Entenda, Atenda e Surpreenda os seus Clientes
Por: Soeli de Oliveira
21/04/2009
Muitas vezes
os empreendedores fracassam
porque criam negócios
baseados em suas idéias e
não nas necessidades e
desejos dos clientes.
As necessidades referem-se
aos aspectos básicos da
condição humana:
alimentação, vestuário,
moradia, locomoção, saúde,
seguidas por outras
carências mais sofisticadas
da vida moderna tais como:
necessidades de comunicação,
luz elétrica, educação,
emprego, etc.
Já os desejos estão
relacionados com a vontade
do consumidor. Podemos citar
como exemplos, o desejo de
possuir um carro novo, gozar
umas férias, realizar uma
viagem, fotografar uma
paisagem, almoçar em um
restaurante sofisticado, ir
a uma peça teatral, assistir
um a filme em uma
confortável sala de cinema
comendo pipocas, adquirir
bens ditos supérfluos,
colecionar algo.
O cliente é o centro das
atenções dos negócios, e
estão a cada dia mais
informados, críticos e
seletivos. O poder de
barganha que outrora era dos
produtores se deslocou para
os distribuidores e foi
parar mãos dos clientes.
Tudo porque os consumidores
dispõe cada vez mais de
opções e de multiplos canais
de compras.
Vivemos em um grande mercado
global repleto de
oportunidades para quem quer
empreender nos chamados
segmentos e nichos, ávidos
por produtos personalizados,
criativos, exclusivos,
únicos e sensoriais.
O comportamento dos
consumidores é cada vez mais
imprevisível e a única
certeza que temos é que tudo
vai mudar. Os clientes são
verdadeiros alvos móveis
onde os produtos que fizeram
o sucesso das empresas de
ontem podem ser a razão do
fracasso empresarial de
hoje.
Planejamento e preparo por
parte dos empreendedores e
suas equipes se tornaram
palavras de ordem. Os
negócios precisam ser
reinventados a cada dia. O
consumidor está cada vez
mais intolerante a
frustrações e não aceita
complexidade, despreparo,
morosidade, monotonia nem
tão pouco mesmice. Já
disponibilidade,
conveniência, agilidade,
relacionamento e
criatividade são sempre bem
vindas.
Quantos “não” sua empresa
diz ao cliente no processo
de compra e quantos poderiam
ser eliminados?
A palavra “não” está em
extinção no vocabulário das
transações comerciais
modernas. O consumidor não
quer mais ouvir coisas como:
“Desculpa amigo, mas não
podemos entregar nesta
data.” “Não, não temos
isso....” “Não, não sei quem
trabalha com esse produto
... .” “Não, não dá para
pagar desta forma... .”
“Não, não vendemos
separado... .” “Não, não sei
quem poderia lhe ajudar...
.”
Independentemente de ser ou
não um ano eleitoral, os
clientes foram eleitos para
pagar os nossos custos, e,
portanto, promovidos a
posição de chefes dos nossos
negócios. Compram de nós e
aceitam pagar nossos custos
quando somos sensíveis para
com as suas necessidades.
Tem em suas mãos o poder de
demitir do office boy ao
presidente da empresa, basta
ir comprar em outro
estabelecimento.
Acabou a fidelidade dos
clientes em relação às
empresas, quem tem a
obrigação de ser fiel são as
empresas para com seus
clientes. Não tem mais lugar
para propagandas enganosas e
promessas não cumpridas.
Diante de tantas portas para
entrar e comprar, se o
cliente escolheu entrar em
nosso estabelecimento é
motivo de festa e de
alegria. Os atendentes devem
ser calorosos e prestativos
sem serem afetados. Devem
demonstrar paixão pelo que
fazem e terem brilho no
olhar, pois temos que
conquistar os clientes a
cada dia. O sucesso de um
negócio acontece na medida
em que somos capazes de
satisfazer os anseios de
nossos clientes.
Acabou a época do “manda
quem pode e obedece quem
precisa”, vivemos em uma
nova ordem onde precisamos
demitir “quem não faz o que
se pede” como também “quem
só faz o que se pede”.
A mão de obra foi
substituída com vantagem
pelas máquinas e o
diferencial dos
colaboradores está no
cérebro e em seus corações.
Não se trabalha mais de olho
apenas numa carga horário,
no cumprimento de uma
jornada de trabalho. Para
criar um mundo e empresas
melhores precisamos caminhar
a “segunda milha”, buscando
fazer mais e melhor do que
fizemos até então.
Faz bem para a saúde dos
empreendedores e dos
negócios, fazer uma parada
estratégica para refletir,
olhar para onde os
concorrentes não estão
olhando e procurar respostas
para pergunta: o que está
mudando que a maioria das
pessoas (principalmente
nossos concorrentes) anda
não notaram?
É preciso aplicar kaizen nos
negócios, fazendo com que
hoje seja melhor que ontem e
amanhã melhor do que hoje,
enfim, melhorar sempre.
Temos que compreender que
mais do que buscar
eficiência, precisamos
perseguir a eficácia,
estabelecer indicadores e
gerenciar com foco nos
resultados, no
aperfeiçoamento dos
processos e contínuas
melhorias. A propósito,
pegue um pedaço de papel e
escreva o que você já pensou
em mudar na sua empresa, mas
ainda não o fez e partilhe
com toda a sua equipe na
próxima reunião.
Faz parte da vida
empresarial buscar
persistentemente crescer as
receitas, aumentar as
vendas, conquistar novos
clientes, lançar novos
produtos, reduzir custos e
despesas. Porém há um
dilema: Não se consegue tudo
isso fazendo, há anos, tudo
sempre da mesma maneira. As
mesmas velhas coisas aos
mesmos velhos clientes, por
meio dos mesmos velhos
canais de distribuição e
mesmos velhos procedimentos.
Soeli de Oliveira é
Consultora e Palestrante de
Marketing, Vendas, Motivação
e Atendimento e-mail:
soeli@sinos.net - fone: (51)
9674-8677 - Novo Hamburgo -
RS.

