Muito se
tem falado sobre o
crescimento nos
investimentos em mídia
on-line, sobre a ampliação
do uso de estratégias de
marketing digital e sobre o
uso cada vez maior das redes
sociais digitais para se
comunicar ou vender aos
consumidores, bem como sobre
como essas inovações mudam o
jeito de fazer marketing.
Quando falamos disso, porém,
nos parece que todas as
empresas já estão conectadas
ou habituadas a utilizar
essas ferramentas, assim
como também familiarizadas
aos termos relativos a essas
atividades. Porém, apenas
66% das empresas paulistanas
possuem website, de acordo
com pesquisa realizada pela
Associação Comercial de São
Paulo (ACSP) no final de
2009 e somente 36% realizam
negócios pela internet. Ou
seja, a grande maioria ainda
não está efetivamente
usufruindo dos benefícios da
rede para obter novas
receitas ou otimizar
processos.
Isso nos leva a concluir que
não bastam projetos de
“inclusão digital” de
empresas. É necessário
também levar a esses
empreendimentos conhecimento
e condições de produzirem
riqueza utilizando a
internet como plataforma
para trazer novos clientes,
além, obviamente, de
oferecer um atendimento mais
qualificado aos clientes
atuais.
Quando observamos a alegação
de 46% dos empresários de
que não realizam negócios
on-line por não haver
necessidade, percebe-se
outro ponto interessante:
muitos, na verdade, não
sabem ao certo o que a
internet pode lhes
proporcionar. O ponto de
partida deve ser, então,
esclarecer melhor sobre o
potencial da web a essas
empresas.
Outro fator importante a ser
salientado é a oportunidade
para pequenas e médias
empresas, fornecedoras de
serviços de TI, visto que,
na maioria dos casos, as
funções de TI são executadas
por fornecedores externos.
Cresce também o espaço para
empresas que realizam
treinamentos e cursos sobre
o assunto.
Como exemplo de atividades
que vem sendo implantadas
para a geração de negócios
on-line é possível citar as
montadoras de veículos que
usam a web para esclarecer
dúvidas dos potenciais
compradores antes que eles
se dirijam a uma loja para
fechar o negócio. Ou o setor
de construção civil com seus
lançamentos imobiliários,
além do mercado financeiro
com instituições que tem
feito uso inovador das
ferramentas de marketing
digital, como o
desenvolvimento de
aplicativos para telefonia
celular, por exemplo.
O investimento dessas
empresas nessas ações supera
a marca de 10% de sua verba
publicitária, o que
representa uma quebra de
paradigma. Entretanto, isso
só tem ocorrido porque essas
companhias constataram a
eficácia desse meio para
trazer novos consumidores,
bem como incrementar
resultados financeiros.
Falando de micro e pequenas
empresas, podemos observar
casos que vão desde uma loja
de produtos eletrônicos de
um bairro de São Paulo até
comunidades carentes do
Amapá, que comercializam
seus artesanatos pela web e
os entregam dentro e fora do
país.
Com isso, percebe-se uma
grande movimentação por
parte das MPEs no sentido de
conhecer mais sobre esse
mundo novo do e-commerce e
do marketing digital para
não deixar escapar
excelentes oportunidades de
crescimento em seus
negócios.
Sandra Turchi é graduada
pela FEA-USP, pós-graduada
pela FGV-EAESP e MBA pela
Business School São Paulo
com especialização pela
Toronto University e em
empreendedorismo pelo Babson
College em Boston. É
superintendente de Marketing
da Associação Comercial de
São Paulo (ACSP) instituição
que administra o SCPC
(Serviço Central de Proteção
ao Crédito). Site:
www.sandraturchi.com.br -
Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi

