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Empreendedorismo e Conhecimento

Por Gilclér Regina

12/04/2009

 

O escritor Napoleon Hill, autor do best seller mundial “A Lei do Triunfo” faz uma pergunta: “Que produto ou profissão você pretende oferecer em troca de fortuna?”
Se o conhecimento especializado por si só ditasse a riqueza, os professores universitários seriam todos ricos.
Se conhecimento fosse realmente poder, então o poder estaria em mãos completamente diferentes.
O que está em jogo no caminho do empreendedorismo chama-se liderança. Pessoas que criaram, construíram e alcançaram um enorme sucesso a partir de sua atitude.
Seja voluntariamente ou por outras razões, essas pessoas seguiram em frente.
Sergey Brin e Larri Page abandonaram a Universidade Stanford para criar o Google.
David Ogilvy, uma lenda da publicidade, foi expulso da Universidade Oxford porque não conseguia passar nos exames.
Michael Dell abandonou os estudos na Universidade do Texas e concentrou-se no negócio de venda direta de computadores.
John F. Kennedy foi rejeitado por Harvard e foi reprovado duas vezes no exame do Conselho de Advogados de Nova York, equivalente a nossa OAB, para mais tarde tornar-se um dos mais famosos presidentes dos Estados Unidos.
Essas pessoas podem ter abandonado a educação formal e não estou em nenhuma hipótese afirmando aqui ser este o melhor caminho.
Eles podem ser exemplos e até fazem parte ser a minoria, mas são exemplos. É claro que também existem outros tantos casos de sucesso na educação formal.
O que estou colocando aqui é que estas pessoas concentraram o seu foco em conhecimento e este, somado a atitude de cada um, a motivação e as suas aptidões, fizeram toda diferença.
Elas pagaram o seu preço e o sucesso é assim mesmo, cobra o preço de cada um. E o preço maior é trabalho, horas de trabalho, distância das pessoas que ama, da família, energia concentrada.
E você? Qual é o seu caminho? O que pretende dar em troca para chegar ao topo?
Se sua atitude é de derrota... Então a derrota será projetada em sua realidade e a derrota é exatamente o que você vai encontrar.
A boa notícia é que você pode viver exatamente o oposto. Não é o maior que vai engolir o menor. Não será o mais rápido que irá vencer o mais lento... Vai vencer o jogo da vida aquele que acreditar na sua vitória.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!
 

Gilclér Regina é Consultor, Escritor e Palestrante no Brasil e exterior. autor de livros e CD's que já atingiram a marca de 4 milhões de unidades comercializadas. Realiza mais de 100 palestras por ano em Convenções de Empresas. Tem formação em Dinâmica Humana pelo The National Value Center- Texas-EUA, em TQM pelo ASQC American Society for Quality Control-Winsconsin-EUA curso de Desenvolvimento e Gestão Humana pelo The Graves Technology. É presidente da empresa CEAG Desenvolvimento de Talentos e Editora Ltda. É também articulista de aproximadamente 300 revistas, jornais e sites. Uma pessoa de origem humilde que tornou-se um dos Conferencistas mais procurados para os eventos e convenções no Brasil. Site: www.ceag.com.br

Por Sandra Turchi

10/11/2010

 


Tenho recebido dúvidas freqüentes sobre qual o melhor formato de e-commerce quando se trata de franquias, operações atacadistas e mercado BtoB. A dúvida presente no caso desse tipo de negócio se refere a um fator importantíssimo: o conflito de canais. O que isso quer dizer? Vamos analisar o caso das franquias. Em geral, a intenção de iniciar uma operação de e-commerce parte do franqueador, mas o dilema é que isso pode ser visto como mais um “concorrente” pelos seus franqueados.

(artigo para o Portal PEGN – Pequenas Empresas Grandes Negócios)

No caso dos atacadistas, o questionamento é outro, pois se trata do seu interesse em iniciar vendas diretas ao consumidor, o que obviamente seria visto como um atravessamento por parte dos seus clientes, os varejistas.

E quando de trata de vendas B to B, em que uma indústria, por exemplo, deseja vender diretamente aos pequenos varejistas, sem ter que passar pelos atacadistas, mais uma vez se estabelece um conflito potencial.

São todos chamados de conflitos de canal, pois o risco que existe é de haver uma ruptura na cadeia de distribuição já estabelecida. Como proceder?

Ainda não há respostas conclusivas, mas o que tenho observado são iniciativas no sentido de não “agredir” o parceiro do canal. Uma dessas soluções, por exemplo, tem sido o repasse de uma comissão ao membro do canal que seria, supostamente, “prejudicado” por essa nova operação.

Esse comissionamento, por sua vez, tem uma complexidade que está relacionada à questão da delimitação de território ou da área de influência da loja.

Porém é fundamental encontrar uma solução, pois acima de quaisquer disputas deve estar o consumidor. E este é cada vez mais multicanal. Uma pesquisa que demonstra essa realidade foi feita pelo instituto iProspect, em julho de 2010, nos EUA, sobre o processo de compra de produtos eletrônicos e computadores, que demonstra que o consumidor leva, na sua grande maioria, de uma a quatro semanas para definir sua compra. Antes disso ele visita o site do varejista, o site do fabricante, faz outras pesquisas e quer saber a opinião de outros internautas. Feito isso, 47% deles finaliza sua compra numa loja física e 29% (computadores) e 43% (eletrônicos) na web. A maioria deles alega que não teria adquirido aquele produto se não tivesse executado essas etapas anteriores de pesquisas na web. E as razões alegadas para usar a web nessa fase anterior são: facilidade de comparação de produtos, agilidade na pesquisa e conveniência.

Devemos lembrar que o consumidor ora deseja consumir na loja física e ora deseja praticidade para solucionar um problema, o que é atendido pelo comércio eletrônico e se não encontrar a loja que está habituado a comprar, poderá fazer uma troca nesse momento por outra que o atenda e, nesse caso, a loja original corre sérios riscos de perder não apenas uma venda, mas sim, perder um cliente.

Deve-se, então, avaliar se vale a pena ter um custo adicional para solucionar esses impasses ou ter o custo de perder um cliente.


Sandra Turchi é graduada pela FEA-USP, pós-graduada pela FGV-EAESP e MBA pela Business School São Paulo com especialização pela Toronto University e em empreendedorismo pelo Babson College em Boston. É superintendente de Marketing da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) instituição que administra o SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Site: www.sandraturchi.com.br - Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi