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Ser Sucesso e referência

Por Jerônimo Mendes

12/01/2009




Eu demorei a entender o segredo das pessoas que se destacam em suas áreas de atuação e as razões para isso são muito simples. Naturalmente, como já tive a oportunidade de mencionar em outro artigo, o sucesso é uma combinação de atributos e circunstâncias tais como: a inteligência, a época em que você nasceu, as pessoas que cruzam o seu caminho e, de alguma forma, lhe abrem as portas e, indiscutivelmente, a determinação para mudar as circunstâncias ao seu redor.

Isso vale para qualquer profissão ou atividade e o sucesso não significa, necessariamente, a maior quantidade de dinheiro possível na conta bancária. Ao contrário, existem pessoas milionárias e medíocres assim como existem também pessoas menos abastadas, porém amargas, ocas, invejosas, pessimistas em todos os sentidos, ou seja, medíocres de espírito.

Independentemente da quantidade de dinheiro amealhada, tornar-se uma referência na profissão e na sociedade e, consequentemente, tornar-se bem-sucedido, depende de três pontos: 1) ser bom e gostar daquilo que faz; 2) além de ser bom e gostar, procurar fazê-lo melhor do que os outros; 3) fazê-lo também em benefício da coletividade.

Esses foram os fatores projetaram as pessoas que as pessoas mais bem-sucedidas no mundo dos negócios e na sociedade em geral. Henry Ford, Madre Teresa de Calcultá, Viktor Frankl, Silvio Santos, Irmã Dulce, Mahatma Gandhi, Anita Roddick e tantos outros cujo propósito de vida foi além da simples necessidade de ganhar dinheiro. Para eles, o sentido de realização e de contribuição foram mais fortes. De maneira mais aberta, vejamos cada um deles:

“Ser bom e gostar daquilo que faz” é o seu verdadeiro propósito de vida, a vocação, o atalho para uma vida plena de realizações. Não basta ser bom, é necessário gostar do que faz. Quantos profissionais, excelentes naquilo que fazem, prefeririam o balcão de um negócio por conta própria ao caixa do banco ou do estabelecimento dos quais eles nunca seriam donos. Você não precisa esperar a aposentadoria para se dedicar ao seu verdadeiro propósito de vida.

“Fazê-lo melhor do que os outros” significa entregar-se de corpo e alma, especializar-se no assunto, dar o melhor de si, destacar-se em sua área de atuação, abraçar determinada causa com interesse, paixão e entusiasmo. Aqui não faz diferença se você é patrão ou empregado e sim o quanto é capaz de aplicar a sua criatividade de maneira íntegra, sem puxar o tapete alheio, para que o discurso o espelho da sua conduta.

“Pensar em benefício da coletividade” tem tudo a ver com o sentido de contribuição. Embora a origem do trabalho tenha sido associada ao castigo por milhares de anos, é o trabalho que nos permite crescer, interagir com pessoas de diferentes cores, credos e culturas. O trabalho nos faz lembrar que somos úteis e criativos, portanto, nos oferece dignidade e aguça o nosso senso de contribuição, acima de tudo. O que é bom deve ser compartilhado.

Quando esse três atributos são reunidos, tornar-se uma referência na sociedade é apenas uma questão de tempo. Naturalmente, sempre haverá aqueles que gostam de se lamentar e atribuir a falta de sorte ao modelo de criação dos pais, ao meio onde foram criados, ao fato de não terem sido tão beneficiados fisicamente pela natureza divina e até mesmo por que “Deus quis assim”. Isso é, no mínimo, lamentável. Pior do que não ter uma oportunidade na vida é ter uma e não saber agarrá-la. Pense nisso e seja feliz!

Jerônimo Mendes é Administrador, Consultor e Palestrante
Autor de Oh, Mundo Cãoporativo! (Qualitymark) e Benditas Muletas (Vozes)
Mestre em Organizações e Desenvolvimento Local pela UNIFAE