Vivemos acreditando que
sabemos o que é básico,
cotidiano, e que
desconhecemos somente o que
é profundo e complexo.
Vivemos o paradoxo da busca
da verdade e, quanto mais
nos aproximamos dela, mais
percebemos o quanto nos
falta saber.
Já nos respondeu Sócrates
falando sobre si mesmo: Só
sei que nada sei.
E com esta afirmativa
Sócrates foi considerado o
Homem mais sábio do Mundo à
sua época.
É paradoxal, mas reconhecer
que sabemos e ao mesmo tempo
não sabemos nos relacionar é
o início de um novo caminho
rumo a esta que é a mais
importante ferramenta humana
no plano das relações: a
comunicação interpessoal.
Comunicação não é uma
simplista fórmula composta
por emissor, receptor, meio
e mensagem; Comunicação é um
fenômeno complexo, porém
simples; simples, porém
complexo - assim como esta
afirmativa. Relacionamento é
comunicação ampliada.
Na sua origem etimológica,
Comunicação significa tornar
comum, compartilhar - de
onde podemos refletir que
se não houve
compartilhamento, se algo
não se tornou comum, ou
seja, pertencente a ambos os
universos (do comunicador e
do alvo da comunicação), não
houve verdadeiramente
comunicação.
Quero ousar dizer que tudo
na vida é fruto da
comunicação, a vida é
sinônimo de comunicação.
Estar vivo é estar
comunicando.
Nossas células se comunicam,
nossos órgãos se comunicam,
nossos sistemas se
comunicam, nossa mente
comunica-se consigo, com o
próximo, com o mundo a nossa
volta.
Se qualquer destas
comunicações cessar, nós,
enquanto seres humanos,
cessamos!
A comunicação se dá em
vários níveis, dentre eles:
Intrapessoal
Interpessoal
Corporativo
E todos estes níveis e
subníveis influenciam nos
demais. Comunicação é um
contínuo processo de
retroalimentação.
Observemos a comunicação
intrapessoal, este diálogo
único, pessoal e
intransferível que travamos
conosco incessantemente.
A comunicação intrapessoal
reflete e alimenta nossas
crenças, cultura, valores,
hábitos, virtudes, defeitos
e infinitos condicionamentos
responsáveis pela nossa
dificuldade em mudar muitas
coisas que gostaríamos de
mudar em nossas vidas; se a
comunicação intrapessoal não
abre espaço para estas
mudanças, elas não ocorrem!
Um bom comunicador (cabe
lembrar que comunicação é
também influência, e
influência é em última
análise, Liderança) deve
possuir discernimento e o
maior grau possível de
controle sobre a sua
comunicação intrapessoal
consciente. Caso contrário,
pensamentos, ordens, e
condicionamentos estarão
atuando à nossa revelia e
nós nem estaremos nos dando
conta deles.
Tomar consciência dos seus
diálogos interiores e
intervir neles, quando
necessário, eis um grande e
estimulante desafio para um
verdadeiro comunicador.
Na comunicação interpessoal,
estamos diante do complexo
sistema onde interagem duas
ou mais comunicações
intrapessoais com
exteriorizações pelos canais
verbais e não verbais no
nível interpessoal e que,
portanto, estão alterando
segundo a segundo o teor da
mensagem que estamos
comunicando.
Comunicação não é um
processo tão racional quanto
se gostaria, o papel das
emoções é extremamente
relevante. Elas atuam de
infinitas maneiras sutis.
São como lentes perceptuais
que alteram totalmente o
conteúdo em questão, seja
agregando fatores via
conceitos, preconceitos ou "revival"
de momentos anteriores; ou
ainda por perigosíssimas
generalizações,
racionalizações, e até
distorções e dissonâncias.
Somos nós que emprestamos
cor à realidade, retirando
ou adicionando algo que ela
não possui, que na verdade,
projetamos.
Assim, sem autoconhecimento,
disciplina, discernimento e,
sobretudo vigilância, a
comunicação se torna uma
bomba de efeitos
cumulativos.
A comunicação corporativa
traz toda esta complexa gama
de relações para o ambiente
empresarial, onde na
maioria das vezes a tônica é
o estresse e a pressão. Não
é difícil imaginar a que
nível exponencial elevamos
as dificuldades, não é?
Como indivíduos psicológicos
que somos, mesmo que o
software mental que separa
as nossas vidas pessoais das
profissionais seja da
"Versão 2003 Pro", ainda
assim sofreremos invasões
das emoções e desgastes que
cada um destes setores da
nossa vida enviarão para o
outro e aí começa um
perigosíssimo ciclo: o ciclo
das relações mal resolvidas.
Muitos dos nossos problemas
de comunicação vêm da
dificuldade em estabelecer
rapport e empatia, e derivam
do ciclo das relações mal
resolvidas. Projeções do
passado interferem nas
relações presentes entre
sujeitos diferentes. É
necessário prestar muita
atenção a este fato!
Reflita sobre as questões
aqui levantadas e considere
este importante dado
estatístico:
Pesquisas feitas pela The
Executive Magazine e US
Today comprovam que os
profissionais americanos
(homens e mulheres) de maior
sucesso e faixa salarial
devem sua privilegiada
posição a um fator comum:
sua habilidade em
estabelecer e manter níveis
de relacionamentos altamente
eficazes!
Aprimore as diversas formas
de Comunicação que abrem e
ampliam as janelas da
oportunidade nos
relacionamentos. Exercite o
Poder Mágico do
Relacionamento.
Carlos
Hilsdorf
Considerado pelo mercado
empresarial um dos melhores
palestrantes do Brasil.
Economista, Pós-Graduado em
Marketing pela FGV,
consultor e pesquisador do
comportamento humano.
Palestrante do Congresso
Mundial de Administração
(Alemanha) e do Fórum
Internacional de
Administração (México).
Autor do best seller
Atitudes Vencedoras,
apontado como uma das 5
melhores obras do gênero.
Presença constante nos
principais Congressos e
Fóruns de Administração, RH,
Liderança, Marketing e
Vendas do país e da América
Latina. Referência nacional
em desenvolvimento humano.
www.carloshilsdorf.com.br

