No mundo dos negócios, como
em todos, existem duas
realidades básicas: a dita
real e a aceita como real à
conta de inúmeras
generalizações repetidas ao
longo do tempo.
É o que acontece quando
falamos de consultorias.
Oscar Wilde disse: "Um com
consultor é uma pessoa comum
dando conselhos longe de
casa". Robertson também
deixou sua máxima: "Um
consultor é alguém que pede
emprestado o seu relógio e
lhe cobra para dizer as
horas?".
Estas duas afirmações, por
mais inteligentes que sejam
suas fontes, tratam apenas
de uma
generalização/distorção do
que verdadeiramente é uma
consultoria.
Um mau advogado não deve
causar a impressão de que a
advocacia não é séria, mas
se você consultar vários
maus advogados
seqüencialmente
provavelmente desacreditará
dela.
Por isso, contratar um
consultor é uma tarefa
estratégica e deve ser
encarada como tal. Não
devemos crer plenamente no
portfólio do profissional;
alguém pode, curiosamente,
atender uma série de mega
empresas uma única vez e não
retornar jamais, por estar
abaixo das expectativas. Não
devemos crer nos títulos,
que podem ser duvidosos ou
oriundos de instituições de
qualidade questionável.
Devemos tomar cuidado até
mesmo com as indicações: um
profissional de outra
empresa, conhecido seu,
digno de credibilidade, pode
estar lhe indicando a pessoa
certa para o problema
errado. Resolver as questões
da Empresa A, não
necessariamente qualifica um
consultor para resolver os
problemas da Empresa B.
Em que então devemos crer?
Na nossa capacidade de
avaliar o talento e a
competência de um
profissional checando-o em
todos os níveis necessários
para aferir a sua seriedade,
intencionalidade,
competência e credibilidade.
Consultorias sérias são
poderosas ferramentas para
salvar, ajustar e alavancar
negócios, mas devemos
lembrar que um bom professor
particular é aquele que sabe
lhe avisar quando já lhe deu
tudo que podia e que é a
hora de buscar um outro. As
consultorias devem operar
enquanto, e tão somente
enquanto durar a sua
capacidade de agregar valor
em níveis correspondentes ao
investimento que está sendo
realizado.
Uma boa dica: nunca pague
duas vezes pela mesma
informação, não permita que
a consultoria caminhe em
círculos, acompanhe
meticulosamente os
progressos e resultados
apresentados.
Consultores e consultorias
só funcionam corretamente se
a organização responde
positivamente a quatro
perguntas:
1 - Tenho consciência de que
necessito de ajuda?
2 - Estou disposto a
verdadeiramente mudar o que
for diagnosticado como
necessário mesmo que isto
implique em muita
resistência, custos
emocionais e esforços-extra?
3 - Vou conceder a
necessária liberdade para
que a consultoria possa
exercer na sua plenitude a
sua missão?
4 - Compreendo em
profundidade que os
resultados dependem muito
mais dos esforços da
organização do que das
legítimas boas intenções da
consultoria?
Se as respostas forem
positivas e todo o demais
considerado, parabéns você
terá uma excelente
contribuição da sua
consultoria seja ela
interna, externa ou uma
parceria estratégica (muito
saudável) de consultores
internos e externos.
Caso contrário, sua empresa
está em situação semelhante
ao paciente fumante,
sedentário, com obesidade
mórbida e vai ao médico
solicitando uma medicação
para que possa manter o
mesmo estilo de vida que vem
levando. O máximo que vai
conseguir é sair de lá com
um atestado de óbito
devidamente preenchido,
aguardando apenas pela data.
Carlos
Hilsdorf
Considerado pelo mercado empresarial um dos melhores palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Presença constante nos principais Congressos e Fóruns de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do país e da América Latina. Referência nacional em desenvolvimento humano. www.carloshilsdorf.com.br

