Cuidado! Atendimento ineficaz pode levar a sua
empresa para o final da fila
Por: Dalmir Sant'Anna
18/02/2009
Houve um período na história comercial, onde para ser um bom vendedor bastava
contar com boa lábia para empurrar a mercadoria ao cliente e, muitas vezes,
ludibriar para obter uma venda momentânea, passando a acreditar ser o primeiro
da fila na preferência do consumidor. Naquela época era muito tranqüilo destinar
a culpa por um equívoco cometido para a empresa, do que propriamente assumir a
falha, pois não havia necessidade de demonstrar preocupação com um atendimento
diferenciado, com a satisfação do cliente e principalmente, com a fidelidade e
fortalecimento da marca.
O vendedor se sentia poderoso ao extremo e sua posição como o primeiro da fila,
permitia não investir na sua própria capacitação. No período contemporâneo, o
profissional de vendas necessita de um perfil diferenciado para ser competitivo
e permanecer no primeiro lugar da fila, apresentando um atendimento eficaz,
dinâmico, com autenticidade e transparência. O consumidor constrói uma fila
imaginária em sua mente de fornecedores e locais de compra, posicionando por
ordem de preferência, ou seja, ocupa o primeiro lugar a empresa a qual o cliente
tem maior satisfação. Desta maneira, fique atento aos dois fatores abaixo e
perceba que um atendimento ineficaz pode levar sua empresa para o final da fila.
Atendimento é um elo de aproximação entre a empresa e o cliente – Recentemente
estava em uma loja aguardando para ser atendido e observando o trabalho dos
vendedores. Após alguns momentos, uma vendedora chamou minha atenção pela
ausência de interesse e pela falta de comprometimento, ao falar para o cliente:
“Este produto eu acho que não tem no estoque, mas na loja X (citando o nome do
concorrente), você vai encontrar com absoluta certeza”. E para finalizar o
horrível atendimento, completou dizendo: “Fora isto, você não quer mais nada,
não?”. Mesmo considerando toda a tecnologia utilizada atualmente nos processos
produtivos de bens e serviços, uma ação que está presente desde os primórdios
das relações comerciais é o atendimento. Realizado por telefone, pela internet
ou pessoalmente, qualquer negociação, independente da sua natureza, abrange no
atendimento um elo de aproximação entre a empresa e o cliente, exigindo empatia,
profissionalismo, comprometimento, seriedade, entusiasmo e satisfação em bem
servir. Normalmente, a cordialidade como os colaboradores abordam os clientes
espelha como são tratados na empresa, desta maneira, a qualidade do atendimento
de uma empresa com seus clientes pode se constituir na principal vantagem
competitiva para os diversos setores comerciais ou empresariais.
A cooperação para o fortalecimento de um atendimento diferenciando – A figura do
“vendedor lobo solitário” ou do “vendedor superstar” vem diminuindo em muitas
organizações, essencialmente quando o foco está em fortalecer o relacionamento
com os clientes para agregar valor aos negócios por um longo período.
Profissionais que acreditam que o individualismo eleva seu volume de vendas
estão enganados, pois a cooperação é essencial em todos os setores da empresa
quando o objetivo é gerar um atendimento diferenciado. Vendedores do tipo
“superstar” adotam uma postura egocêntrica, de estrelismo e arrogância, e em
muitas ocasiões, optam em falar continuamente de forma negativa dos produtos da
concorrência, e indiretamente, exaltam os benefícios do concorrente. Há empresas
que são colocadas no final da fila, pelo fato dos seus próprios vendedores não
conhecerem as diretrizes da empresa (missão, visão, valores, campanhas), ou
ainda, sendo surpreendidos com uma nova campanha publicitária veiculada pelo
rádio ou pela televisão, quando no entanto, deveria ser vendedor o primeiro a
receber a informação.
