Consultoria Empresarial: Uma Solução Objetiva à Complexidade
Por Augusto César
04/01/2009

É comum nos depararmos com situações similares de dificuldades e deficiências operacionais no cotidiano empresarial. Em bate-papos com outros profissionais de outras empresas, inclusive, detectamos situações idênticas onde o foco exato na solução dos problemas, por várias razões, acaba deixado para segundo plano. Isto gera uma série de consequências que no final justificam a existência de muitos cargos e funções dentro de uma organização, além das centenas de problemas já em estágios avançados ou até mesmos irreversíveis, o que muitas vezes causam o encerramento de algumas ações e políticas internas, ou a reestruturação de setores, e em casos mais complexos, o declínio total e definitivo da organização.
Não é raro em vários segmentos de mercado, em empresas de diversos portes, a contratação de um “médico empresarial”, encarregado de apresentar o diagnóstico perfeito e a solução deste no menor espaço de tempo. É esta atividade a nossa proposta de comentário neste artigo: a consultoria empresarial.
O consultor empresarial, em sua essência, é bastante valorizado, exatamente por sua imparcialidade e por atuar focado na resolução de problemas que a empresa não consegue solucionar. Na maioria das vezes, as organizações possuem em seu quadro funcional profissionais tão competentes e capacitados quanto os seus consultores, mas por uma questão de “miopia” decorrente do cotidiano, se faz necessária uma espécie de segunda opinião.
Dentro desta prática de consultoria, nos deparamos com diversos perfis e características da atividade, mas a que normalmente mais se encaixa no real propósito do exercício é a de contratação de alguém externo à empresa, com forte conhecimento técnico teórico e prático, por um período pré-acordado em acordo de trabalho, com prazos pré-estabelecidos, e com o objetivo final de reestruturação e/ou reposicionamento. Resultados são avaliados e as tarefas devidamente revisadas.
No real sentido da prática de consultoria, algumas organizações optam pela seleção de funcionários e os enquadram como consultores internos, mas esta prática tem se mostrado questionável do ponto de vista do poder de aceitação e comprometimento dos demais pertencentes ao quadro funcional, não atingindo os devidos resultados almejados.
Outros tipos de consultorias também são praticadas, e algumas até mesmo substituindo por uma questão de “capricho” o nome real da função do profissional (muito comum nos cargos de vendas). Existem também os trabalhos nomeados de consultoria, porém com o real intuito de terceirizar setores e departamentos. E desta forma o mercado vai classificando e traduzindo a função, fugindo ao verdadeiro propósito.
Fica neste registro a defesa da classe e o apoio às empresas que buscam nesta alternativa um auxílio para melhorias no processo. Com planejamento, proposta bem definida, e foco em resultados a probabilidade de acerto na escolha por uma opinião terceira é alta.


Augusto César é graduado em Marketing, com MBA em Gestão Empresarial (CEFET-RJ) e especialização em Gestão Estratégica. Profissional com passagens por empresas de porte como Golden Cross, ABN Amro Bank e Organizações Globo, em diversos projetos nas áreas de marketing e vendas. Consultor empresarial pela Thompson Management Horizons , e Sócio-consultor da Damac Consultoria em Gestão. Contato:contato@damac.com.br
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