As pessoas não deixam as
empresas; abandonam chefes
que confundem o título da
função, com liderança real.
Vale a pena pensar nisso...
Ou será que não mudou já de
um bom emprego por ter
conflitos com o chefe ? Por
outro lado, o negócio também
precisa de "grandes"
pessoas, que ajudem a
empresa a crescer e a
prosperar. Então, talvez
seja uma boa idéia aprender
como evitar os seguintes
erros capitais na Gestão de
Recursos Humanos:
EGOÍSMO: as pessoas
irão embora se prevalecer a
arrogância dos chefes,
interesses próprios destes e
necessidade constante de
ficarem com os créditos do
trabalho de outros. E isto
mata o interesse dos
colaboradores e o seu
entusiasmo.
INSENSIBILIDADE: as
pessoas irão embora se os
chefes considerarem o seu
feedback desnecessário e
houver falta de empatia
entre chefia e colaborador.
DESCRÉDITO: as
pessoas irão embora se a
atitude do chefe inspirar
descrença e receio, bem
como, se o chefe só confia
naquilo que ele próprio faz.
DESCONFIANÇA: as
pessoas irão embora se o
chefe não confiar nelas.
Isso mata o seu espírito de
iniciativa, torna os
colaboradores autômatos sem
vontade própria.
INDECISÃO: as pessoas
irão embora se os chefes
forem incapazes de decidir,
causando confusão e
frustração. E sobre os
chefes também recairá o ônus
de deixar de haver qualquer
esperança de progresso e
futuro na empresa.
NEGATIVISMO: as
pessoas irão embora se a
disposição dos chefes for
permanentemente negativa,
matando o desejo e a
motivação de transformar
ameaças em oportunidades.
CEGUEIRA: as pessoas
irão embora se os chefes
tiverem falta de visão e
clareza sobre o propósito da
organização e seus
objetivos. Isso irá
confundir os colaboradores,
matando assim qualquer boa
intenção de ir atrás e
seguir aquele que deveria
ser um verdadeiro líder.
Isto é, nem todos os chefes
conseguem ser bons gestores
de Recursos Humanos, pois
isso requer muita
experiência e muito
conhecimento teórico. Penso
também que muitos dos que
são hoje bons gestores de
recursos humanos, é porque
tiveram a felicidade de
terem anteriormente tido
chefes, bons gestores de
recursos humanos e que
também os treinaram. Pela
inversa: os que trabalharam
com maus gestores, tendem a
não controlar a sua raiva e
frustração quando chegam a
chefes.
Miguel Cristovão é Pós-Graduado em Gestão de Marketing e Mestrado em Estratégia e Desenvolvimento Empresarial. Experiência de quase 20 anos nas áreas de Marketing e Vendas, com funções em empresas como 3M , Tudor, ABB-Adtranz e Sixt. Atualmente na Samsung Portugal, Mobile Divison, com a Gestão de Grandes Contas. Membro ainda da APPM - Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, do Clube da Negociação e palestrante convidado de Seminários do IIR - Instituto for International Research.

