas é necessário
ter um planejamento para implantar uma mudança
na organização, para que as pessoas se acostumem
com a idéia, que recebam todas as informações
necessárias sobre as alterações e que participem
realmente do processo.
Então é possível reduzir o impacto de uma
mudança, que em certas empresas é uma forma de
se esquecer das pessoas, mas que em outras é a
mudança que dará mais valor a cada um dos
talentos humanos.
Talvez a maior resistência das pessoas esteja
ligada diretamente à sua maneira de lidar com
tudo, é bem provável que a organização esteja,
para muitas pessoas, muito distante da mudança,
mas é possível unir as duas coisas, ter
organização pode levar a encontrar mais
facilmente o que se procura, e também não há uma
necessidade de mudar tudo a todo momento, mas em
um processo gradual.
Você pode iniciar uma mudança leve em sua
própria casa, como mudar o local de leitura
diário, o que poderá tornar-se um hábito, pois
há dias em que é necessário observar um mesmo
assunto de outro ângulo.
Só não há uma necessidade de mudar de forma
radical tudo o que vê pela frente,
principalmente porque antes de correr todos
tiveram que aprender a se equilibrar e andar, o
que demonstra o planejamento que o corpo exige
para se adaptar às novas situações, e também
funciona assim com a mente, pois uma leve
mudança no início faz com que as pessoas achem
que estão esquecendo.
Mas se mudar algo do ambiente que o cerca for
difícil, é evidente que a mudança deve ser na
própria pessoa, e que pode ser mais fácil de
controlar, pois você tem total controle sobre a
forma de pensar, agir e ganhará mais
conhecimento sobre si.
Só que dentro das organizações o tempo parece
estar contra todos, e é porque uma pessoa que
não sabe planejar acaba passando para as outras
algo que não entende.
Diariamente é possível ver inúmeros exemplos
onde a falta do planejamento traz perdas grandes
para as pessoas e para a organização, como
reflexo do que é deixado de lado, ou seja,
pensar e pesquisar sobre o que será importante
para a organização.
A mudança tem como objetivo trazer a melhoria
das pessoas, das organizações e deve ser parte
da cultura da empresa, sem que esta cultura
prejudique o funcionamento e desempenho da
organização, pois tudo o que é feito dentro de
uma empresa é iniciado com o planejamento, que é
baseado no conhecimento sobre um objeto, uma
ação e todas as variáveis que estão conectadas.
Mudar não é apenas trocar algo de lugar, é
melhorar seu conhecimento, aprender novas
técnicas, compartilhar um conhecimento e ter
dentro de si o desejo de estar sempre fazendo o
seu melhor no momento presente, para que no
futuro não hajam dificuldades.