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A Empresa Platônica - A Relação entre Teoria e Prática

Por Leonardo Aureliano da Silva

08/01/2011

 


O número de livros acadêmicos de Administração tem aumentado volumosamente nos últimos dez anos. Alguns livros surgem como nova edição, outros exploram conceitos advindos de ciências distantes da administração, porém a esse assunto direcionado.
A enxurrada de teorias e conceitos contidos nesses livros tem gerado dilemas diversos entre profissionais atuantes no mercado e mais especificamente em alunos do curso superior. “É como se os modelos apresentados existissem apenas no mundo das idéias”.
A dicotomia entre teoria e prática deveria ser vista como um recurso de soluções. O que os grandes autores da Administração tais como Peter Drucker, Philip Kotler do Marketing, Michael Porter e Mintzberg da Estratégia propuseram, são reflexões e modelos de análise e gestão, aos quais costumo chamar de “Planos Adaptativos”, isto é, serve como referência para utilizar de acordo com a necessidade e a realidade empresarial.
Valorizar a teoria é buscar o aperfeiçoamento da prática. A prática precisa ser metódica, harmoniosa e fundamentada em estudos que trazem para o dia-a-dia das empresas soluções inovadoras, diferenciais competitivos e como conseqüência melhores resultados financeiros.

 

Leonardo Aureliano da Silva é Bacharel em Administração de Empresas. Especialista em Administração de Marketing. Mestrando em Administração - UNINOVE. Pesquisador em marketing e estratégias. - Professor Universitário – Universidade Nove de Julho - UNINOVE - Disciplinas relacionadas à Administração e Marketing. e-mail: mkt_academico@yahoo.com.br

Por Sandra Turchi

10/11/2010

 


Tenho recebido dúvidas freqüentes sobre qual o melhor formato de e-commerce quando se trata de franquias, operações atacadistas e mercado BtoB. A dúvida presente no caso desse tipo de negócio se refere a um fator importantíssimo: o conflito de canais. O que isso quer dizer? Vamos analisar o caso das franquias. Em geral, a intenção de iniciar uma operação de e-commerce parte do franqueador, mas o dilema é que isso pode ser visto como mais um “concorrente” pelos seus franqueados.

(artigo para o Portal PEGN – Pequenas Empresas Grandes Negócios)

No caso dos atacadistas, o questionamento é outro, pois se trata do seu interesse em iniciar vendas diretas ao consumidor, o que obviamente seria visto como um atravessamento por parte dos seus clientes, os varejistas.

E quando de trata de vendas B to B, em que uma indústria, por exemplo, deseja vender diretamente aos pequenos varejistas, sem ter que passar pelos atacadistas, mais uma vez se estabelece um conflito potencial.

São todos chamados de conflitos de canal, pois o risco que existe é de haver uma ruptura na cadeia de distribuição já estabelecida. Como proceder?

Ainda não há respostas conclusivas, mas o que tenho observado são iniciativas no sentido de não “agredir” o parceiro do canal. Uma dessas soluções, por exemplo, tem sido o repasse de uma comissão ao membro do canal que seria, supostamente, “prejudicado” por essa nova operação.

Esse comissionamento, por sua vez, tem uma complexidade que está relacionada à questão da delimitação de território ou da área de influência da loja.

Porém é fundamental encontrar uma solução, pois acima de quaisquer disputas deve estar o consumidor. E este é cada vez mais multicanal. Uma pesquisa que demonstra essa realidade foi feita pelo instituto iProspect, em julho de 2010, nos EUA, sobre o processo de compra de produtos eletrônicos e computadores, que demonstra que o consumidor leva, na sua grande maioria, de uma a quatro semanas para definir sua compra. Antes disso ele visita o site do varejista, o site do fabricante, faz outras pesquisas e quer saber a opinião de outros internautas. Feito isso, 47% deles finaliza sua compra numa loja física e 29% (computadores) e 43% (eletrônicos) na web. A maioria deles alega que não teria adquirido aquele produto se não tivesse executado essas etapas anteriores de pesquisas na web. E as razões alegadas para usar a web nessa fase anterior são: facilidade de comparação de produtos, agilidade na pesquisa e conveniência.

Devemos lembrar que o consumidor ora deseja consumir na loja física e ora deseja praticidade para solucionar um problema, o que é atendido pelo comércio eletrônico e se não encontrar a loja que está habituado a comprar, poderá fazer uma troca nesse momento por outra que o atenda e, nesse caso, a loja original corre sérios riscos de perder não apenas uma venda, mas sim, perder um cliente.

Deve-se, então, avaliar se vale a pena ter um custo adicional para solucionar esses impasses ou ter o custo de perder um cliente.


Sandra Turchi é graduada pela FEA-USP, pós-graduada pela FGV-EAESP e MBA pela Business School São Paulo com especialização pela Toronto University e em empreendedorismo pelo Babson College em Boston. É superintendente de Marketing da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) instituição que administra o SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Site: www.sandraturchi.com.br - Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi