Justamente por militar em
uma atividade com importante
função social e que, na
maioria das especialidades,
lida diretamente com o
público e suas necessidades
fundamentais, é essencial
que o advogado amplie seu
entendimento do ser humano.
É preciso melhorar a
percepção que tem da
linguagem não verbal das
pessoas, entender seu
comportamento e desenvolver
a capacidade de comunicação
e relacionamento
interpessoal, ou seja, sua
Inteligência Social.
O conceito de “Inteligência
Social” foi desenvolvido
originalmente pelo psicólogo
americano, Daniel Goleman,
autor dos livros
“Inteligência Emocional”,
(Editora Campus/Elsevier,
1995) e “Inteligência
Social”, publicado pela
mesma editora em 2006. O
autor defende o
desenvolvimento desta
competência, que ele chama
de Inteligência Social, como
um meio de realização
pessoal e crescimento
profissional, pois ela
possibilita que se
estabeleça um ambiente
profissional e relações
sociais mais saudáveis.
No contexto da advocacia, a
Inteligência Social torna-se
essencial sob três aspectos
principais. Em primeiro
lugar o advogado precisa
relacionar-se de maneira
adequada com seus clientes,
como forma de manter um bom
relacionamento com estes, e
também ampliar as
possibilidades de seu
“marketing jurídico”.
Em segundo lugar, manter um
relacionamento profissional
adequado com integrantes da
instituição judiciária, como
juízes, promotores e pessoal
administrativo, visando
facilitar de maneira
relevante o desenvolvimento
de seu trabalho.
O que se percebe é que o
advogado, pela própria
imposição da profissão,
envolve-se em tantas
disputas que acaba
assimilando uma certa
“personalidade combativa”,
que lhe dificulta o
relacionamento com aqueles
que poderiam ajudá-lo no
desenvolvimento de suas
tarefas extra disputa
judicial.
Apesar de ser “delicada”
minha afirmação sobre este
assunto, é preciso encarar o
fato de que a “imagem” do
advogado geralmente não é
algo que seja motivo de
elogios com relação ao trato
com as pessoas.
Finalmente, é importante
ressaltar a importância de
um bom relacionamento do
advogado com a parte
contrária. Ele não precisa
ser necessariamente
agressivo e desrespeitoso,
pelo contrário, pode
manter-se profissional e
ético, apesar dos interesses
diversos. Muitas vezes um
bom relacionamento com o
adversário, numa causa, pode
facilitar a realização de um
acordo que dificilmente
ocorreria num contexto de
disputa calorosa.
Até que ponto que existe uma
certa “cultura”
comportamental, no meio
jurídico, que privilegia
muito mais os aspectos
técnicos das demandas
judiciais, e que torna o
ambiente fértil para
disputas cada vez mais
acirradas, dificultando as
mediações, os acordos e os
entendimentos?
A Inteligência Social pode
ser desenvolvida através da
observação e valorização de
aspectos importantes no
comportamento do
profissional e na busca para
desenvolver habilidades
como:
· comunicação interpessoal;
· relações humanas;
· trabalho em equipe;
· liderança;
· motivação;
· empatia, entre outras.
O próprio advogado seria o
primeiro beneficiado, do
ponto de vista emocional,
com o desenvolvimento destas
habilidades, pois elas
ajudarão a melhorar sua
satisfação pessoal em sua
prática profissional, uma
vez que, um ambiente
harmônico e com
relacionamentos equilibrados
ajudam a manter o
profissional motivado para o
trabalho.
Acreditamos que o advogado
que desenvolver sua
Inteligência Social, no
trato com seus clientes, nas
relações com integrantes da
instituição judiciária e
também no relacionamento com
as partes contrárias de suas
demandas jurídicas terá um
diferencial competitivo
importante, pois conseguirá
obter melhor cooperação para
o desenvolvimento de seu
trabalho por parte de todos
os envolvidos no seu
contexto profissional.
Ari Lima é
empresário, engenheiro,
consultor em marketing
pessoal e gestão de
carreiras e especialista em
marketing e vendas.
Desenvolve treinamento em
marketing pessoal e
marketing jurídico para
profissionais liberais,
empresas, escritórios e
estudantes universitários.
Ministra cursos, seminários
e palestras realçando o lado
prático e funcional do
marketing e escreve artigos
diariamente para diversos
sites e revistas. Além de
uma sólida formação teórica,
possui 25 anos de
experiência prática em
gerenciamento e treinamento
de vendedores e de gerentes
de vendas, bem como
atendimento a clientes.

