Lojas Multimarcas - Um espaço cada vez mais disputado
Por Ivan Postigo
10/11/2010
O mercado brasileiro sempre demonstrou grande interesse pelo consumo de marcas
famosas, mas poucas aqui foram criadas com potencial para romper fronteiras.
Ao se consolidarem nos mercados do mundo e serem procuradas, essas marcas
adquirem valores substancias, valorizando produtos que as ostentam e as empresas
que as têm sob seu domínio.
As marcas que se destacam também colocam em evidência seus consumidores, razão
pela qual são procuradas, independente dos valores envolvidos para sua
aquisição.
O mercado diferencia marca de “griffe”, estabelecendo classes para produtos.
Grifar é destacar, no texto, uma palavra ou frase.
Conta a história que a palavra, como hoje é usada, vem de um impressor alemão
chamado Sebastian Gryphe, que inventou a moda na cidade de Lyon, na França, em
1528. Seu sobrenome também originou a palavra “griffe”, que se refere a marcas
de prestígio no mercado.
Diz-se que a palavra “griffe”, tinha uma definição diferente em 1951: “fita
costurada no interior de uma peça de roupa, com o nome do costureiro ou
estilista.”
Ou, de uma forma mais simples, “Griffe", em francês significa uma marca de
personalidade.
Fato é que nos últimos anos muitas lojas multimarcas passaram a vender produtos
com suas marcas, reduzindo o espaço para fabricantes tradicionais e novos
investidores.
Muitas lojas ou rede de lojas, devido ao sucesso obtido, passaram a trabalhar
exclusivamente com sua marca, hoje consideradas “griffes”, atendendo as
expectativas de um grupo seleto de consumidores.
Cada vez mais os produtos chegam ao mercado com excelência em qualidade, sem que
grandes diferenças sejam notadas, portanto o serviço que a marca presta é o
único recursos para diferenciá-los.
O número crescente de concorrentes com maior oferta de produtos encontra cada
vez menos espaço para penetração nas lojas multimarcas.
O revendedor ou lojista hoje pode trabalhar com o estoque das fábricas, escolher
aquelas que melhor se identificam com o seu público, que desenvolvem um trabalho
de parceira que lhe facilita a venda e, consequentemente, lhe dá maior retorno.
Os consumidores dizem o tempo todo aos fabricantes “nos dêem bons motivos para
comprar seus produtos”, enquanto os lojistas fazem coro dizendo, “nos dêem bons
motivos para colocá-los em nossas lojas”.
Melhorar a comunicação com os lojistas, preparar a equipe de representantes
comerciais, treinar os balconistas das lojas, informar o consumidor com cartazes
no ponto de venda, em outdoor, em revistas, tem sido caminhos trilhados pelos
fabricantes com maior freqüência em busca da preferência por seus produtos.
É verdade que muitas empresas desenvolvem esse tipo de comunicação de forma
esporádica e pouco planejada. Muitas ao obterem algum sucesso reduzem as verbas
de comunicação e em pouco tempo são esquecidas, necessitando um volume maior de
recursos para retomar o espaço perdido, quando o conseguem.
Cada ponto percentual de espaço ocupado no mercado é resultado da conquista de
um pequeno lugar na mente do consumidor, exigente, crítico, que procura os
produtos nas lojas de sua preferência.
Fabricante, hoje cuidar só do produto não é mais suficiente, você terá que
ganhar a simpatia e interesse do publico consumidor e espaço nas lojas
multimarcas, cada vez mais disputados.
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação
de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão
Empresarial - Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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