Criação de bancos de dados em Marketing
Por Rafael Mauricio Menshhein
02/05/2007
Todas as organizações
buscam, ou deveriam buscar, informações de mercado através dos dados coletados
em pesquisas, para que possam atender seus consumidores adequadamente e que
satisfaçam os desejos e necessidades dos clientes.
Além de coletar uma certa quantidade de dados, há razões para que os mesmos
sejam armazenados em locais seguros e de fácil acesso, especialmente hoje, onde
a velocidade com que age no mercado é um requisito básico para vários setores e
empresas.
Existem inúmeros programas (softwares) que podem ser adquiridos pelas
organizações, também existem programas livres, que cumprem a função de armazenar
adequadamente os dados inseridos, mas a maneira como serão tratados os dados é
que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso no mercado.
Diante da concorrência, ter um banco de dados é fundamental, pois o volume de
informações que podem ser obtidos pelo profissional de Marketing é muito
superior ao que a empresa realmente necessita neste momento.
Filtrar os dados é um primeiro passo após sua inserção no banco de dados, nem
todas as informações são necessários agora, mas auxiliam no relacionamento com
os clientes e na entrega de produtos adequados ao momento de mercado e que
atendem aos desejos e necessidades dos consumidores.
Alguns pontos importantes que podem ser levantados para criar e armazenar as
informações em bancos de dados são:
- Fontes a serem
pesquisadas: ter um foco e um
público-alvo para a Pesquisa é um primeiro passo, não adianta pesquisar um
local onde o seu produto não chega ou sequer é conhecido, da mesma maneira
os dados históricos podem ser um bom início para realizar uma Pesquisa e
acompanhar o desenvolvimento pelo qual passou aquele mercado específico;
- Qualidade ou
quantidade: em certos momentos
os dois modelos acabam complementando um ao outro, mas para algumas decisões
deve-se escolher um modelo;
- Facilidade de
acesso: um banco de dados
inacessível é o mesmo que não possuir um banco de dados, todas as pessoas
devem possuir acesso às informações coletadas e ali armazenadas, logicamente
cada área possui uma necessidade específica e com isto devem ser criados
sistemas que filtrem somente o que cada área deseja acessar;
- Sigilo de um grupo
de dados: existem dados
altamente sigilosos, que devem estar guardados e protegidos, pois não serão
usados pelos demais departamentos devido às suas características;
- Facilitar cadastro
de novos clientes: a facilidade
de uso é outro ponto importante, os campos a serem preenchidos devem ser
claros e objetivos, para que qualquer pessoa da organização possa cadastrar
os dados, da mesma maneira deve-se evitar a duplicação de dados, por isso
uma empresa deve trabalhar como um conjunto e não um agrupamento de
departamentos (ainda existentes hoje), o que acaba gerando custos
desnecessários e tornam o acesso a informação lento e confuso.
Os bancos de dados são fundamentais para as
organizações, facilitam a troca de informações entre departamentos e permite que
todos trabalhem em uma única direção, independente da área de atuação.
Existem alguns passos que podem ser usados para elaborar um banco de dados,
como:
- Necessidade da
informação: realizar uma
Pesquisa sem propósitos não é lógico, pois estas informações já podem estar
dentro da organização;
- Clareza das
informações: os dados devem
trazer ao usuário do banco de dados a facilidade de compreensão;
- Organização: cada empresa têm uma necessidade, assim como cada
área possui, então a ordem de prioridade da consulta dos dados deve ser
correspondente a necessidade daquele momento;
- Nomes: cada dado deve estar inserido em um local que
facilite ser lembrado, agilizando o processo de acesso às informações e
economizando tempo nas consultas.
Com a Internet a coleta de dados supera
facilmente a necessidade de cada organização, desta maneira cabe à empresa
compreender que tipo de informações ela precisa para colocar no mercado um novo
produto ou serviço, melhorar seu atendimento, criar uma página na Internet,
ampliar sua fatia de mercado, manter o relacionamento com os clientes, modificar
produtos etc.
