A Influência da Cultura na habilidade em Marketing
Por Rafael Mauricio Menshhein
30/11/2007

Investir nas habilidades das pessoas é fundamental para que a cada dia elas se tornem melhores naquilo que fazem, mas talvez poucas organizações prestem atenção em seus colaboradores e façam o que é correto, ao invés de investir em habilidades das quais as pessoas jamais terão um desempenho mediano, e tudo isto faz sentido quando uma das maiores mentes da administração afirma que as pessoas se destacam por meio de uma única habilidade que possuem.

Treinamentos podem ser satisfatórios quando o foco é fortalecer a habilidade de uma pessoa, sem a pretensão de achar que o treinamento é para desenvolver o que uma pessoa não possui como ponto forte, mas que é pregado há muitos anos e parece uma regra que não pode ser quebrada.

Nas organizações há uma utopia quanto aos colaboradores, algumas acham que todos são iguais e então criam programas de treinamento que tem como finalidade dar um padrão às pessoas, como se todos fossem objetos ou recursos da empresa.

Mas ao lidar com talentos humanos é bem provável que os treinamentos foquem em melhorar as habilidades de cada um, encontrando-as ao conhecer realmente as pessoas que ali prestam seus serviços, independente da área em que atuam.

Também é interessante perceber que em algumas culturas há uma obrigação das pessoas em agir de uma certa forma, o mesmo pensador foi alvo de críticas de sua avó por escrever com a mão esquerda e na cultura da família isto era errado, o que lhe causava castigos até que não usasse mais a mão esquerda para escrever ou realizar alguma outra tarefa.

O que pode determinar o êxito das organizações é a quebra de regras que não levam a nada, os paradigmas que se estabelecem por anos e frases do tipo isto não é do meu departamento, pois todos os colaboradores são responsáveis pelo produto ou serviço que o cliente recebe, sem depender se a pessoa cuida da limpeza da organização ou é da linha de produção.

A cultura é um problema quando divide a organização, principalmente quando as próprias pessoas deixam de fazer o certo porque isto não lhes diz respeito, e se elas não pode fazer o certo é melhor rever o que está chegando até o consumidor e que gera as reclamações.

Uma das melhores formas de avaliar as pessoas, quanto às suas competências, é ouvi-las sempre e estar atento ao que cada um faz, pois todas as tarefas são importantes, mesmo aquelas que não estão diretamente ligadas ao produto ou serviço prestado, e se você está pensando que isto não é verdade basta olhar à sua volta e perceber que se o ambiente estiver sujo você não se sentirá bem, ao passo que isto irá influenciar em seu desempenho, mesmo que não seja este o produto que a sua organização oferte no mercado.

Outro ponto interessante é que muitas organizações ainda se deparam com departamentos para lidar com pessoas, tratando-as como coisas e que devem trabalhar como máquinas, mas é assim que a cultura as ensina e até que uma cultura mude pode ser que o tempo tenha passado e muito.

Se você ainda se pergunta sobre o autor do pensamento inicial, de que cada pessoa só possui uma habilidade com a qual se destaca, o seu nome é Peter Drucker, que foi vítima da cultura da família e que teve uma mente privilegiada para trazer a todos seus conceitos e teorias que são usados hoje e serão a base para muito do que será feito por longos anos.