Micros,
pequenos e médios
empresários provavelmente
estão se perguntando isso ao
ler esse título. No seu
dia-a-dia, com tantas
demandas (afinal, ele tem
que jogar em todas as
posições!), como seria
possível pensar em mais uma
atribuição? Pois é, mas não
há como evitar, o futuro dos
negócios passa por esse
caminho, inevitavelmente.
Basta nos lembrarmos que há
mais de 1,4 bilhões de
pessoas online (22% da
população mundial), e esse
número muda sempre, pois
todos os dias há mais de 500
mil pessoas que entram na
internet pela primeira vez!
Há mais de 165 milhões de
sites (em 1982 eram 315). O
Brasil já é o sexto pais em
número de usuários, com mais
de 50 milhões de pessoas e é
o primeiro no ranking
latino. Mais de 24 milhões
de brasileiros acessam de
suas casas e aproximadamente
37% dos usuários pertencem à
classe C. Além disso, é o
primeiro país em tempo de
navegação, pois a média de
tempo gasto pelos
brasileiros é de 24
horas/mês.
A previsão de faturamento
para o ano de 2008 está em
torno de 8,5 bilhões de
reais, o que representa 40%
a mais que em 2007, sendo
que as mulheres são
responsáveis por 50% das
compras via internet.
Somente no primeiro semestre
de 2008 foram emitidos mais
de 11 milhões de pedidos
online. Um dos grandes
diferenciais nas compras
pela web é o prazo de
pagamento, que, em geral,
chega a 12 parcelas, fator
importante para a inclusão
da classe C como alvo das
empresas que estão online.
Os produtos mais vendidos
são livros, revistas,
artigos de informática,
saúde, beleza, eletrônicos e
eletrodomésticos.
E como estão as
microempresas nesse cenário
no país? Mais de 30% ainda
não possuem acesso à rede,
sendo que, no caso dos
estabelecimentos de maior
porte, apenas 10% ainda não
tem conexão. Apenas 26%
possuem website e nas
empresas maiores, 64%
possuem. Nas microempresas,
somente 13% se utilizam da
internet para fazer compras
online, porém, no caso das
grandes, esse número se
eleva a 64% e 27% das micros
e pequenas receberam pedidos
online, por outro lado, nas
grandes, 45% receberam esse
tipo de pedidos.
Isso demonstra que há um
espaço gigantesco para a
entrada dessas empresas no
mundo digital. Porém, para
que isso ocorra, será
necessário levar mais acesso
e conhecimento aos micros,
pequenos e médios
empresários, pois, como foi
dito acima, eles detêm pouca
ou nenhuma estrutura para
ficar alocada a um projeto
desse tipo, além de disporem
de pouco investimento
também. Nesse sentido há
iniciativas sendo tomadas
por instituições
especializadas, bem como
escolas, para levar a esse
grupo de empresários,
diversas soluções práticas e
objetivas, que lhe
proporcionam uma ampla visão
de quais os procedimentos e
investimentos serão
necessários para sua entrada
no cyberespaço, para que ele
possa atender aos seus
clientes de uma forma mais
moderna, bem como possa
também obter novos clientes
e novas receitas, por meio
desse canal tão importante
que é a internet.
Sandra Turchi é graduada
pela FEA-USP, pós-graduada
pela FGV-EAESP e MBA pela
Business School São Paulo
com especialização pela
Toronto University e em
empreendedorismo pelo Babson
College em Boston. É
superintendente de Marketing
da Associação Comercial de
São Paulo (ACSP) instituição
que administra o SCPC
(Serviço Central de Proteção
ao Crédito). Site:
www.sandraturchi.com.br -
Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi

