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O Uso das Informações em Marketing

Por Rafael Mauricio Menshhein

03/08/2007

 

Diariamente são analisados inúmeros aspectos relacionados ao mercado e a melhor forma de atender seus consumidores, o que acaba gerando um grande fluxo de informações e ao mesmo tempo traz para dentro da organização muito conhecimento, sobre o mercado e sobre a própria empresa.
Com o avanço natural das tecnologias, percebe-se que os canais utilizados pela comunicação das organizações com seus clientes têm passado por adaptações e gerados muitos resultados positivos, principalmente quando houve um estudo correto e o consumidor mostrou-se aberto às novas modalidades utilizadas pelas empresas.
Mesmo sem o uso direto da internet, muitas organizações acabam criando formas diferenciadas de chamar a atenção de seus consumidores, criam campanhas para um público-alvo que tem preferência por um meio de comunicação tradicional ou então optam pela interação do consumidor e a campanha.
Diante dos recursos conhecidos atualmente, torna-se maior a necessidade de se pesquisar o que exatamente o consumidor quer receber, ler ou ver.
Com o hábito de buscar informações constantemente no mercado podem ser encontradas as oportunidades, antes da concorrência e com a ajuda dos consumidores.
Quando se tenta conquistar um novo público é necessário conhecê-lo, nada mais natural do que fazê-lo por meio de uma pesquisa, e que deve ser o início de uma longa parceria, mas que com o passar do tempo acaba criando uma rede de relacionamentos, porque os consumidores sentem-se seguros ao adquirir produtos de uma determinada marca e os indicam aos seus amigos.
Os caminhos que a informação toma dentro de um mercado podem mudar os ciclos de vida de uma organização e de seus produtos, seja por uma nova tendência em utilização de materiais ou pelo surgimento de produtos mais aprimorados.
Com base na informação é possível direcionar a empresa rumo ao sucesso, desde que toda esta informação traga um conhecimento mais profundo do momento e permita atender aos desejos dos consumidores.
As organizações devem manter-se atualizadas, buscar novas informações diariamente e compartilhá-las com seus colaboradores, gerando mais conhecimento e abrindo novas oportunidades no mercado.
A informação mais importante não é aquela que está guardada em um banco de dados, mas sim aquela que percorre a organização e é transformada em um conhecimento aplicado em suas ações.

A Urgência da Urgência

Por Ivan Postigo

12/01/2011


Subdesenvolvimento!

Uma palavra comum para nós, a usamos como se o fato estivesse do outro lado do muro e não nos afetasse.

Nasci em uma cidade do interior e muitos erros não percebia. Cercado por fazendas, sítios, áreas abertas, por que um terreno coberto de mato, ao lado, me incomodaria?

Deixei a cidade para estudar, passava bom tempo fora, então meus conceitos começaram a mudar.

Gosto de viajar, de vez em quando dou uma escapulida e coloco o carro na estrada; vou conhecendo cidades, pessoas e costumes.

Que lição! A pequena cidade, com poucos recursos, se mostra mais desenvolvida que a grande, abastada, ao seu lado.

Subdesenvolvidos por escassez de recursos, subdesenvolvidos por falta de ação, subdesenvolvidos por falta de união.

Desenvolvidos pelo uso da informação!

Uma mente subdesenvolvida não comandará braços desenvolvidos.

Falamos em educação, cada vez mais, que bom!

Sabemos o que é efetivamente educação?

O que estamos ensinando aos nossos jovens nas escolas e universidades que não os qualificam para um emprego?

Jovens tem pressa! Precisam ver resultados para que não percam o entusiasmo.

Subdesenvolvimento cria urgências e estas quando não atendidas geram mais subdesenvolvimento.

Vamos para o lado prático da questão, não somos governantes, mas governados. As escolhas já fizemos, agora é cobrar, se tivermos consciência e coragem. Vamos fazer nossa parte também, afinal temos responsabilidades sociais.

Gestão de empresas está ao alcance de todos. A barraca da feira, o carrinho de “sandubas”, a loja de roupas, a gerência da média empresa, a direção da multinacional.

“Cada um no seu quadrado!”

Estudemos como o subdesenvolvimento gera subdesenvolvimento.

Comecemos com o fato de que o tempo passa, os vícios não!

José dizia aos proprietários da empresa “Talvez Um Dia Limitada” que mudanças estavam ocorrendo de forma cada vez mais acelerada naquele segmento de negócios. As máquinas mecânicas, movidas a correias, precisavam ser substituídas pelas eletrônicas. Poderiam fazer o trabalho de forma planejada, sem atropelos.
Gritavam os proprietários: - Substituir tecnologia? Ta louco! Levamos dez anos pagando estas máquinas! Agora que estão pagas gerarão lucros, só trocar algumas peças!

José, determinado a impedir problemas maiores com defasagens tecnológicas e de olho nos concorrentes, insistia: - Vamos ficar para trás. Não basta trocar máquinas é necessário acrescentar conhecimento!

E ouvia broncas: - Teimoso, não sabe o valor do dinheiro, não é ele que tem que gastar!

Um dia a ficha cai. Caiu!

Correria... máquinas compradas.

Ninguém sabia operar. - Máquinas eletrônicas? Por que não compraram mecânicas? - perguntavam os operadores.

- Estão loucos- Diziam agora os proprietários, desesperados para recuperar o tempo perdido.

José- pediam eles - manda essa turma fazer um curso!

José, sob pressão, tentava convencer a turma que o computador não mordia, que o equipamento informatizado, digital, eletrônico, e todos os demais adjetivos, era amigável e só ajudaria.

Ao perder mercado, pela demora de reação, um dos sócios disse a José: - Sabe o que assusta? Descobrir que enquanto você gritava não nos demos conta que estávamos atrasados, quando resolvemos reagir acordamos subdesenvolvidos.

A defasagem, quando permitimos, não se concentra apenas nos botões das máquinas, teclas dos computadores e telas dos novos softwares, mas no modelo mental.

Somos o que vemos, ouvimos, lemos, estudamos e fazemos.

Meu pai, preocupado com nossa educação, sempre repetia: - Se você for criado por um gato só aprenderá a miar!

Uma das pessoas que tinha clareza da urgência da urgência no nosso país era Juscelino Kubitscheck. Seria um dom ou uma contribuição da sua ascendência checa - original checo Kubícek - de etnia cigana, de onde vem seu sobrenome. Não importa, cinquenta anos em cinco só pode ser plano de um visionário.

Chamado de “tocador de obras”, eleito o “Brasileiro de século”, em 2.001, por milhares de leitores da revista Isto é, assim se fez urgência do reconhecimento.

Com urgência: Os grandes se identificam, reverenciado por sua oratória, Juscelino teve muitos de seus discursos escritos pelo poeta Augusto Frederico Schmidt, que o brindou com frases famosas como “Deus me poupou o sentimento do medo”.

Não deixemos que a lição se perca, temos que nos empenhar na urgência da urgência, o único caminho para superar o subdesenvolvimento, no país e nas nossas empresas.


Ivan Postigo é Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP. Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas e diretor da Postigo Consultoria de Gestão Empresarial - Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br - ipostigo@terra.com.br