Os 7 Pontos da Boa Iluminação
Por Luiz Renato Roble
03/10/2003
Você já deve ter notado ou pelo menos sentido que algumas
lojas apresentam um visual agradável, com um poder sobrenatural que envolve e
convida as pessoas a conhecê-las, enquanto outras aparentam ser frias ou por
demais quentes, que acabam afastando o desejo de permanecer no interior delas,
ou pior, de se entrar nelas.
Talvez você não tenha se dado conta, mas esse poder sobrenatural, atraente ou
repelente, atende pelo nome de iluminação. Veja a seguir sete pontos básicos que
fazem a diferença entre a loja que apresenta um ambiente agradável e vendedor, e
outra que apenas tem luzes acessas:
1. Tão importante quanto o que se expõe é como se iluminam os produtos expostos
e o ambiente em que eles estão expostos. Pode-se dizer que a iluminação é a
grande responsável pela aura de uma loja ou de qualquer outro ambiente
comercial. É uma pena que a maioria dos lojistas ainda não descobriu isto.
2. O uso exclusivo de lâmpadas frias torna qualquer lugar uma geladeira. Isso
acontece porque o excesso de luz branca não destaca os produtos, não valoriza
suas cores e torna o ambiente impessoal. Existem pontos-de-venda, como
farmácias, mercearias, açougues e supermercados que tradicionalmente abusam da
utilização de lâmpadas frias, enquanto outros já evoluíram no quesito ambiente
vendedor e arriscam algo diferente.
3. O uso absoluto de lâmpadas quentes faz com que o ambiente seja, ou aparente
ser, abafado e desconfortável aos olhos do público, espantando-o. Boutiques
antigas e panificadoras modernas são as campeãs nessa categoria. Na ânsia de
buscarem ser atraentes e moderninhas, exageram nos spots e, para que ninguém
morra sufocado no seu interior, acabam sendo obrigadas a permanecer com metade
das lâmpadas instaladas apagadas o tempo todo.
4. Para que uma iluminação seja eficiente e agradável, ela deve apresentar uma
mistura equilibrada de lâmpadas com tonalidades frias e quentes. Para a
iluminação geral, utilize lâmpadas com tonalidade fria que consomem menos e
iluminam áreas maiores. Já para destacar e valorizar pontos específicos e
especiais, como os produtos expostos, vitrines, cartazes ou as áreas de
atendimento, utilize lâmpadas com fachos pontuais e com tonalidade quente.
5. Mostre a iluminação. Esconda as lâmpadas. As pessoas devem sentir os efeitos
da iluminação, porém de uma forma que não consigam ver as lâmpadas. Caso não
seja possível escondê-las, disponha-as de um jeito que não ofusquem os olhos e,
portanto, não desviem a atenção do cliente.
6. A iluminação natural é fundamental. Seja por meio de janelas, clarabóias ou
jardim interno, ela é capaz de tornar um ambiente sedutor e agradável. Quando
isso não for possível, deve-se buscar uma iluminação que, mesmo sendo
artificial, como uma clarabóia, propicie uma atmosfera natural ao ambiente.
7. Uma boa iluminação, assim como tudo na vida, é uma questão de equilíbrio. Uma
loja ou um escritório não devem ser tão claros a ponto de parecer um cassino de
Las Vegas e nem tão escuros quanto a caverna do Bin Laden. Avalie a iluminação
de seu ambiente de trabalho e tente encontrar um meio termo. Este cuidado fará a
diferença!
Luiz Renato Roble criacao@datamaker.com.br
Designer e Diretor de Criação da Datamaker Designers www.datamaker.com.br
Fonte: Datamaker
Jorge Luiz da Rocha Pereira é Consultor do Sebrae-SP
Fonte: Site SEBRAE-SP