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E-mail Marketing

Por Rafael Mauricio Menshhein

27/11/2006

 

Uma das ferramentas de Marketing direto, muito usada hoje devido a Internet e a percepção das empresas em buscar e informar seus consumidores de forma mais barata e direcionada, promovendo o relacionamento entre a empresa e o consumidor.

Por ser uma poderosa ferramenta, nos dias atuais, torna-se também um risco, quando não há um planejamento, controle, Pesquisa, utilização dos dados já obtidos anteriormente pela organização, existem chances de tornar-se um incômodo para o consumidor, nenhuma pessoa gosta de abrir suas contas de e-mail e receber toneladas de campanhas, muitas das quais não pediu e não têm interesse.
De acordo com um estudo realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, o principal motivo de acesso à Internet no Brasil é o e-mail, tornando ainda mais importante para as empresas o relacionamento com seus clientes.

Uma das diferenças entre o e-mail Marketing e o spam é a sua permissão de recebimento, o consumidor pode solicitar seu recebimento explicitamente ou então, quando há uma relação muito profunda entre empresa e consumidor, o envio do e-mail Marketing é feito, obviamente há uma linha tênue que separa o e-mail Marketing e o spam, os profissionais de Marketing devem optar sempre pela permissão do consumidor, caso contrário acaba sendo comparado ao marqueteiro que só envia spam sem permissão e só traz dor de cabeça ao cliente, pois para este indivíduo todo o planeta é seu mercado.

O e-mail Marketing, seguindo os princípios éticos, é usado para ofertar produtos e serviços, na Comunicação de itens adicionais e de interesse específico, bem como em campanhas de fidelização, Pesquisa de satisfação, cartões comemorativos e de aniversário.
Também é recomendado para o envio de informativos periódicos, notícias, artigos e comunicados internos, por exemplo, em uma organização de eventos o Marketing por e-mail pode ser aplicado na distribuição de convites, confirmação de presença e agradecimento de participação.

Quando as empresas adotam o e-mail Marketing, acabam tendo uma série de benefícios:

Proatividade: em vez de esperar o interesse do cliente, a empresa pode encontrá-lo;

Interatividade: o cliente interage imediatamente com a mensagem;

Segmentação: é possível direcionar a mensagem por sexo, faixa etária e cidade, por exemplo;

Personalização: a mensagem pode ser facilmente personalizada com informações do cliente;

Mensuração: o retorno da campanha realizada é acompanhada em tempo real.


Em comparação com a mala direta, por exemplo, o e-mail Marketing oferece grandes vantagens, a primeira delas é a velocidade, enquanto que, pelo correio, a mensagem tradicional leva de três a cinco dias para ser entregue, utilizando-se a Internet, o cliente recebe imediatamente.

Outra vantagem é a economia, pois a Comunicação digital reduz custos de criação e envio, bom como elimina despesas de impressão e manuseio, além disso, a praticidade também é uma vantagem, pois, no relacionamento por e-mail, é necessário ter apenas o nome e a caixa postal eletrônica do cliente, já por mala direta impressa, são necessárias várias informações: rua, bairro, cidade, estado e CEP.

Fonte: Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet no Brasil.


Por Sandra Turchi

10/11/2010

 


Tenho recebido dúvidas freqüentes sobre qual o melhor formato de e-commerce quando se trata de franquias, operações atacadistas e mercado BtoB. A dúvida presente no caso desse tipo de negócio se refere a um fator importantíssimo: o conflito de canais. O que isso quer dizer? Vamos analisar o caso das franquias. Em geral, a intenção de iniciar uma operação de e-commerce parte do franqueador, mas o dilema é que isso pode ser visto como mais um “concorrente” pelos seus franqueados.

(artigo para o Portal PEGN – Pequenas Empresas Grandes Negócios)

No caso dos atacadistas, o questionamento é outro, pois se trata do seu interesse em iniciar vendas diretas ao consumidor, o que obviamente seria visto como um atravessamento por parte dos seus clientes, os varejistas.

E quando de trata de vendas B to B, em que uma indústria, por exemplo, deseja vender diretamente aos pequenos varejistas, sem ter que passar pelos atacadistas, mais uma vez se estabelece um conflito potencial.

São todos chamados de conflitos de canal, pois o risco que existe é de haver uma ruptura na cadeia de distribuição já estabelecida. Como proceder?

Ainda não há respostas conclusivas, mas o que tenho observado são iniciativas no sentido de não “agredir” o parceiro do canal. Uma dessas soluções, por exemplo, tem sido o repasse de uma comissão ao membro do canal que seria, supostamente, “prejudicado” por essa nova operação.

Esse comissionamento, por sua vez, tem uma complexidade que está relacionada à questão da delimitação de território ou da área de influência da loja.

Porém é fundamental encontrar uma solução, pois acima de quaisquer disputas deve estar o consumidor. E este é cada vez mais multicanal. Uma pesquisa que demonstra essa realidade foi feita pelo instituto iProspect, em julho de 2010, nos EUA, sobre o processo de compra de produtos eletrônicos e computadores, que demonstra que o consumidor leva, na sua grande maioria, de uma a quatro semanas para definir sua compra. Antes disso ele visita o site do varejista, o site do fabricante, faz outras pesquisas e quer saber a opinião de outros internautas. Feito isso, 47% deles finaliza sua compra numa loja física e 29% (computadores) e 43% (eletrônicos) na web. A maioria deles alega que não teria adquirido aquele produto se não tivesse executado essas etapas anteriores de pesquisas na web. E as razões alegadas para usar a web nessa fase anterior são: facilidade de comparação de produtos, agilidade na pesquisa e conveniência.

Devemos lembrar que o consumidor ora deseja consumir na loja física e ora deseja praticidade para solucionar um problema, o que é atendido pelo comércio eletrônico e se não encontrar a loja que está habituado a comprar, poderá fazer uma troca nesse momento por outra que o atenda e, nesse caso, a loja original corre sérios riscos de perder não apenas uma venda, mas sim, perder um cliente.

Deve-se, então, avaliar se vale a pena ter um custo adicional para solucionar esses impasses ou ter o custo de perder um cliente.


Sandra Turchi é graduada pela FEA-USP, pós-graduada pela FGV-EAESP e MBA pela Business School São Paulo com especialização pela Toronto University e em empreendedorismo pelo Babson College em Boston. É superintendente de Marketing da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) instituição que administra o SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Site: www.sandraturchi.com.br - Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi