Quando você sabe em que negócio está o sucesso não é resultado do acaso
Por Ivan Postigo
09/01/2011
Empreendedores criam suas empresas por vocação, oportunidade, imitação, recebem
como herança, o motivo que os leva a atuar em determinados segmentos de negócios
são os mais variados possíveis.
Aqueles que se identificam com o tipo de negócio ou delegam à especialistas
criam condições para geração de resultados positivos, quem diverge desse
entendimento, normalmente, costuma ter gestões um tanto conturbadas.
O posicionamento da empresa no mercado com sua marca, qualidade de seu produto e
preços adequados abre as portas para o sucesso.
Muitas empresas enfrentam dificuldades por falta de equilíbrio entre esses
fatores e não superaram as barreiras para construir relações comerciais
duradouras.
Esse é um discurso básico, simples, óbvio, não há necessidade de nos estendermos
mais nos motivos, por que, então, uma pessoa sensata não o ouviria?
Porque não se trata de sensatez, há um milenar ditado oriental que diz: O homem
que não sabe para onde quer ir é incapaz de ouvir um bom conselho.
Muitas empresas no mercado brasileiro que atuam em segmentos onde
representatividade, visibilidade são aspectos importantes para os consumidores
ainda são resistentes aos investimentos em publicidade e propaganda e acabam não
dando a projeção necessária às suas marcas, produtos e às suas próprias
empresas.
Entregam a responsabilidade das vendas nas mãos de pessoas despreparadas, com
isso além de não construírem relações comerciais duradouras, prejudicam o pouco
que têm dado certo.
Empresas com essas dificuldades facilitam o sucesso dos concorrentes, uma vez
que os clientes e prospects acabam induzidos a escolher as outras opções e
propostas recebidas.
O que vender, como oferecer, como abordar, em que momento, a que preço, com qual
qualidade, parecem óbvios, mas na realidade esses pontos precisam estar em
equilíbrio.
Uma questão primordial que mesmo gestores experientes têm dificuldades de
responder é: Por que um cliente nos procuraria e decidiria pelos nossos produtos
e não pelos dos concorrentes?
O que o leva a essa decisão?
Esse assunto quando abordado em seminários, onde as experiências dos
participantes são variadas, gera acalorados debates e termina com freqüência com
a seguinte colocação: Soubéssemos de fato seríamos lideres de mercado!
Outra resposta comum e rápida é: Preço!
Caso não sejamos os escolhidos por essa questão não podemos deixar de
perguntar:-Por que não podemos concorrer com esse preço?
Vamos chegar a duas situações:
1) Não ajustamos a empresa para alcançar os custos que permitam vender a esse
preço;
2) Nossa qualidade é superior às dos concorrentes e não nos interessa competir
nesse mercado.
Para entender, de fato, em que negócios estamos há alguns aspectos fundamentais
que temos que estudar:
Qual é o nosso negócio?
Nosso negócio é definido pelos os produtos de linha ou sob encomenda que a
empresa fabricará e que poderia fabricar para atender as expectativas de
mercado.
Quais segmentos de mercado atenderemos?
Venderemos diretamente ao consumidor, a revendedores no varejo, distribuidores
ou atacadistas?
Quais segmentos de negócios atenderemos?
Considere que nosso negócio esteja focado em caixas de madeira.
O alvo serão as transportadoras, indústrias metalúrgicas, de plásticos,
frutíferas, etc., onde fará a prospecção de oportunidades?
O que sabemos sobre as possibilidades e oportunidades de venda ?
Esta questão demanda análise da listagem dos clientes ativos, inativos e
potenciais (prospects) abordados e não abordados.
Quem pode nos ajudar a ampliar o foco de abordagens?
A adição de competência nesta área é fundamental para pesquisa de potenciais
clientes nos segmentos alvo.
Onde estamos acertando e errando nas nossas abordagens?
A análise dos sucessos e insucessos no processo de venda e perda de negócios
possibilita o conhecimento dos nossos pontos fortes e fracos.
Que situações necessitam de um plano especial de abordagens?
O estudo das barreiras ou superação destas para aumento das vendas, por que os
clientes compram ou não compram, é fundamental para preparação da matriz de
características e benefícios que permitem estruturar os planos de visita.
Com que estamos concorrendo por espaço no mercado?
Todos que oferecem produtos similares são competidores, mas nem todos concorrem.
Que tipo de concorrentes estamos enfrentando: pontos fortes e fracos dos
concorrentes
Conhecer os concorrentes é ser capaz de identificar seus pontos fortes e fracos.
Conhecer seus pontos fortes e fracos nos permite desenvolver estratégias para
superá-los.
Há uma velha máxima, hoje máxima velha, que diz: No mercado há espaço para todo
mundo.
Infelizmente não há, pois se o mercado cresce 3,5% e o concorrente cresceu 15%,
ele tomou a fatia de alguém, você só se dará conta quando parte for sua.
Crescendo ele logo chegará lá!
Qual a nossa sistemática de abordagem de mercado?
A avaliação do sistema e da equipe de vendas nos deixa claro como a empresa
oferece o produto e qual a taxa de aceitação ou rejeição.
Qual nosso alcance no mercado?
Atendemos ou atenderemos em bases regionais ou em âmbito nacional?
Quem nos conhece e como somos conhecidos?
O conceito que a empresa e seus produtos gozam no mercado são informações das
quais os gestores não podem abrir mão.
Qual a penetração que temos nos clientes?
Avaliar a penetração que temos nos clientes e prospects e em suas áreas de
compra é determinante.
Como fornecedores temos que gerar oportunidades de vendas e procurar estar no
local certo no momento certo.
Como nossos produtos são avaliados?
Incessantemente temos que verificação da aceitação ou rejeição por qualidade,
preço e visibilidade.
Como estamos respondendo as expectativas dos clientes?
Os clientes não esperam apenas que os atendamos com pontualidade, mas que
excedamos suas expectativas.
Atendermos rigorosamente o que foi acordado não é mais do que obrigação.
Quão agressivos podemos ser no investimento para obter maior fatia de mercado?
A analise do Ponto de Equilíbrio, preparação de reserva de caixa e
estabelecimento de investimento para entrada em determinados mercados, base para
a criação do futuro, é determinante para o sucesso de todo empreendimento.
Entendendo esses pontos é possível estabelecer um plano de ação para aumento de
faturamento e taxa da retorno do investimento.
Sem um conhecimento mínimo do mercado, gerir uma empresa é como investir o
capital em bilhetes de loteria e esperar a sorte bater nas nossas portas .
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em
controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação
de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão
Empresarial - Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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