Acredito que quando uma empresa promete entregar uma mercadoria em uma data,
anteriormente acordada, e por algum motivo isto não ocorre, a empresa passa
imediatamente para o final da fila, pois o cliente acaba divulgando o nome da
empresa de maneira negativa para sua rede de relacionamentos. Um hotel que não é
capaz de surpreender o cliente com algum diferencial e acaba lamentavelmente
deixando de oferecer cortesia, tranqüilidade e conforto, acaba sendo a última
opção de hospedagem. Quando você entra em uma loja e, recebe um atendimento
ineficaz ou incoerente com as suas expectativas, acaba direcionando este
estabelecimento comercial para o final da fila, ou seja, acaba buscando outras
alternativas de compra e de consumo. Observe que você como consumidor, inúmeras
vezes é envolvido às boas iniciativas e a um atendimento prestativo, gerado
através de conhecimento do produto, cortesia, educação, profissionalismo e
empatia. Agora, pare, pense e responda: Se o seu cliente montar uma relação de
fornecedores, em que local da fila você estará?
Dalmir Sant’Anna – Palestrante Mágico®, autor do livro "Menos pode ser Mais"
(editora Odorizzi), pós-graduado em Gestão de Pessoas, bacharel em Comunicação
Social e mágico profissional. Visite o site: www.dalmir.com.br.
Falar de mudança dentro de algumas organizações
é um hábito já implantado na cultura
organizacional, com uma percepção de que
adquirir conhecimento permite dar novos passos,
buscar novas soluções e produtos realmente
diferenciados da concorrência.
Mas a mudança é vista por muitos como um terreno
desconhecido, talvez porque falte uma pesquisa
sobre o assunto em questão, talvez por
imaginarem que mudar não é necessário.
É fato que as pessoas tendem a resistir um pouco
a qualquer mudança, seja na sua vida, em sua
própria casa ou na empresa, e não são todas as
mudanças que podem ser traumáticas, mas a forma
como serão implantadas é que faz com que cada um
tenha uma reação em defender o ambiente como
está.
Também é interessante perceber que se alguém
tende a impor uma mudança ela não será bem
aceita, não pela mudança em si, mas é necessário
ter um planejamento para implantar uma mudança
na organização, para que as pessoas se acostumem
com a idéia, que recebam todas as informações
necessárias sobre as alterações e que participem
realmente do processo.
Então é possível reduzir o impacto de uma
mudança, que em certas empresas é uma forma de
se esquecer das pessoas, mas que em outras é a
mudança que dará mais valor a cada um dos
talentos humanos.
Talvez a maior resistência das pessoas esteja
ligada diretamente à sua maneira de lidar com
tudo, é bem provável que a organização esteja,
para muitas pessoas, muito distante da mudança,
mas é possível unir as duas coisas, ter
organização pode levar a encontrar mais
facilmente o que se procura, e também não há uma
necessidade de mudar tudo a todo momento, mas em
um processo gradual.
Você pode iniciar uma mudança leve em sua
própria casa, como mudar o local de leitura
diário, o que poderá tornar-se um hábito, pois
há dias em que é necessário observar um mesmo
assunto de outro ângulo.
Só não há uma necessidade de mudar de forma
radical tudo o que vê pela frente,
principalmente porque antes de correr todos
tiveram que aprender a se equilibrar e andar, o
que demonstra o planejamento que o corpo exige
para se adaptar às novas situações, e também
funciona assim com a mente, pois uma leve
mudança no início faz com que as pessoas achem
que estão esquecendo.
Mas se mudar algo do ambiente que o cerca for
difícil, é evidente que a mudança deve ser na
própria pessoa, e que pode ser mais fácil de
controlar, pois você tem total controle sobre a
forma de pensar, agir e ganhará mais
conhecimento sobre si.
Só que dentro das organizações o tempo parece
estar contra todos, e é porque uma pessoa que
não sabe planejar acaba passando para as outras
algo que não entende.
Diariamente é possível ver inúmeros exemplos
onde a falta do planejamento traz perdas grandes
para as pessoas e para a organização, como
reflexo do que é deixado de lado, ou seja,
pensar e pesquisar sobre o que será importante
para a organização.
A mudança tem como objetivo trazer a melhoria
das pessoas, das organizações e deve ser parte
da cultura da empresa, sem que esta cultura
prejudique o funcionamento e desempenho da
organização, pois tudo o que é feito dentro de
uma empresa é iniciado com o planejamento, que é
baseado no conhecimento sobre um objeto, uma
ação e todas as variáveis que estão conectadas.
Mudar não é apenas trocar algo de lugar, é
melhorar seu conhecimento, aprender novas
técnicas, compartilhar um conhecimento e ter
dentro de si o desejo de estar sempre fazendo o
seu melhor no momento presente, para que no
futuro não hajam dificuldades.