Ou
perguntando de outra forma:
o que estarão a perder os
Clientes por adiarem compras
? Haverá nisso um custo de
oportunidade perdida ? Esta
é uma preocupação que se
pode enfatizar para se
começar a perceber quais as
prioridades do Cliente, seus
problemas e objetivos, e
talvez depois, nós o
possamos ajudar. E isto, por
seu turno, ajudará os
Clientes a sentirem-se mais
confortáveis. Pergunte-se
diretamente ao Clientes: “Se
tivesse ordens para não
adiar compras, o que faria ?
Como poderia eu então
ajudá-lo ? “
Uma vez que se tenha essa
informação, poderemos muito
mais facilmente estabelecer
a “ponte” com o que é
importante para o Cliente.
E, quanto mais se demonstrar
e quantificar o atual ROI ou
a atual poupança, mais
facilmente o Cliente verá o
benefício da nossa oferta e
então sim, ele poderá estará
disposto a investir. Também
ter presente que a pessoa a
quem estamos a vender pode
necessitar de "vender" isso
a outra pessoa, e que aí
poderá estar parte da razão
para a hesitação. Se assim
for, temos de saber tudo o
que for possível sobre essa
pessoa também envolvida no
processo de decisão e o que
a motiva a comprar.
O fato é: na atual situação
econômica muitas empresas
“trancaram” as compras.
Apesar de todo o valor da
proposta que se possa fazer
ou do ROI que trará, o
Cliente poderá estar
financeiramente asfixiado.
Mesmo neste caso, há ainda
algumas coisas que se podem
e devem fazer:
a) Verificar se efetivamente
o Cliente tem problemas
financeiros, ou se está a
utilizar isso como uma álibi
para não comprar ;
b) Verificar se efetivamente
o Cliente tem uma real
necessidade do nosso produto
ou serviço;
c) Rever a nossa análise de
valor e confirmar o efetivo
ROI;
d) Trabalhar com o Cliente
de forma a saber quem é o
verdadeiro decisor. Pode ser
que o nosso contacto esteja
“momentaneamente de mãos
atadas” mas que haja alguém
que tenha mais poder para
comprar.
Ou pode ter-se uma
aproximação diferente...
Antes de tudo, temos de
saber se aquilo que vendemos
é o que o Cliente precisa.
Se a resposta é sim, temos
de saber para que o nosso
produto ou serviço lhe
servirá:
1. Para ganhar mais quota de
mercado
2. Para incrementar
eficiências na sua operação
3. Para oferecer qualquer
benefício ao seu mercado
Apesar de tudo, há um
conceito cada vez mais
enraizado de que "As
empresas ganham dinheiro nos
bons tempos, mas que as
empresas ganham muito mais
dinheiro em tempos difíceis
desde que estejam dispostas
a investir" e há uma
diferença ENORME entre
cortes de custos e gestão de
custos. O problema é que
alguns gestores não só não
entendem essa diferença,
como a confundem e a
baralham. Para ilustrar,
conte-se a história do
“cafezinho”: quando há que
reduzir despesas, o primeiro
a sofrer é o café que a
empresa até aí
disponibilizava
gratuitamente aos
colaboradores. Ficam felizes
os gestores porque reduzem
um custo mas “esquecem-se”
de contabilizar as perdas de
produtividade por quebra de
motivação dos colaboradores.
Por isso, quando o Cliente
confunde cortes com gestão
de custos, pode ser boa
idéia perguntar o seguinte:
• Se os seus concorrentes
também estão a fazer cortes
na promoção, será que não
faz sentido o Cliente
aumentar o investimento para
“capturar” novos clientes?
• Se os seus Concorrentes
estão a cortar nas despesas
de deslocação da equipe de
vendas, será que não faz
sentido a equipe de vendas
do nosso Cliente estar mais
presente no mercado ?
• Se os seus Concorrentes
estão a diminuir o
investimento em ferramentas
que aumentam a eficiência,
será que não faz sentido o
nosso Cliente investir nisso
e promover esse modo de
investimento ?
Acredito que esta é a altura
DE FAZER UM MOVIMENTO ! A
experiência diz que a
probabilidade de sucesso
para fechar negócios é mais
baixa em períodos difíceis
da economia. Mas é também
quando surgem os maiores
desafios e oportunidades
para qualquer Equipe de
Vendas, desde que este
esteja atualizada em termos
de fundamentos e técnicas.
Depois, é só acreditar na
Lei de Darwin: no final
sobreviverão os mais aptos.
Miguel Cristovão é Pós-Graduado em Gestão de Marketing e Mestrado em Estratégia e Desenvolvimento Empresarial. Experiência de quase 20 anos nas áreas de Marketing e Vendas, com funções em empresas como 3M , Tudor, ABB-Adtranz e Sixt. Atualmente na Samsung Portugal, Mobile Divison, com a Gestão de Grandes Contas. Membro ainda da APPM - Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, do Clube da Negociação e palestrante convidado de Seminários do IIR - Instituto for International Research.

