Estudos Aplicados ao Marketing
Por Rafael Mauricio Menshhein
12/10/2006
Todas
as organizações devem, nem todas fazem, ter em mente que muito mais do que um
simples departamento, o Marketing é fonte de estudos, faz com que mais pesquisas
sejam realizadas para desenvolver um produto e dar ao consumidor o desejado com
algo a mais.
Não é somente uma tarefa de agregar valor, o Marketing é tido como apenas uma
parte da organização que não traz retorno, o dinheiro investido é jogado fora,
mas esquecem de olhar que isto só ocorre quando alguém resolve cortar o espaço
do Marketing na empresa, reduzem o tempo de Pesquisa e Desenvolvimento, a busca
de informações com os consumidores não é feita do modo correto, o CRM, que
muitas vezes não foi implantado, não funciona como deveria, a Logística é mal
aproveitada dentro de toda a estrutura organizacional e todos os demais
departamentos também estão ali como “enfeite”.
Ter consciência de que os estudos não podem ser cortados, a busca por mais
informações pode gerar muito retorno e que o consumidor busca sempre o novo é
algo realmente pouco percebido em algumas organizações, que levam tudo o que
produzem a base de feeling, mas até onde é sabido apenas Morris Albert consegue
viver de Feelings até hoje.
A natureza do Marketing já demonstra que uma das principais das suas ações é a
busca por informação, é praticamente entrar na cabeça do consumidor e retirar de
lá as idéias que serão usadas para cativá-lo e transformar simples conceitos em
algo realmente palpável.
Cada vez mais existem formas de coletar dados, usar ferramentas como a Internet
pode trazer vantagens que hoje são idéias muito a frente, mas que podem ser
aprimoradas com o tempo e no momento certo chegar ao mercado, dando ao
consumidor a impressão de que alguém pensou no seu objeto de desejo sem que ele
dissesse nada.
Com a diversidade de fontes, as facilidades que o mercado trouxe, a
disponibilidade de informações, os conceitos aplicados corretamente à prática e
o constante estudo, são formas de manter uma empresa jovem, ativa, que captura
dados e transforma-os em informação com muita competência, trazendo para dentro
do planejamento todas as variáveis possíveis e que decidirão quem poderá ganhar
o “jogo” no mercado.
Quanto mais conhecimento existe sobre um certo tipo de comportamento, uma faixa
etária ou mesmo de um grupo específico de pessoas, mais uma organização consegue
extrair bons frutos para dar aos mercados, criam-se estratégias, são elaboradas
campanhas de Marketing com objetivos mais focados, as metas estão embasadas em
números retirados das freqüentes coletas de dados (a não ser que a façam baseada
em feeling) e a união de todas as áreas que compõem a empresa, geram o melhor
que pode existir, conhecem muito bem o terreno onde pisam e alçam vôos mais
altos.
Diante da competição global e dos perigos existentes no mercado em que atua-se,
é natural que quanto mais fontes de informação existam dentro da empresa, maior
é a capacidade de voltar a ganhar espaço no mercado, a não ser que uma empresa
não saiba exatamente o que faz, o que o consumidor quer e quem está ali dentro.
Quanto maior o esforço para compreender o mercado, maiores são as buscas por
conhecimento que são feitas, mas transformar tudo isto em sabedoria não é
simples, é fruto de muita aplicação, de aprender a estudar o mercado e saber
realmente “quem” a empresa é no mercado.
Um dos maiores “problemas” é não conhecer seus concorrentes, fazer apenas o seu
sem olha no vizinho é um erro, o mercado está disponível para todos e o
concorrente é mal entendido na maioria dos casos, as empresas nem sabem quem são
ou se existem, talvez venha daí o apego interminável ao feeling.
E quando tudo acaba, a única solução para a organização seja mesmo comprar o CD
e ficar ouvindo a música que os outros souberam vender melhor.