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Desenvolvimento de Competências

Por Wagner Herrera

01/11/2006

 

Por desenvolvimento de competências entende-se a estruturação do conjunto de saberes necessários a qualquer indivíduo ou grupamento humano que promovam-no a um degrau superior no desempenho de suas funções. Este conjunto de saberes é estruturado no conhecimento, nas habilidades e atitudes exigidas na execução das atividades que se espere um desempenho maior em qualquer campo do conhecimento humano.

Por agrupamento humano entende-se indivíduos com vínculos culturais peculiares (idioma, religião, condição social, geográfica ou política, etc.), cuja dimensão vai desde um continente até uma simples comunidade.

Não é novidade o sucesso de clusters (aglomeração geográfica de empresas interconectadas de segmentos específicos e/ou correlatos) ou APL’s (Arranjo Produtivo Locais) desenvolvidos em muitas regiões ou cidades de nosso país pelo desenvolvimento de competências de seus participantes, que os tornam diferenciados no cenário competitivo local ou regional. Essas organizações, e aqui utilizo a acepção no sentido lato do termo: “reunião de meios para atingir um fim (produção de produtos / serviços)” que tenham: a) Utilidade: no atendimento às necessidades sociais do ambiente de atuação (externo e interno); b) Legalidade: criação e atuação validadas pelos agentes oficiais reguladores das atividades no seu segmento de inserção ambiental e c) Legitimidade: reconhecimento por parte da sociedade de sua função e atuação no atendimento das necessidades das clientelas.

O desenvolvimento de competências é orientado pelos pontos fracos que se deseje superar e oportunidades do ambiente concorrencial que queira se aproveitar. Isto pode ser aplicado para organizações de qualquer setor da atividade humana, incluído o governo, organizações assistenciais (ONG’s e OSCIP’s) e até cidades, bairros e comunidades. O desenvolvimento de competências passa pela leitura (levantamento e análise do contexto), elaboração do plano de intenções, mapeamento das competências (desejáveis X instaladas), orientações e implementação das ações.

A filosofia de Kaplan e Norton – criadores de metodologia Balanced Scorecard, prega a importância da aprendizagem como capacitora dos processos necessários ao desenvolvimento de produtos e serviços de excelência que atraiam e criem satisfação para os clientes na busquem resultados que atinjam os objetivos e metas da organização. A aprendizagem esta na origem, no centro e no atingimento do desenvolvimento de competências, posto que os indivíduos só alçem patamares superiores quando se capacitam no que é desejado dele pela organização.

Muitas cidades e bairros desenvolveram competências ou aproveitaram competências já instaladas ou naturais para atrair turistas ou negócios. Estas competências baseiam-se em atrativos existentes (histórico, artístico, arquitetônico, termal-climático, beleza natural, lazer, diversão, etc.) ou desenvolvidos (pólos industriais / comerciais, festivais, feiras, urbanização, etc.).

Para as comunidades ocorre de igual teor, porém é importante conseguir representatividade junto à sociedade na qual está inserida. A criação de órgãos representativos como associações de amigos de bairro incute um senso de união, participação e comprometimento nos habitantes como uma “cola” que os mantém unidos em torno de uma causa comum, se orgulhem e defendam os interesses comunitários protegendo e promovendo seus pares. Assim é que muitas comunidades têm suas escola de samba, time de futebol, etc. como um pendão com que se identifiquem e se orgulhem. A criação de centros de artesanato (pintura, costura, bordado, etc.), reciclagem de materiais descartados, alimentação, serviços, etc. que gere renda para a comunidade e melhora da qualidade de vida geral. Isto pode ser facilitado com a organização em grupamentos a partir de centros comunitários (igrejas, clubes, agremiações, etc.).

Estas iniciativas podem partir de várias fontes como Secretarias de Promoção Social, ONG’s, empresas locais, iniciativa da própria comunidade, etc., sendo muito importante que se fomente tais empreendimentos em beneficio dos menos favorecidos.

Wagner Herrera é Graduado em Ciência da Computação e Engenharia de Producao na Universidade Mackenzie (SP) e pós-graduação em Administração Estratégica no IESC- Instituto de Ensino Superior Camões (Ctba-PR)

 



Atender a demanda de mercado é um dos objetivos de cada organização, mas saber que não há como dar a mesma atenção a todos os consumidores, que compõem este mercado e não são da sua empresa, faz com que metas sejam traçadas.
Uma das primeiras coisas que uma organização deve entender é que não atenderá todo o mercado, por não ser uma tarefa fácil e porque este é o maior erro que uma empresa pode cometer, desta forma a empresa pode segmentar um mercado, estudá-lo e ofertar os melhores produtos ou serviços para seu público-alvo.
O público-alvo tem desejos que são atendidos pelas organizações, sua demanda permite que um mercado cresça e se desenvolva continuamente, e as organizações precisam entender melhor quais são os desejos dos clientes, realizando pesquisas e analisando os dados coletados.
Mas ainda assim é interessante estudar não só o cliente, a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos ou serviços é essencial, aprender com os concorrentes é uma forma de desenvolver suas competências e fazer com que o cliente se torne fiel.
Além de conhecer muito bem o mercado é fundamental embasar as estratégias em pesquisas, iniciando o processo através dos custos que serão envolvidos para disponibilizar ao cliente novos produtos, e muitas empresas não se dão conta de que os estudos prévios facilitam todas as ações.
Só que algumas empresas se iludem ao imaginar que atenderão todo o mercado, um sonho que não permite avaliar corretamente o que deve ser feito e que não permite se concentrar em um foco único, porque todos os clientes tem desejos diferentes e sem segmentar o mercado é impossível atendê-lo.
Diante das inúmeras variáveis que cada empresa deve analisar é importante fazer análises dos pontos fortes e fracos, descobrir quais são as oportunidades e ameaças.
Outro ponto importante para estudar e se preparar para lidar é a concorrência, pois todas as ações de cada organização interferem diretamente no desempenho das demais.
A melhor forma de lidar com todas as possibilidades é estudando-as corretamente, mas que consomem tempo e muitas vezes as empresas não o fazem, porque as organizações não sabem planejar, resolvendo todos os seus problemas com o achar.
Assim é possível notar que se não há planejamento os sonhos acabam se transformando em pó, deixando de atender uma pequena fatia de mercado para tentar conquistar todos os consumidores do planeta, porque não conseguem mensurar as suas condições e realizam suas ações com base em feelings.
Mas se você imagina que é possível alguém fazer tudo com feelings deve estar se referindo ao cantor Morris Albert, pois é a única pessoa do planeta que vive de feelings.