Matriz BCG em Marketing
Por Rafael Mauricio Menshhein
12/11/2006
A matriz BCG (Boston Consulting Group) é usadas como ferramenta em Marketing
para analisar um portfólio de produtos ou unidades de negócios, com um conceito
similar ao do Ciclo de vida do produto, tem o objetivo de criar Valor em um
longo prazo, mas também a empresa deve ter em seu portfólio uma gama de produtos
que variam entre os produtos com grandes crescimentos no mercado e aqueles que
estão praticamente estáveis em crescimento.
Com o uso da matriz BCG pode-se avaliar a posição ou tomar a decisão necessária
para que um produto permaneça ou não em um mercado, mas não basta somente olhar
para a matriz e decidir, existem fatores que podem influenciar na tomada de
decisão de uma empresa e perpetuar produtos que não estão mais em crescimento ou
até mesmo causem uma certa perda para a organização, mas que por estarem fixados
na mente e gosto do consumidor não podem ser retirados do mercado.
Ao observar a matriz BCG pode-se notar que suas dimensões são:
Crescimento de mercado: basicamente é como o produto lançado atingiu o
público-alvo, ganhou força com o aumento das vendas e consegue ampliar a fatia
de consumidores com um esforço relativamente algo em seu início, mas que irá
diminuir ao longo do tempo;
Participação relativa de mercado: é a fatia conquistada, quanto mais
consumidores estiverem adquirindo o produto, melhor, mas há o risco do produto
tornar-se um problema para a empresa.
Quanto ao posicionamento diante da matriz BCG, podem ser definidos como:
Em questionamento (também conhecido como Ponto de Interrogação ou Criança
Problema): com uma característica muito ruim, na verdade a pior de todas, quanto
ao seu fluxo de caixa, com muito pouco ou nenhum retorno e muito investimento,
conquista uma baixa participação no mercado; quando não há a tomada de decisão
para mudar a participação no mercado, o produto consome um grande investimento e
pode tornar-se um abacaxi para a empresa;
Estrela: necessita de grandes investimentos e estão sempre em destaque no
mercado (líderes), geram uma boa receita e podem ter um equilíbrio no fluxo de
caixa, também pode tornar-se uma vaca leiteira quando não há perda de mercado;
Vaca leiteira: com bons lucros e fluxo de caixa, possui um crescimento de
mercado baixo, poucos investimentos devem ser realizados e pode representar a
base em uma empresa;
Abacaxi (também conhecido como Cachorro, Vira-lata ou Animal de estimação,
“expressões que não traduzem bem o conceito em Português”): estes produtos devem
ser evitados ou minimizados em empresas, com exigência de altos investimentos em
recuperação, o investimento deve ser feito caso haja a possibilidade de
recuperação diante do mercado, caso contrário deve-se abandonar, mas pode ser
necessário mantê-lo por exigência de um grupo de consumidores.
Algumas desvantagens podem ser notadas, como:
Alta participação de mercado não é o único fator de sucesso;
Crescimento de mercado não é o único indicador de atratividade de um mercado;
Às vezes um “abacaxi” pode gerar mais caixa que uma “vaca leiteira”.
De acordo com Bruce Henderson (criador da matriz BCG): “Para ter sucesso, uma
empresa precisa ter um portfólio de produtos com diferentes taxas de crescimento
e diferentes participações no mercado. A composição deste portfólio é uma função
do equilíbrio entre fluxos de caixa. Produtos de alto crescimento exigem
injeções de dinheiro para crescer. Produtos de baixo crescimento devem gerar
excesso de caixa. Ambos são necessários simultaneamente.”