O Futuro acadêmico da Gestão de Negócios
Por Augusto César
25/04/2009
Abrimos este
espaço para falarmos sobre
um tema bastante questionado
e analisado nos últimos
anos: os ajustes necessários
aos cursos universitários
que tratam de Gestão de
Negócios. Neste caso,
podemos incluir os
tradicionais “Administração
de Empresas” e “Economia”,
além dos seus diversos
campos de atuação que
assumiram o posto de cursos
específicos em função da
complexidade e da
necessidade e valorização de
uma formação mais focada,
por exemplo, Marketing,
Recursos Humanos, Qualidade
e Produtividade, Finanças,
Administração Pública, e
outros..
Os profissionais destas
áreas sempre valorizaram
instituições que melhor
conseguissem equilibrar
teoria e prática, com
professores renomados,
laboratórios de alta
tecnologia, parcerias
corporativas, feiras de
negócios, enfim, algo que
tornasse o ambiente de
ensino muito maior do que
simplesmente a leitura de
artigos técnicos e livros
específicos, com avaliações
mensais. Na contrapartida
sabemos que é fundamental
também o conhecimento
teórico por parte dos
gestores para a condução de
um negócio em tempos de
forte visão estratégica e
aquecimento de mercado. Com
clareza, enxergamos o
equilíbrio da teoria e da
prática como ponto
fundamental. Porém, como em
qualquer ambiente de alta
demanda, muitas instituições
pegaram carona na
oportunidade comercial, e os
conceituados e desejados
cursos de graduação
tecnológica e MBA, por
exemplo, tornaram-se
“commodities”, muitas vezes
com questionadas grades
curriculares e políticas de
formação educacional.
Em recente publicação em
renomada revista bimestral
de Gestão Empresarial,
especialistas do mundo
inteiro abordaram o assunto
e expuseram com clareza
algumas necessidades
específicas a serem
revisadas, tratando
inclusive como “desafios”,
separando em três
necessidades básicas:
desafios do ensino, desafios
de pesquisa e desafios
institucionais. Algumas
defesas básicas constam nas
sugestões, como mais
parcerias com importantes
lideranças de mercado e
governo. Outras ideias
surgem na medida em que
passam a questionar a real
capacitação de um graduado
para exercer uma função
dentro de uma organização.
Neste caso, defesas por mais
trabalhos em equipes
multidisciplinares,
financiamentos constantes em
pesquisas de campo, e
realização de trabalhos em
equipe para melhor avaliação
de liderança e criatividade
são algumas das ideias
principais. Do ponto de
vista institucional, a
principal defesa é por
transformar a universidade
em um conjunto complexo de
relações com grupos de
interesse, e não somente em
um lugar, permitindo a
criação de relações mais
duradouras entre estudantes,
professores e mantenedores.
O que percebemos diante
destas análises é um
movimento para maior
capacitação daqueles que
futuramente darão
direcionamento às
instituições, e também uma
defesa para que futuros
líderes não assumam tais
posições sem um conhecimento
técnico-científico. É um
verdadeiro desafio de
revisão de sistemas de
ensino em todo o mundo, com
um mesmo objetivo:
qualificação pessoal e
profissional.
Augusto César é graduado em
Marketing, com MBA em Gestão
Empresarial (CEFET-RJ) e
especialização em Gestão
Estratégica. Profissional
com passagens por empresas
de porte como Golden Cross,
ABN Amro Bank e Organizações
Globo, em diversos projetos
nas áreas de marketing e
vendas. Consultor
empresarial pela Thompson
Management Horizons
,
e Sócio-consultor da Damac
Consultoria em Gestão.
Contato:contato@damac.com.br
augusto@damac.com.br