É comum nos depararmos com
situações similares de
dificuldades e deficiências
operacionais no cotidiano
empresarial. Em bate-papos
com outros profissionais de
outras empresas, inclusive,
detectamos situações
idênticas onde o foco exato
na solução dos problemas,
por várias razões, acaba
deixado para segundo plano.
Isto gera uma série de
consequências que no final
justificam a existência de
muitos cargos e funções
dentro de uma organização,
além das centenas de
problemas já em estágios
avançados ou até mesmos
irreversíveis, o que muitas
vezes causam o encerramento
de algumas ações e políticas
internas, ou a
reestruturação de setores, e
em casos mais complexos, o
declínio total e definitivo
da organização.
Não é raro em vários
segmentos de mercado, em
empresas de diversos portes,
a contratação de um “médico
empresarial”, encarregado de
apresentar o diagnóstico
perfeito e a solução deste
no menor espaço de tempo. É
esta atividade a nossa
proposta de comentário neste
artigo: a consultoria
empresarial.
O consultor empresarial, em
sua essência, é bastante
valorizado, exatamente por
sua imparcialidade e por
atuar focado na resolução de
problemas que a empresa não
consegue solucionar. Na
maioria das vezes, as
organizações possuem em seu
quadro funcional
profissionais tão
competentes e capacitados
quanto os seus consultores,
mas por uma questão de
“miopia” decorrente do
cotidiano, se faz necessária
uma espécie de segunda
opinião.
Dentro desta prática de
consultoria, nos deparamos
com diversos perfis e
características da
atividade, mas a que
normalmente mais se encaixa
no real propósito do
exercício é a de contratação
de alguém externo à empresa,
com forte conhecimento
técnico teórico e prático,
por um período pré-acordado
em acordo de trabalho, com
prazos pré-estabelecidos, e
com o objetivo final de
reestruturação e/ou
reposicionamento. Resultados
são avaliados e as tarefas
devidamente revisadas.
No real sentido da prática
de consultoria, algumas
organizações optam pela
seleção de funcionários e os
enquadram como consultores
internos, mas esta prática
tem se mostrado questionável
do ponto de vista do poder
de aceitação e
comprometimento dos demais
pertencentes ao quadro
funcional, não atingindo os
devidos resultados
almejados.
Outros tipos de consultorias
também são praticadas, e
algumas até mesmo
substituindo por uma questão
de “capricho” o nome real da
função do profissional
(muito comum nos cargos de
vendas). Existem também os
trabalhos nomeados de
consultoria, porém com o
real intuito de terceirizar
setores e departamentos. E
desta forma o mercado vai
classificando e traduzindo a
função, fugindo ao
verdadeiro propósito.
Fica neste registro a defesa
da classe e o apoio às
empresas que buscam nesta
alternativa um auxílio para
melhorias no processo. Com
planejamento, proposta bem
definida, e foco em
resultados a probabilidade
de acerto na escolha por uma
opinião terceira é alta.
Augusto César é graduado em
Marketing, com MBA em Gestão
Empresarial (CEFET-RJ) e
especialização em Gestão
Estratégica. Profissional
com passagens por empresas
de porte como Golden Cross,
ABN Amro Bank e Organizações
Globo, em diversos projetos
nas áreas de marketing e
vendas. Consultor
empresarial pela Thompson
Management Horizons
,
e Sócio-consultor da Damac
Consultoria em Gestão.
Contato:contato@damac.com.br
augusto@damac.com.br

