Sinergia.
Esta é uma das principais
palavras capazes de
alavancar e destruir um
projeto, sem possibilidade
de reversão.
Conseqüentemente vem a perda
de dinheiro, tempo e
energia.
Mas como obtê-la? O que
fazer para alcançá-la e
torná-la um verdadeiro
diferencial competitivo? É
simples, bastam alguns
minutos de diálogo cordial,
onde os envolvidos estejam
realmente voltados para o
mesmo objetivo final.
Vocês leitores devem estar
achando tudo muito óbvio,
certamente. Pois é. Não há
mistério algum neste
processo. Há bom senso, boa
vontade, pensamento
estratégico, foco em
resultado.....
Agora respondam: quem jamais
percebeu esta falta de
sintonia dentro da empresa
que trabalha, principalmente
quando a tomada de decisão
necessita agilidade frente
ao mercado concorrente?
Acredito que poucos (ou
ninguém).
E por quê? Porque
simplesmente a cobrança
pelos resultados é diferente
para cada setor, sendo que
no final das contas quem
paga o salário de todos é o
cliente final (pra quem
nunca ouviu falar, cliente
final aqui significa aquele
que compra, divulga nossa
marca e aumenta o
faturamento pagando por
nossos serviços).
Então está tudo resolvido. A
partir de agora é todo mundo
focado na famosa “Gestão de
Clientes”. A operação passa
a girar em torno da
superação das expectativas
dessa turma, e nos tornamos
uma empresa orientada para o
mercado., correto? Que bom
se fosse simples
assim.......
Certa vez, em uma das
empresas por onde trabalhei
nesta minha até então jovem
carreira comercial, nos
deparamos com uma situação
em que parecia que o fim do
mundo era o próximo passo.
Estávamos no meio de um
projeto, com forte
comunicação para o mercado e
uma demanda completamente
favorável ao que havíamos
planejado. O cenário era o
melhor possível, com uma
previsão de venda acima da
média.
Precisávamos apenas
disponibilizar o produto nos
pontos de venda, até
determinada data. Eis que
surgiram, em cima da hora,
alguns daqueles e-mails
desafiadores, encaminhados
por pessoas da própria
empresa (pasmem!), com
dizeres do tipo: “quem vocês
pensam que são?......”,
“área comercial é uma zona
mesmo, é tudo de qualquer
jeito......”, “estes
produtos só sairão daqui e
chegarão ao destino final
com o nosso aval, e mesmo
assim mediante X, Y e Z
considerações.......”.
Todavia, depois de uma troca
saudável de idéias,
convencemos “nossos
concorrentes” que a perda de
tempo daquela discussão era
maior do que o tempo que
levaríamos para ajustar as
arestas.
O produto foi pra rua,
obteve uma venda acima da
média, e todos os envolvidos
na operação foram
ovacionados pela diretoria,
tendo em vista os números
atingidos, a boa aceitação
do tal cliente final para
com nossa marca, e o
conseqüente aumento da
receita operacional, capaz
de manter todos com salários
em dia.
Vamos fazer o dever de casa.
É mais simples que
imaginamos, e sai mais
barato na maioria das vezes.
Certamente, existem coisas
mais importantes para
gastarmos nossas energias.
Augusto César é graduado em
Marketing, com MBA em Gestão
Empresarial (CEFET-RJ) e
especialização em Gestão
Estratégica. Profissional
com passagens por empresas
de porte como Golden Cross,
ABN Amro Bank e Organizações
Globo, em diversos projetos
nas áreas de marketing e
vendas. Consultor
empresarial pela Thompson
Management Horizons
,
e Sócio-consultor da Damac
Consultoria em Gestão.
Contato:contato@damac.com.br
augusto@damac.com.br

