Muitos
micros e pequenos
empresários devem estar se
questionando se ainda podem
ficar fora da internet,
visto que o seu dia-a-dia é
tão desgastante, com tantas
demandas, que parece ser
impossível pensar em mais
uma tarefa. Pois é… lamento
informá-los, mas não há como
evitar, o futuro dos
negócios passa por esse
caminho.
Apenas para lembrar: há mais
de 1,4 bilhões de pessoas
online (22% da população
mundial), mais de 500 mil
pessoas que entram na
internet pela primeira vez,
há mais de 165 milhões de
sites. O Brasil já é o sexto
país em número de usuários,
com mais de 50 milhões de
pessoas e é o primeiro no
ranking latino. Mais de 24
milhões de brasileiros
acessam de suas casas e
aproximadamente 37% dos
usuários pertencem à classe
C. Além disso, é o primeiro
país em tempo de navegação,
pois a média de tempo gasto
pelos brasileiros é de 24
horas/mês.
A previsão de faturamento
para o ano de 2008 está em
torno de 8,5 bilhões de
reais, o que representa 40%
a mais do que em 2007, e as
mulheres são responsáveis
por 50% das compras via
internet. Somente no
primeiro semestre de 2008
foram emitidos mais de 11
milhões de pedidos online no
Brasil, com ticket médio de
324 reais, com 3,5 milhões
de novos consumidores. Os
produtos mais vendidos são
livros, revistas, artigos de
informática, saúde, beleza,
eletrônicos e
eletrodomésticos.
Embora as micros e pequenas
empresas ainda estejam um
pouco distantes em termos de
acesso e de estrutura de
e_commerce na web (27% das
micro e pequenas receberam
pedidos online, sendo que
nas grandes, 45% receberam
esse tipo de pedidos), o
momento é muito propício
pois há diversas iniciativas
sendo implementadas, por
instituições especializadas,
para levar a esse grupo de
empresários diversas
soluções práticas que
possibilitam uma ampla visão
dos procedimentos e
investimentos necessários
para sua entrada no mundo
digital. Essa entrada pode
ocorrer de forma bastante
consistente e econômica,
para que estes atendam seus
clientes de maneira segura e
moderna, além de poderem
acessar novos mercados e
trazer novas receitas para
seus negócios.
Como exemplo, há
instituições bancárias com
linhas de crédito especiais,
empresas que apresentam
lojas virtuais
pré-formatadas, empresas com
soluções para atender à
questão da logística de
forma prática e viável, há
cursos para facilitar a
divulgação nos mecanismos de
buscas, normalmente
utilizada para que a empresa
seja localizada de acordo
com a necessidade do
consumidor que está
procurando algo específico,
enfim, toda uma gama de
opções que possibilitam a
entrada nesse novo mecanismo
de vendas.
Porém, há uma questão muito
importante a ser salientada,
que é a segurança, tanto
para quem vende como para
quem compra na internet.
Para quem está estruturando
sua loja virtual é
fundamental procurar se
utilizar de fornecedores com
credibilidade no setor, para
trazer maior confiabilidade,
bem como ter certificação de
dados, utilizando-se de
empresas especializadas
nesse aspecto, e com isso
trazer maior segurança aos
seus clientes.
Do lado do consumidor
algumas precauções devem ser
tomadas antes de qualquer
compra a ser realizada pela
internet. Procure verificar
se o site que você está
acessando possui essa
certificação de dados, como
citado acima. Para isso
existe um símbolo que valida
o site, basta procurar.
Depois da escolha dos
produtos, quando estiver
evoluindo para a parte da
transação e pagamento,
verifique se aparece a
informação de que você está
em uma “área segura” do site
(aparecerá um cadeado e
também “HTTPS”, esse “s”
significa que você está
seguro), isso quer dizer que
as informações estarão
trafegando de forma ‘encriptada’,
ou seja, não correm o risco
de ser “roubadas”.
Outro aspecto que você pode
observar é se a empresa
investe em algum tipo de
divulgação na internet (banner’s,
links patrocinados nos sites
de busca, etc…), e se a
empresa tem algum tipo de
pesquisa para avaliação de
satisfação ao final do
processo de compra, o que
demonstra que ela é mais
idônea e se preocupa com a
volta do cliente.
O consumidor pode optar
também por adquirir produtos
em lojas já conhecidas no
mundo real, quer dizer,
aquela loja que ele já
costuma comprar nos shopping
centers, por exemplo, para
ter maior certeza de que a
loja existe e usar a
internet a seu favor, para
não pegar filas ou mesmo ter
que pagar estacionamentos.
Outro benefício muito
interessante para quem
compra é a forma de
pagamento, normalmente até
12 parcelas, e com entrega
gratuita ou com baixo custo.
Vale a pena.
Sandra Turchi é graduada
pela FEA-USP, pós-graduada
pela FGV-EAESP e MBA pela
Business School São Paulo
com especialização pela
Toronto University e em
empreendedorismo pelo Babson
College em Boston. É
superintendente de Marketing
da Associação Comercial de
São Paulo (ACSP) instituição
que administra o SCPC
(Serviço Central de Proteção
ao Crédito). Site:
www.sandraturchi.com.br -
Twitter: http://twitter.com/SandraTurchi

