O Papel do Trade Marketing
Por: Wagner Campos
26/10/2008
Nos últimos 30 anos o mercado tem passado por várias transformações as quais tem
gerado a necessidade do produto se destacar ainda mais para conquistar seus
consumidores.
O poder de negociação, antes centralizado em sua grande parte nas indústrias
está sendo direcionado aos varejistas, que desenvolvem suas próprias ações de
mercado, desenvolvendo uma imagem diferenciada junto ao consumidor final, não
mais dependendo de se fortalecer apenas com a marca de um determinado produto.
Os varejistas têm adotado uma postura altamente agressiva pois há grande
semelhança nas características dos produtos oferecidos por todos e não há como
centralizar esforços apenas em promoções de preços mas também agregar valor
através dos serviços prestados (prazo de entrega, montagem, pós venda, etc.) e
relacionamento com o cliente.
Há então certa independência dos varejistas, junto aos fornecedores. Os
varejistas passaram a se fundir, tornando grandes redes, com maiores poderes de
negociação, obtendo melhor condição de negociação e com grandes condições de
exigirem uma atenção diferenciada também junto aos produtores.
As indústrias produtoras, para manterem sua competitividade e não perderem
mercado junto aos seus concorrentes deverão atuar com um Trade Marketing que
terá suas ações exclusivas através do Business to Business, buscando três
situações em particular:
Concentração de vendas: a concentração de vendas no B2B gera dependência ao
produtor. Tal dependência enfraquece o poder de negociação e em caso de crise
financeira poderá afetar diretamente os resultados da empresa, causando
inadimplência. Neste caso, a tarefa do Trade Marketing é buscar evitar a
centralização de vendas dos produtos em um único cliente ou em poucos clientes.
Valor: todo varejista compra um determinado produto e o revende obtendo sua
lucratividade. O Trade Marketing deverá desvincular a idéia de que o preço é o
único fator decisivo e desta forma agregar valor apresentando todos os
benefícios e vantagens que seus produtos oferecem a revenda do varejista
(ex:agilidade, garantia, marca). Se o preço sempre for compreendido como uma
condição determinante as negociações poderão se tornar muito desgastantes pois
não estará existindo um verdadeiro relacionamento de parceria junto à empresa e
o varejista.
Rentabilidade: o Trade Marketing deve avaliar o valor de acordo como cliente e
identificar as margens de resultado em cada um deles. O foco em vendas de
grandes volumes irá ampliar os resultados financeiros finais, obtidos com a
oferta de valor feita ao cliente.
O papel do Trade Marketing é conquistar o consumidor final no ponto-de-venda
garantindo que a empresa produtora consiga não apenas expor seus produtos mas
também fazer com que as estratégias de marketing adotadas se mantenham atrativas
despertando o interesse de compra.
Prof. Wagner Campos é Palestrante e Conferencista em Vendas, Motivação e
Liderança. Diretor da True Consultoria. Administrador de empresas e Especialista
em Marketing. Possui experiência há mais de 12 anos na área tendo atuado em
empresas como Cia Cervejaria Brahma, Unibanco, Multibrás Eletrodomésticos,
Bebidas Wilson e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia" e Coordenador e
Prof. dos cursos de Marketing, Com. Exterior, Logística Empresarial e Recursos
Humanos da Universidade Paulista – UNIP e Prof. e Coordenador do Curso de
Marketing do Grupo Anhanguera Educacional. Contato: wagner@trueconsultoria.com.br
– www.trueconsultoria.com.br – F: (19) 3444-9599.