Um banco de dados não deve ser apenas mais um programa dentro da organização,
deve ter uma finalidade muito mais ampla e auxiliar a integrar a empresa, pois
as informações mais preciosas não estão dentro do banco de dados, mas na sua
utilização correta.
Falar de mudança dentro de algumas organizações
é um hábito já implantado na cultura
organizacional, com uma percepção de que
adquirir conhecimento permite dar novos passos,
buscar novas soluções e produtos realmente
diferenciados da concorrência.
Mas a mudança é vista por muitos como um terreno
desconhecido, talvez porque falte uma pesquisa
sobre o assunto em questão, talvez por
imaginarem que mudar não é necessário.
É fato que as pessoas tendem a resistir um pouco
a qualquer mudança, seja na sua vida, em sua
própria casa ou na empresa, e não são todas as
mudanças que podem ser traumáticas, mas a forma
como serão implantadas é que faz com que cada um
tenha uma reação em defender o ambiente como
está.
Também é interessante perceber que se alguém
tende a impor uma mudança ela não será bem
aceita, não pela mudança em si, mas é necessário
ter um planejamento para implantar uma mudança
na organização, para que as pessoas se acostumem
com a idéia, que recebam todas as informações
necessárias sobre as alterações e que participem
realmente do processo.
Então é possível reduzir o impacto de uma
mudança, que em certas empresas é uma forma de
se esquecer das pessoas, mas que em outras é a
mudança que dará mais valor a cada um dos
talentos humanos.
Talvez a maior resistência das pessoas esteja
ligada diretamente à sua maneira de lidar com
tudo, é bem provável que a organização esteja,
para muitas pessoas, muito distante da mudança,
mas é possível unir as duas coisas, ter
organização pode levar a encontrar mais
facilmente o que se procura, e também não há uma
necessidade de mudar tudo a todo momento, mas em
um processo gradual.
Você pode iniciar uma mudança leve em sua
própria casa, como mudar o local de leitura
diário, o que poderá tornar-se um hábito, pois
há dias em que é necessário observar um mesmo
assunto de outro ângulo.
Só não há uma necessidade de mudar de forma
radical tudo o que vê pela frente,
principalmente porque antes de correr todos
tiveram que aprender a se equilibrar e andar, o
que demonstra o planejamento que o corpo exige
para se adaptar às novas situações, e também
funciona assim com a mente, pois uma leve
mudança no início faz com que as pessoas achem
que estão esquecendo.
Mas se mudar algo do ambiente que o cerca for
difícil, é evidente que a mudança deve ser na
própria pessoa, e que pode ser mais fácil de
controlar, pois você tem total controle sobre a
forma de pensar, agir e ganhará mais
conhecimento sobre si.
Só que dentro das organizações o tempo parece
estar contra todos, e é porque uma pessoa que
não sabe planejar acaba passando para as outras
algo que não entende.
Diariamente é possível ver inúmeros exemplos
onde a falta do planejamento traz perdas grandes
para as pessoas e para a organização, como
reflexo do que é deixado de lado, ou seja,
pensar e pesquisar sobre o que será importante
para a organização.
A mudança tem como objetivo trazer a melhoria
das pessoas, das organizações e deve ser parte
da cultura da empresa, sem que esta cultura
prejudique o funcionamento e desempenho da
organização, pois tudo o que é feito dentro de
uma empresa é iniciado com o planejamento, que é
baseado no conhecimento sobre um objeto, uma
ação e todas as variáveis que estão conectadas.
Mudar não é apenas trocar algo de lugar, é
melhorar seu conhecimento, aprender novas
técnicas, compartilhar um conhecimento e ter
dentro de si o desejo de estar sempre fazendo o
seu melhor no momento presente, para que no
futuro não hajam dificuldades.